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A Apatia é Grande e a Crise é Geral!

Torcida Tricolor.

Devo, inicialmente, me desculpar pelo longo e tenebroso inverno sem postagens. Muitos compromissos profissionais e a depressão de ver esse time (?) que nos vem representando me afastaram do blog, mas, prometo, voltar a ser atuante como antes.

Não falarei, especificamente, de um jogo e, sim, dos tantos jogos e do momento que estamos passando. A última postagem se referiu à catastrófica derrota para o Santo André, dentro do Engenhão. Depois, vieram muitas derrotas, e apenas uma vitória (a goleada contra o Sport, no Maracanã).

Logo, em atitudes extremas, somente uma trilha sonora mais extrema que irá mostrar um pouco do que é o Fluminense. Eu gosto muito de punk rock e punk hardcore. E se os atletas, nossa diretoria e patrocinador ouvissem um pouco bandas como Ratos de Porão, Olho Seco, Inocentes, Cascavelletes, Fogo Cruzado, Lobotomia e Restos de Nada (isso só me atendo a grandes bandas nacionais), encontrariam a solução para todos os nosos problemas.

Tive a ideia deste post ouvindo minha discografia do Ratos de Porão. Excluindo o fato que “o João Gordo se vendeu ao sistema (eu não resisti em não falar isso…)”, são o principal expoente do punk nacional, uma banda respeitadíssima, com quase 30 anos de estrada. Então, vamos lá…

1. Velhus Decreptus

Sinto a santa ignorância
Desse povo retardado
Desperdiçam opiniões
Elegendo velhotes
Assim não dá!!

Minha santa consciência
Já carrega uma lição
Fico todo envergonhado
Não sei votar

Dizem que a vida
É uma deixa pra lá
Com Velhus Decréptus
Assim não dá!!!

Não é o nosso Conselho Deliberativo? Esse não é o cenário atual do clube? Esses não são os sócios que perpetuam no poder o “status quo”, a constante regressao de um gigante, antigo exemplo de organizacao, que vem desde 1987?

2. Igreja Universal

Você acredita em deus, e nos seus milagres?
Em troca de dinheiro, ele te fará feliz!!!
Você chorou de emoção, em nome da verdade
Nas mãos de um charlatão, você é um imbecil!!!
Fanáticos, doentes de lavagem cerebral
Por trás dessa bondade existe sexo e poder,
Promessas do inferno da igreja universal.
Você está curado!!!
O pastor de seu deus está enganando você!
O pastor de seu deus está enganando você!
Aleluia irmão! Aleluia! Aleluia irmão! Aleluia!
O câncer que corrói a sua vida está no fim;
Depois de 20 anos ele voltou a andar;
O demônio foi expulso com a força do amor;
O CEGO AGRADECIDO NÃO PODIA ENXERGAR!!!!!
Histeria coletiva,
Farsa pentecostal,
Hipnose destrutiva,
Atitude anormal!!

Essa vai para nosso grande volante Wellington Monteiro, uma verdadeira farsa pentecostal a servico do Fluminense. Mas tambem pode ir para a nossa torcida, que acredita em Renato Gaucho, Branco, Celso Barros, Tote Menezes, Gustavo Mendes, Alcides Antunes, etc…, enchendo o bolso de todos de dinheiro, indo aos estadios, apoiando o time nas horas mais dificeis, como verdadeiros “fanaticos, doentes de lavagem cerebral” (e eu me incluo nisso).

3. Crise Geral

Falam de anarquia
De lutar pra viver
O povo hoje em dia
Aprendeu a perecer

Falam de anarquia , De lutar pra viver
O povo hoje em dia , Aprendeu a perecer
A apatia é grande e a crise é geral
Se lembram disso sempre ,Esquecem no carnaval

Olhe pra sua vida
Ta difícil pra danar
Falta isso falta aquilo
Mas pinga não vai faltar

Olhe pra sua vida. Ta difícil pra danar.
Falta isso falta aquilo. Mas pinga não vai faltar.
A seleção é grande. A novela é legal.
A vida é mais dura só depois do carnaval.
A apatia é grande e a crise é geral

Mais uma musica que vai para todos nos, fanaticos, que esquecemos, na primeira vitoria contra um time muito pior que o nosso, que as coisas realmente iriam mudar. A apatia da torcida em nao se associar, em nao buscar uma verdadeira transformacao, principalmente depois da Libertadores, refletida na adesao que poderia ter sido em massa, mas contou com numeros que, em minha opiniao, foram muito menores do que realmente o Fluminense mereceria, mostra que a “Apatia e grande e a crise e geral”.

4. Morte ao Rei

Morte ao rei
E a todos os seus nobres
Feliz é a vitória
De quem tem união
A nossa liberdade
Foi difícil conseguir
Sujamos nossas mãos
Com o nobre sangue azul

Morte ao rei!!
Majestade
Meu senhor
Não há igualdade
Eu sou plebeu
Desobedeço
Cuspo nas leis
Sangue real
É igual ao meu
Morte ao rei
E a todos os seus nobres
Feliz é a vitória
De quem tem a união
Nossa liberdade
Foi difícil conseguir
Sujamos nossas mãos
Com o nobre sangue azul
Morte ao rei!!
Você foi julgado: culpado!
É a vontade do povo, pague com a morte
Os crimes que cometeu
Déspota!
Assassino!
Um tirano cruel e corrupto
Não deve viver!
A voz da vingança
Pela justiça cega
Ecoa outra vez
A turba insandecida
Festeja com alegria
A morte de um rei.

Isso e o que eu realmente desejo ao Horcades e sua corja. Que sumam logo do Fluminense, e que o clube seja reconstruido. Espero, somente, que nao consigam derrubar o time para a Serie B, porque, ao contrario de todos os outros grandes que cairam, e que instantaneamente tiveram uma “nova direcao”, teremos mais um ano de Horcades e corruptela, o que podera significar um 2010 na Serie B e uma nau ainda mais desgovernada.

Se cair em 2009, nao sobe em 2010.

Saudacoes Tricolores.

Fluminense 0 x 1 Santo André – Paudurescência Zero!

Torcida Tricolor,

Sempre antes de algum campeonato que o Fluminense vai disputar, eu pego a tabela e vejo algumas partidas que são “três pontos garantidos”. Este jogo contra o Santo André, em casa, eu achava que fosse. E não foi…

O que falar de um adversário que mais parece um time de showbol do que um time profissional? Uma equipe que tem um volante de 42 anos de idade. Um meia-atacante de 39 anos. Um lateral-esquerdo chamado Gustavo Nery e um atacante chamado Rodrigo Fabri?

Pois é… e perdemos para esse time. Perdemos uma partida cujo gol sofrido foi contra (e um dos gols contra mais bisonhos que eu já tive a infelicidade de ver). Um jogo que poderíamos continuar jogando até a eternidade, e não seríamos capazes de marcar um mísero gol.

O time do Fluminense é um time sem alma. O grande guitarrista-vocalista-compositor Lobão cunhou um termo chamado “paudurescência”. Significa vontade de ter ou conquistar algo. É o tesão. Coisa que esse bando aí que nos representa, incluindo a diretoria e patrocinador, não têm. Ninguém tem vontade de ganhar. Não tem um infeliz para “botar o pau na mesa”, chamar a responsabilidade e fazer esse bando jogar. Em bradar: “isso aqui é Fluminense!!!” e atropelar esses “Santo Andrés e Barueris da vida”, que vêm aqui no Rio de Janeiro e não tomam mais o mínimo conhecimento da gente.

Levar (ou fazer) um gol como aquele, aos 3 minutos de jogo, faz qualquer um broxar (já que estou aqui fazendo inúmeras alusões eróticas…). Quando Cicinho, bom lateral-direito deles, disparou e cruzou para trás, buscando o esforçado centro-avante Nunes, eu esperava ver alguém dando um chutão e espanando o perigo. Mas aí, Wellington Monteiro resolveu “participar” do lance, a bola quicou em um defeito do péssimo gramado do Engenhão, e a canelada do nosso “jogador” pegou um efeito inesperado, matando Ricardo Berna.

Se já seria difícil romper uma retranca de um time muito bem armado pelo competente treinador Sergio Guedes, perdendo de 1×0 logo no início da partida, do jeito que foi, assinou nossa sentença. Um time que não tem jogadas pelas laterais, atua com 3 volantes (Wellington Monteiro, Diguinho e esse suposto meia-direita, que é um Cicero cem vezes mais lento, chamado Carlos Eduardo) e apenas um meia de criação responsável pela ingrata missão de armar todas as jogadas ofensivas, tem mesmo que sofrer, e muito.

O pior, é aguentar o descompromisso de um jogador como o Leandro Amaral. E a passividade e leniência de um ex-treinador em atividade, como Carlos Alberto Parreira.

É um time sem o mínimo padrão de jogo. Que busca nas individualidades a esperança em se resolver uma partida. O lateral Ruy, que fez sua estréia nesta partida, não foi mal. Pelo contrário, deu uma opção que não tínhamos pelo lado direito. Mas ainda é muito pouco,pois o time não tem jogada nenhuma pela esquerda. Continuar insistindo com o medíocre João Paulo é prosseguir com uma equipe desequilibrada taticamente.

Nosso meio-campo não protege uma dupla de zaga que marca mal demais e é lenta, além de ser fraquíssima no jogo aéreo. Diguinho não é nem sombra do jogador dinâmico, que era o pulmão do meio-campo do Botafogo em 2007/2008. Criaram este Carlos Eduardo, que veio do Ituano como promessa, mas que ninguém nunca sequer lembrou de uma grande partida deste jogador. Fraco, lento, mole, não chuta a gol, não arma jogadas, marca mal, enfim, eu realmente não entendi essa “indicação” de Vinicius Eutrópio. Entendo que ele é jogador da Traffic, e tem que ficar nessa vitrine bizarra que é o Fluminense atual.

Eu só consigo lembrar de duas boas chances do Fluminense: uma cabeçada de Leandro Amaral, espalmada para escanteio por Neneca, que é muitíssimo melhor do que qualquer goleiro do Fluminense; e de uma falta cobrada com perigo por Conca, já no final da partida, também com linda defesa de Neneca.

Aliás, o time do Santo André tem outros jogadores interessantes, como a dupla de zaga, que é infinitamente melhor que a do Fluminense (principalmente o zagueiro Marcel); o lateral-direito Cicinho; e o volante Ricardo Conceição. É um time que sabe o que fazer em campo. Toca bem a bola, é consciente de suas limitações, logo procura compactar, não dar espaços. Tem um Marcelinho que não precisa correr, mas coloca a bola onde quer e é um líder, cadenciando o ritmo do time jogar. E tem um treinador muito inteligente, que já havia feito um excelente trabalho na Ponte Preta, sendo vice-campeão paulista de 2008.

É time para ser campeão brasileiro? Óbvio que não. Mas vai dar trabalho para quem for bater de frente com eles, ainda mais considerando o péssimo nível técnico desse campeonato (e só isso justifica o porque de um Marcelinho Carioca fazendo alguma diferença).

Desse bando que jogou, eu só livro a cara de quatro jogadores: Ricardo Berna, que ainda salvou o time em alguns momentos, como em uma falta venenosa do Marcelinho e em um dos inúmeros contra-ataques que sofremos no segundo-tempo; Ruy, que fez sua estréia e tentou fazer alguma diferença (é o único jogador que tentou algum chute de fora da área); Conca, único jogador lúcido do time; e o Alan, que teve muito espírito de luta, vontade de vencer e garra, brigando sozinho contra pelo menos cinco defensores do Santo André.

O resto, foi simplesmente patético. Incluindo o queridinho Tartá. Esse daí, é mais um desses enganadorezinhos que pipocam no futebol brasileiro. Cheio de dribles inócuos, sem qualquer objetividade, jogando para a torcida o tempo todo. Não me recordo de uma partida onde ele tenha realmente feito a diferença para ser alçado ao status de “salvador da pátria”, como a imprensa eventualmente coloca e a maior parte da torcida acredita. Está há milhas de distância de jogadores como o Taison, do Inter, com características similares, mas um custo-benefício imenso e alta produtividade.

A equipe no desespero, e o que Parreira fez? O mesmo de sempre… demorou a tomar a decisão de soltar seu time. Marquinho, Tartá e Maicon entraram nos lugares de, respectivamente, Wellinton Monteiro, Carlos Eduardo e Leandro Amaral. Nada aconteceu. As melhores chances foram sempre do Santo André (Edcarlos, no primeiro tempo, chegou a salvar uma bola em cima da linha, ao ser encoberto por Elvis, aquele mesmo, que vive de um gol feito no Flamengo na final da Copa do Brasil de 2004).

Eu realmente não sei qual será a decisão da diretoria, mas acredito que é insustentável a manutenção de Carlos Alberto Parreira. Existe um mercado de treinadores aquecido, com opções como Muricy e o Luxemburgo, porém, também acho dificílimo que eles queiram se meter nesta barca furada que é o Fluminense atual, um time que tem toda a pinta de que vai cair, instável politicamente e com ingerências de todos os lados.

Estamos na zona de rebaixamento. Como havia antecipado na coluna do jogo contra o Avaí, julho será um mês muito difícil…

Saudações Tricolores.

Corinthians 4 x 2 Fluminense – A Sacanagem Institucionalizada

Torcida Tricolor.

A coluna é longa. Agradeço pela paciência de quem chegar ao final.

Não perdemos este jogo no apito final do patético árbitro Heber Roberto Lopes. Sequer perdemos quando Ronaldo pegou um rebote do goleiro Ricardo Berna, de perna direita, colocando uma bola com um certo grau de dificuldade no ângulo esquerdo de nossa meta. E nem perdemos quando Fred foi expulso (recebeu diretamente o cartão vermelho) ao xingar o árbitro após receber uma falta clara na entrada da área (que teria grandes chances de ser convertida, representando um empate em uma partida a qual estávamos perdendo por 3×0 até os 27 minutos do 2º tempo).

Começamos a perder esta partida no ano de 1986, quando, no escândalo das Papeletas Amarelas, sendo prejudicados no “jogo da Dengue” contra o Americano, em Campos, e deixando escapar o tetra-campeonato carioca para o trio Flamengo/Eurico Miranda/Eduardo Vianna “Caixa D´Água”. Quando fomos eliminados nas quartas-de-final do Brasileiro de 1986 ao perdermos para o São Paulo dentro do Morumbi por 2×0, em um jogo que nossos atletas, ao se machucarem e serem retirados de maca, eram lançados ao chão pelos maqueiros do time paulista, e as bolas sumiam após o adversário conseguir sua vantagem. E quando deixamos de ser parte da polarização do futebol carioca, perdendo espaço para o Vasco e virando freguês deles ao longo dos mais de 20 anos seguintes.

Continuamos a perder esta partida quando, administração após administração, começou o processo de terra arrasada, capitaneado por Fabio Egypto, que desmontou todo aquele maravilhoso time de 1983-85; o túmulo veio sendo aberto por Ângelo Chaves e a polítcia do “Bom, Bonito e Barato”, Arnaldo Santhiago (e o vexame da eliminação das semi-finais do Brasileiro de 1995, o “jogo da cachaça”), Gil Carneiro de Mendonça (”herói do primeiro rebaixamento) e Álvaro Barcellos (”bi-rebaixado e “homem do champagne”).

Perdemos um título da Copa do Brasil dentro de Porto Alegre, em 1992, no apito, sem falar no bi-vice Carioca de 1993-94, quando Eurico brincou de meter a mão na gente. Fomos tri-rebaixados onde, de vítimas, viramos vilões, por um pífio gerenciamento de imagem (até hoje o episódio do champagne é lembrado por todos, com aquele velho lema de que “o Fluminense precisa cair novamente para cumprir o que está devendo…”).

Veio David Fischell, o resgate parcial do fundo do poço, mas nada sustentável. A escassez de títulos (a invenção do São Caetano naquela derrota sofrida, mais uma, dentro do Maracanã em 2000 e a eliminação da Copa do Brasil em 2002 para o Brasiliense também no Maracanã doeram muito…), porém, com o fator positivo do fechamento de um contrato de patrocínio a longo prazo e de certa forma vantajoso e o estabelecimento da estrutura de Xerém e a revelação de alguns jovens talentos (que teriam revertido ao clube títulos e dinheiro, se tivessemos tido gente competente na administração).

E agora estamos no segundo “desmandato” Horcades, responsável por colapsar todo um tênue trabalho de resgate e, mesmo tendo sucessivamente um “budget” de patrocínio importante em nível nacional, conseguiu a façanha de perder, até, o domínio de títulos regionais para o grande rival (eu sei, há controvérsias…). Viramos motivo de chacota nacional pelo nosso “representante” ser uma Ofélia, que abre a boca e fala as mais indesculpáveis asneiras. Um rei bufão. A repugnância em forma de ser humano. O nosso símbolo, nosso representante, infelizmente…

Somos roubados, jogo após jogo, indeferentemente se a partida é dentro ou fora de nossa casa, ou se o adversário tem ou não uma camisa importante no cenário nacional. Estamos na mão do patrocinador, da Rede Globo, da Federação do Rio de Janeiro, da CBF e da mídia em geral. Não temos nenhuma representatividade. O torcedor do Fluminense é um grande abnegado, acreditando no dia de amanhã dentro de uma estrutura caótica, apodrecida.

Ontem, não perdemos quando a Rede Globo obrigou-nos a entubar uma mudança de data, mesmo contrariando o Estatuto do Torcedor. Pegaríamos o Corinthians cheio de cachaça nos cornos… E fomos meros atores coadjuvantes de uma patuscada onde, desculpem-me o termo chulo, “vestimos a fantasia de cú na festa de pica grossa”. Mas as Organizações Globo nos têm na mão, pois já pegamos importante valor emprestado para pagamento das inúmeras dívidas trabalhistas, sem falar nos adiantamentos de cotas televisivas (salvo engano, as cotas do ano de 2010 já estão integralmente comprometidas). E como negociar melhorias no contrato, como uma verba igual ou maior do que o Santos, mesmo com indicadores como compra de pacotes PPV, média de renda/público e festas maravilhosas como a da Libertadores 2008 se estamos com o ”pires na mão”? E esse contrato de fornecimento de material esportivo abjeto que temos com a Adidas, que nos paga, pelo menos, três vezes menos que o Palmeiras (e nem fiz a comparação com o que o Flamengo vem ganhando nesse contrato com a Olimpikus…)?

O cenário estava todo montado… feriado em São Paulo no dia seguinte, chance de bom público e de excelente índice de IBOPE na transmissão pela TV aberta para o Brasil todo (menos para MG, apesar de um jogo de final de Libertadores entre Cruzeiro x Estudiantes de la Plata no mesmo momento). Corinthians recém campeão da Copa do Brasil, no trabalho de resgate, onde o time ficou no “colo” da mídia e subiu conquistando a Série B de 2008 com umas 10 rodadas de antecedência. E o “carinho” aumentou com a contratação megalômana do Ronaldo e a conquista do título invicto do Paulista de 2009. A benção do presidente (???) Lula, corinthiano famoso, populista ao extremo, que levantou taça, deu beijo no Ronaldo e até “contatos de empreiteiras amigas está ajeitando para beneficiar seu time do coração”, mostrando que, neste país, o público e o privado se intercalam, se misturam, e nada acontece para impedir (obviamente, o Fluminense é o único time o qual as “benesses da viúva” não chegam: Flamengo, Vasco e Botafogo têm ou tiveram patrocínios e imóveis cedidos pelo bem público).

É a Sacanagem Institucionalizada. Ninguém nem se preocupa mais em esconder suas preferências. Independente de cargo, posição, status ou poder.

O momento que mais me envergonhou foi a tal “entrega de faixas”. Essa diretoria medíocre pode ter memória fraca, mas eu não tenho. Lembro bem demais quando, no ano passado, depois de ter sido humilhado por Thiago Neves no “Fla-Flu do Créu”, Cristian comemorou bastante a perda do nosso título. Antes, ele já havia colaborado para outra das corriqueiras humilhações que passamos nos últimos 25 anos, que foi a perda da Copa do Brasil de 2005 para o “possante” Paulista de Jundiaí, dentro de São Januário, com a faixa “Obrigado Eurico” carregada pelo “amigo” Horcades. Aquele mesmo Eurico que dizia que “não pagaria bicho para vitória do Vasco contra um time da terceira divisão”. Título este perdido porque o Fluminense não teve a mínima força política para liberar Arouca e Diego Souza, metade de seu meio-campo titular, de uma competição mundial de empresários Sub-20.

E lembro também do que disse o medíocre Alessandro, um lateral-direito de carreira opaca, que teve a cara de pau de dizer que “jogar no Maracanã contra o Fluminense era como estar em campo neutro, e que as únicas torcidas que fazem alguma diferença são a do Flamengo e a do Corinthians.” Pois bem… os imbecis dos torcedores lotaram o Maracanã, e viram um time apático entregar o ouro.

Vendo os nossos jogadores entregarem as faixas ao Corinthians,senti, se é que pode se sentir dois sentimentos tão antagônicos ao mesmo tempo, resignação e revolta. Esse papo de fidalguia que sempre esteve relacionado com a nossa postura, há muito mudou de nome. Fidalguia virou Passividade. Quem aceitou isso? Quem aceitou colocar faixa no Cristian e no Alessandro? Quem aceitou a promiscuidade dessas condições para esta partida? Será que algum jogador, com culhão, reclamou disso? E se reclamou, qual o posicionamento da diretoria? Isto também foi imposição da Rede Globo? Somos tão subservientes assim?

E o que falar de Heber Roberto Lopes e os dois assistentes? Ou melhor: o que falar da arbitragem em geral nos jogos do Fluminense, não só neste brasileiro, mas pelo menos nos outros dois? Caminhamos gloriosamente para o tri-campeonato do clube mais prejudicado no Campeonato Brasileiro. Nas nove partidas jogadas, em pelo menos cinco delas fomos “tungados” (São Paulo, Barueri, Santos, Avaí e Corinthians). Somos o 15º colocado. Estamos atrás do Barueri e do Santo André. E ninguém põe a boca no trombone, como fez o grande dirigente Fernando Carvalho do Internacional, um presidente que mudou o rumo de um clube que caminhava para ser “mais um Fluminense”, e teve o peito de divulgar um DVD com erros de arbitragem a favor do Corinthians, deixando as periquitas de gente como Juca Kfouri e Chico Lang todas ouriçadas…

Só o Fluminense tem jogadores expulsos em lances que sofreram faltas. Como disse Washington, ano passado, “é fácil demais expulsar jogador do Fluminense”. Só contra o Fluminense não há o benefício da dúvida, e impedimentos de centímetros são marcados. É contra o Fluminense que gentinhas como José Roberto Wright clamam em rede nacional, virando verdade, que tal lance não houve falta, ou que tal cartão foi merecido. E é do Fluminense que hienas como Renato Maurício Prado vão rir após mais um insucesso, a apoteose da mediocridade.

O jogo? Começamos até bem, perdendo duas chances com Fred, que poderia ter tido mais frieza na hora de concluir. E tivemos um gol anulado por um joelho, o terceiro que Fred faz este ano contra o Corinthians, e o segundo invalidado de maneira discutível.

Mas a postura defensivista do Parreira, as aberrações Wellington Monteiro e Fabinho, com cordial ajuda de Diguinho, João Paulo e Mariano, o sanguessuga Leandro Amaral e o tresloucado Edcarlos, trataram de colocar as coisas mais fáceis pro time paulista. Diguinho errou um passe, deixou Cássio na podre, Douglas recebeu e meteu à feição para Ronaldo, com 110 kg, ganhar na corrida de Edcarlos e colocar na saída de Berna.

Depois, uma linha de passe dentro da área do Fluminense, lance que começou porque Edcarlos respeitou demais o Ronaldo e ao invés de rasgá-lo no meio, tirou o pézinho da dividida. Elias, Cristian e Dentinho trocaram passes de primeira e o Corinthians aumentou.

Faltava a humilhação completa, e Edcarlos tratou de ser esculachado com um drible primário de Ronaldo dentro de nossa área, em lance que iniciou com o ridículo Fabinho errando um passe de um metro de distância. 3×0 Corinthians. E eu rezando, mesmo sendo ateu, para o primeiro tempo terminar.

Eu olhava para as imagens de Carlos Alberto Parreira, e via um perfeito pateta, batendo com uma mão na outra, meio que atônito, sem saber o que fazer. Esperava soluções imediatas, com substituições antes de terminar o primeiro tempo. Engano meu… as mexidas do Fluminense só aconteceram aos 25 minutos do 2º tempo. Eu devo ser um completo ignorante, futebolisticamente falando… afinal, Parreira deu uma entrevista dizendo que com o Corinthians é “erro zero”. Poderia ter feito uma auto-crítica e pensado: “como poderei eu ter erro zero, se tenho uns seis jogadores a menos em campo, sem qualquer condição de vestirem a camisa do Fluminense???”.

 Teve um momento em que o time teve perto de 70% da posse de bola. E estava 3×0 Corinthians. O que pensar disso? O que pensar de um time burocrático, covarde, que toca bola para o lado e para trás, porque não tem qualidade para fustigar o adversário, para adiantar uma marcação, marcar uma saída de bola, trocar passes de primeira e em velocidade, chegar UMA bolinha só na linha de fundo e acertar um cruzamento? Jogadores omissos, descompromissados, que se acabam na noite. Prostitutas.

No segundo tempo, o Corinthianse o Fluminense mantiveram-se atrelados a um script (já que falamos tanto em Rede Globo, porque não falar de novelas?) que nem uma Janete Clair poderia ter escrito: para dar uma sensação de emoção, o Corinthians reduziu o ritmo de tal maneira que o Fluminense foi capaz de reagir. O desinteresse e a auto-suficiência com que o time paulista jogou toda a etapa complmentar foram um atestado de humilhação para nós, torcedores. Parece aquelas peladas que um time é tão mais forte que o outro, e se dá ao luxo de querer dar caneta, dar toquinho, rebolar, não chutar quando se tem condições… e o time mais fraco vai se empolgando até endurecer a partida.

Quase empatamos. As entradas de Marquinho, Carlos Eduardo e, principalmente, Alan, foram determinantes para um novo gás. Conca fez um golaço e apareceu muito porque passou a ter companhia. Por um erro de atuação dos “atores” árbitros, o gol de Conca não foi invalidado, já que Heber Roberto Lopes, corretamente, mandou seguir a bola que Conca meteu para ele mesmo, driblando toda a defesa adversária. O bandeira? Ah, o bandeira… levantou seu instrumento de trabalho, claro. Heber não se deu conta, que erro crasso! Alguma coisa teria que ser feita, porque logo depois, Alan após enfiada sensacional de Conca, driblou Felipe, tentou cruzar para Fred mas um pé providencial corinthiano meteu para dentro. E, antes, Marquinho havia perdido um gol impossível, ao chutar meio “mascado”, em cima do zagueiro rival, uma bola que tinha tudo para entrar.

O resto da história (ou do script), a gente já falou aqui. Veio a expulsão do Fred, os comentários do Wright, a parcimônia do Caio, do Junior e do Luis Roberto, as câmeras focando de maneira a fazermos a leitura labial do nosso atacante xingando o árbitro que, lépido e faceiro, não pensou duas vezes em aplicar o cartão vermelho, coisa que não fez no primeiro tempo quando André Santos xingou o bandeira de tudo que foi nome e recebeu um mísero cartão amarelo. Nunca o pró-Fluminense. Ese expomos isso, viramos “botafoguenses-chororôs”.

E o gol do Ronaldo, o grand finale, para sacramentar o resultado, fazê-lo capa de todos os jornais pelo “hat trick” realizado, aumentar IBOPE de O Globo, do site, do Globo Esporte, etc… esse é o roteiro que a gente, que torce para o Fluminense, vem se acostumando a ver.

Ser Fluminense, hoje, é participar, ao vivo e a cores, de um drama em três cores.

Saudações Tricolores e envergonhadas.

Fluminense 0 x 0 Flamengo – 90 minutos a menos de vida

Torcida Tricolor,

Literalmente, foi uma grande perda de tempo (fazendo uma alusão ao título do post). Gastei quase toda a noite do meu domingo assistindo ao pior Fla-Flu da história (pelo menos, da minha história como torcedor…). Um jogo o qual a tônica foi o medo. Medo de atacar, medo de se expôr, medo de arriscar e, principalmente, o medo dos dois treinadores de perderem seus cargos, já que dois treinadores “top” estão disponíveis (Luxemburgo e Muricy).

Não que eu ache que o Parreira, a essa altura da vida profissional, tenha tanto apego assim a seu cargo. Porém, como tricolor que é e envolvido, indiretamente, nesta briga política que vivenciamos no Fluminense, ele está metido no cabo-de-guerra entre Horcades e Celso Barros. E, junto dele, estamos nós, torcedores, sofrendo com uma temporada que tinha tudo para ser brilhante, mas que, de início, já se revelava um fracasso. Então, se há algum amor do Parreira ao cargo, é para se manter um projeto que ele julga primordial, que é o estabelecimento de uma estrutura sólida para o futebol profissional. E, sem Parreira e sua “grife”, as chances de se ter um encaminhamento neste sentido a curto prazo diminuem muito para nós, tricolores…

Foi um jogo de intermediária. Jogo de “perde-e-ganha”: o círculo vicioso de passes errados, roubadas de bola e mais passes errados. Um jogo o qual os goleiros praticamente não trabalharam. Um jogo que, curiosamente, tinha em seu grande chamariz o duelo Adriano x Fred. E que terminou em um 0×0 melancólico.

O Fluminense não consegue fazer gols. Continua sendo o pior ataque do campeonato, em oito rodadas, e a terceira melhor defesa, com apenas 8 gols sofridos (descontando o “ponto fora da curva” que foi o 4×1 para o Santos, a média é muito boa, sendo que em 5 partidas – São Paulo, Barueri, Botafogo, Grêmio e Flamengo – não fomos vazados). E, batendo na mesma tecla, porque temos um desequilíbrio crônico, que é um meio-campo sem a “propulsão” necessária para descolar o time de trás e fazê-lo chegar, de forma compacta, à frente.

E, colcoando o dedo ainda mais na ferida, falta também pararmos de passarmos a mão na cabeça de jogadores como o Conca, que mais uma vez aceitou a marcação feita pelo Toró (???) e apareceu pouquíssimo em campo, tendo sido justamente substituído por Alan. 

A proposta de Parreira era trancar o jogo, cercar Ibson e evitar os deslocamentos  dos alas Juan e Léo Moura. Forçando o afunilamento do jogo, a marcação à dupla de ataque rubro-negra, principalmente em cima do Adriano, estaria facilitada. A estratégia de defesa era realmente boa. O problema é fazer o time atuar de forma competente também no ataque, já que Cuca, que não é bobo, colou o Williams no Thiago Neves e o Toró no Conca, matando toda a nossa criação e isolando Fred entre os zagueiros Welinton e Fabrício.

Como nossos dois laterais são extremamente limitados e medrosos (João Paulo até fez uma partida razoável, mas poucas vezes passou do meio campo, e Mariano morreu de medo de deixar uma avenida a ser explorada pelo Juan, assim como aconteceu na final da Taça Rio, e também pouco se projetou, principalmente no segundo tempo), e os demais componentes do meio tricolor têm características mais defensivas que ofensivas, o jogo ficou ”trancado” na maior parte do tempo, e o 0×0 foi até um placar previsível (importante ressaltar a mudança em cima da hora no Fluminense, com a entrada de Fabinho no lugar de Marquinho, desde o início).

O Fluminense foi melhor no primeiro tempo, principalmente nos vinte primeiros minutos. O time estava mais encorpado do que das outras vezes, e Diguinho dominava o setor de meio-campo, anulando Ibson. Em uma tabela muito bonita entre Conca e Fred, o atacante tricolor ao invés de rolar de lado, no último passe para nosso meia, resolver bater em gol, sem muita direção (não seria a única vez que a tal “individualidade do artilheiro” iria se voltar contra nós mesmos). Edcarlos também perdei uma boa oportunidade, ao receber pelo lado esquerdo e chutar forte, para uma difícil defesa de Bruno (no prosseguimento da jogada, não tivemos nenhum jogador pronto para pegar o rebote).

O Flamengo só chegou em três situações, duas das quais muito mais relacionadas ao acaso: Everton foi cruzar uma bola pela esquerda, que bateu em Edcarlos e descaiu dentro do gol tricolor. Mas, felizmente, Ricardo Berna estava atento e fez uma difícil defesa, espalmando para escanteio; em outro lance, uma bola centrada para a área foi cabeceada por Adriano, tentando encobrir Berna: nosso goleiro anteviu o lance, se antecipou e, como um gato, saltou bloqueando a bola no ar (que diferença para Fernando Henrique, que possivelmente sequer sairia do gol…).

A chance mais perigosa do Flamengo foi em uma jogada entre Emerson e Ibson. Um contra-ataque que pegou, mais uma vez toda nossa defesa em linha, um pouco depois do meio-campo. Adriano, em impedimento, saiu do lance negando participação, e Ibson arrancou perseguido por Wellington Monteiro. No momento em que o jogador rival se preparava para finalizar na frente de Berna, nosso volante deu uma desequilibrada providencial (foi na base da experiência) no rubro-negro, que chutou para fora.

Fred ainda teria uma ótima chance, após um lançamento sensacional de Thiago Neves, que colocou a bola no peito do atacante tricolor. Porém, Fred demorou um pouco para finalizar e, acossado pela dupla de zaga rubro-negra, acabou chutando para fora.

Falando em Thiago Neves, esta foi a sua última partida com a camisa tricolor. Irá para a Arábia Saudita, atuar pelo Al-Hilal. Mostrou um pouco mais de disposição, tentando algumas jogadas individuais e aparecendo mais para o jogo. Mas é impressionante a falta de qualidade nas bolas paradas. Sejam escanteios ou faltas, o aproveitamento dos jogadores do Fluminense é péssimo (não sei aonde o Fred inventou que sabe bater faltas…). Enfim, Thiago Neves não estava jogando absolutamente nada, e com a contusão de Leandro Amaral (voltou a se queixar de bloqueio articular no joelho recém operado, e nem ficou no banco nesta partida…), o ideal seria se testar algum velocista (Kieza não seria uma boa opção?) para tentar movimentar o time na frente, abrindo espaços.

No segundo tempo, o Flamengo alugou meio-campo. O Fluminense recuou muito e cedeu espaços, levando uma pressão que não precisaria ter acontecido. Mesmo assim, no início da etapa complementar, em uma tabela entre Fred e Edcarlos, nosso atacante, ao invés de deixar o zagueiro na cara do gol, preferiu chutar, torto, para fora, perdendo, talvez, a melhor chance do Fluminense no jogo. 

Dali em diante, o Flamengo mandou na partida. Ricardo Berna quase estragou sua boa atuação com duas besteiras: a primeira, ao sair caindo na bola antecipando Adriano, deslizou e acabou soltando no pé de Emerson que driblou-o e bateu fraco, para Edcarlos salvar em cima da linha. Depois em uma saída errada do gol, onde catou borboleta, a bola cruzou toda a área e Ibson cruzou para a cabeçada de Adriano que, atrapalhado por Luiz Alberto (e fazendo falta em nosso zagueiro) cabeceou por cima.

Mas Berna faria bonita defesa em chute de longe de Ibson e, em escanteio, Fabrício quase marcou para o rival em um cochilo da zaga, quepermitiu o toque de cabeça de Adriano para o meio da pequena área (o zagueiro do Flamengo testou para fora).

Mais duas chances para o Flamengo aconteceram na segunda metade do segundo tempo: um chute forte de Emerson para defesa difícil de Berna, e um cruzamento de Juan onde a bola cruzou toda a área, veio a finalização de Léo Moura já dentro da pequena área, e uma difícil defesa de Berna (na hora, achei que a bola tinha batido na trave).

Os treinadores resolveram mexer por volta dos 35 do 2º tempo (o medo de ousar…). Cuca colocou Petkovic, e deu pena do gringo. Não é nem um fiapo daquele jogador insinuante, habilidoso, que foi… a entrada dele, na verdade ajudou o Fluminense, pois quebrou a velocidade de meio-campo que o Flamengo vinha impondo. Parreira respondeu colocando Alan no lugar de Conca e Marquinho no lugar de Wellington Monteiro. Logo depois, Cuca tirou Léo Moura e colocou Everton Silva na lateral direita.

Na prática, nenhuma das substituições surtiu algum efeito. Alan ainda conseguiu sofrer uma falta, pateticamente cobrada na barreira (mais uma…) por Thiago Neves. Bruno também mandou por cima uma falta quase na meia lua, em uma jogada a qual Emerson, que vinha atrás, conseguiu passar no meio de Edcarlos e João Paulo, lembrando o gol de Muriqui na partida contra o Avaí (nosso zagueiro levou cartão amarelo e, vale a pena ressaltar, felizmente o árbitro Sálvio Spindola nos deu uma ajuda, dando o terceiro cartão em Luiz Alberto, ainda no primeiro tempo, e tirando-o do jogo contra o Corinthians).

Marquinho ainda arrumou tempo para ser driblado por Ibson dentro da grande área (impressionante como esse jogador não consegue fazer uma partida decente…), que invadiu e bateu cruzado. A finalização, mesmo em impedimento, de Adriano, simbolizou o que foi a partida: um toque patético, quase que pisando na bola, com o gol aberto, foi o momento “bola murcha” de um jogo que pretendia ser um duelo de dois grandes atacantes, de nível mundial, mas que representou tão somente o “mais do mesmo” que estamos nos acostumando a ver não só em clubes, mas em seleções: a tendência da “superpopulação” dos meio-campos, com três cabeças de áreas em cada time, e um nível técnico baixíssimo.

O medo venceu a esperança, como diria Regina Duarte… agora só voltamos a campo no dia 08/07. Esperamos que Parreira solucione o problema na frente. Continuamos patinando no campeonato, estamos em 13º lugar, 3 pontos do “G-4 do bem”, mas apenas 2 pontos do “G-4 do mal”… e a tabela nos reserva, para o mês de julho, quatro partidas fora (contra Corinthians, Internacional, Atlético-MG e Palmeiras) e três em casa (Santo André, Goiás e Cruzeiro).

Ou a gente se mexe, ou estaremos entrando em agosto com o time na zona de rebaixamento, e com um novo treinador…

Saudações Tricolores!

Avaí 3 x 2 Fluminense – A triste sina do “carro à álcool no frio”

Torcida Tricolor,

Se eu tivesse sido monitorado com aqueles aparelhos para verificar a freqüência cardíaca (como muitas vezes vemos nesses “Big Brothers da vida”), os resultados apresentariam, basicamente, quatro picos perigosos, que até poderiam ser interpretados como a iminência de algum problema cardíaco: o segundo gol do Avaí, o empate do Fluminense, a expulsão do Maurício e o terceiro gol do Avaí.

Além da iminência de um prejuízo à saúde, também estive no limiar de ter prejuízos materiais, porque faltou pouco para que o terceiro controle da Net se espatifasse contra a parede após o gol de Léo Gago, aos 48 minutos do segundo tempo. Seria o segundo controle remoto no ano, porque o primeiro foi animalescamente destruído no terceiro gol do Duque de Caxias, na Taça Guanabara (aquela derrota de 3×2, após estarmos ganhando de 2×0, com três gols sofridos em dez minutos).

Logo, é fato que ser torcedor do Fluminense nos últimos tempos está me trazendo alguns “custos fixos”. E é preocupante isso, pois o céu de brigadeiro anda bem longe da área das Laranjeiras, continuamos patinando no campeonato e a chance de acumular aquela “gordura” necessária para se dar ao luxo de ter-se resultados inesperados lá para o meio/fim da temporada diminui a cada rodada.

Não estava escrita, em meus prognósticos, essa derrota para o Avaí. Um time cuja última vitória em um Campeonato Brasileiro da Série A aconteceu há mais de 30 anos e que em seis rodadas acumulava três empates em casa (contra o Atlético-MG, após estar vencendo por 2×0; o São Paulo e o Coritiba) e que vinha de derrota para o Barueri (após ter aberto o placar e dominado a maior parte do jogo) seria um adversário “encrespado”, mas desesperado. E controlar o início da partida seria fundamental para nossas pretensões. Feito isso, a vitória estaria bem encaminhada.

Pois o que aconteceu? Existem frases que são verdadeiros dogmas do futebol. E uma delas diz: “os quinze primeiros minutos são fundamentais para o time que joga fora de casa conseguir segurar a pressão e se estabelecer na partida contra o mandante”. Quebrar um dogma é quase que assinar a sentença de morte. E o Fluminense levou o primeiro gol aos 13 minutos, e o segundo gol aos 15 minutos do primeiro tempo. Realmente, não se contraria uma verdade respaldada na tradição de um esporte de cerca de 150 anos…

A escalação do Fluminense basicamente repetiu a formação do jogo contra o Grêmio: Ricardo Berna, Diogo, Luiz Alberto, Edcarlos e Augusto (este foi a novidade, entrando no lugar de João Paulo); Wellington Monteiro, Diguinho, Marquinho e Conca; Fred e Thiago Neves. No banco, o retorno de Mariano (após contusão muscular no jogo contra o Santos e Leandro Amaral, que chegou a ser ventilado como possível titular, com o recuo de Thiago Neves).

O Avaí veio com um desfalque, o zagueiro Emerson, expulso contra o Barueri. Tem em Marquinhos que é o líder e cérebro da equipe, um jogador rodado, que chuta bem de fora da área e coloca a bola onde quer. Conta ainda com Muriqui, nosso velho conhecido, e um bom atacante chamado Luis Ricardo, que começou na Ponte Preta como boa promessa (um novo Luis Fabiano) mas acabou não estourando. Na defesa, conta com Eduardo Martini, ex-Grêmio e muito experiente, além de André Turatto, que jogou algum tempo no Brasiliense e o zagueiro Anderson Luiz, cria de Xerém.

Falando mais sobre seu treinador: Silas, o qual fiquei bem impressionado, para quem não recorda, foi um excelente meia, que começou no São Paulo no time dos “Menudos”, na metade dos anos 80. Um time que tinha um Falcão em final de carreira, Pita no meio-campo, Gilmar Rinaldi no gol, o grande Dario Pereyra na zaga, Nelsinho na lateral-esquerda e um ataque mortal com Sidney, Careca e Muller; depois, Silas conseguiu uma façanha, que foi ser craque na Argentina, ganhando um campeonato nacional pelo San Lorenzo, além de jogar duas Copas do Mundo em 1986 e 1990. Silas subiu com o Avaí da Série B para a Série A, depois do clube catarinense passar anos “batendo na trave” e ver seu rival Figueirense se consolidando como principal time do Estado. O vento virou, o Avaí subiu, o Figueirense caiu, e o time azul e branco ganhou, inclusive, o Campeonato Catarinense deste ano. É uma novidade que promete trazer muita dor de cabeça aos grandes clubes do Brasil, principalmente atuando no Estádio da Ressacada.

Falando sobre o jogo, o começo era bem o que se esperava: um Avaí animado por jogar em casa e pelo apoio da torcida, vindo para cima do Fluminense, que até controlava bem a partida (uma bola lançada pelo lateral-direito Ferdinando, nas costas de Augusto, alcançou Muriqui, logo no início do jogo, que cruzou para Luis Ricardo se antecipar a Diogo e chutar por cima, perigosamente).

A resposta do Fluminense foi rápida: em um contra-ataque, Thiago Neves passou a Fred, que segurou e esperou a passagem de Conca, que, quase sem ângulo, chutou forte para defesa de Eduardo Martini. No minuto seguinte, Augusto conseguiu chegar a linha de fundo e cruzou, para Thiago Neves, sem goleiro e somente com um zagueiro atrapalhando, perder um gol feito cabeceando para fora.

Jogo animado, mas aí veio o apagão de todo o sistema defensivo do Fluminense. O lateral Uendel (aquele, que esteve no Fluminense no ano passado e só jogou em uma partida, sob comando de Renato Gaúcho, contra a Portuguesa, na derrota por 3×1 no Canindé) recebeu na lateral esquerda, fez a transição para o meio e meteu para Luis Ricardo, marcado por Wellington Monteiro e Luiz Alberto. O atacante brigou contra eles dois e mais Edcarlos, conseguiu proteger com o corpo e devolver a Uendel (Diguinho não conseguiu cortar o passe). Dando um “pause” no lance, a gente se pergunta: onde está o resto do meio-campo? Por que Marquinho assiste, impassível, a jogada transcorrer andando calmamente, muito longe da linha da bola? Por que Diguinho não conseguiu cortar e simplesmente parou, não acompanhando Uendel? Pois é… Uendel deu em Muriqui, já na risca da grande área, que entrou como um foguete entre nossos dois zagueiros que pareciam pregados no gramado (como são lentos…) e tocou na saída de Ricardo Berna. 1×0 Avaí e a certeza de fortes emoções…

O início da jogada do segundo gol parecia um replay do primeiro. A jogada começou quase na risca de meio-campo, também no lado esquerdo. Marcus Vinicius tentou o passe e foi abafado por Diguinho, mas a bola sobrou para Marquinhos, que, de chapa, bateu pelo alto para Lima matar no peito e prender os patéticos Edcarlos e Wellington Monteiro sem ser incomodado (a defesa do Fluminense só sabe cercar, é incapaz de diminuir espaços para que o atacante não domine e vire para ficar de frente para o nosso gol…). Lima deu a Uendel que tocou para Marquinhos, na entrada da área. O meia avaiano, assistido por Luiz Alberto, nosso comentarista que, com medo de tomar bolada, não chegou abafando, deu uma cacetada de direita que, de tão forte, apesar de ainda ter sido defendida por Ricardo Berna em seu contrapé, pegou um efeito e entrou mansa no fundo de nosso gol. 2×0 Avaí. Dois gols em três minutos. Uma partida comprometida…

O Fluminense tentou se reestabelecer na partida, após uma falta lateral cobrada por Thiago Neves, defendida no canto baixo por Eduardo Martini. O Avaí respondeu em uma bobagem do lateral Augusto que, ao dar um chutão, quase na nossa bandeirinha de escanteio, bateu na bola muito fraco, ela respingou e sobrou para Luis Ricardo que, tendo Luiz Alberto em sua frente (mais uma vez, o zagueiro só cercou, não deu o combate e veio recuando até dentro de nossa área, dando o lado direito para o atacante chutar), bateu sem ângulo de curva, de três dedos, a direita de Ricardo Berna.

Aos 42 minutos, quase que o Fluminense descontou. Em um contra-ataque, Fred viu Conca entrando nas costas da defesa e, trocando de função, fez a assistência para nosso meia bater em cima do goleiro Eduardo Martini, que saiu bem do gol para abafar. A bola subiu, o horroroso lateral Ferdinando deu uma canelada bisonha na bola, que pegou um efeito contrário, em direção do gol do Avaí. Porém, Conca, na disputa, empurrou o goleiro do Avaí, que derrubou o defensor do time catarinense. A bola acabou entrando, mas o gol foi bem invalidado. E o primeiro tempo ainda reservava mais um susto ao torcedor tricolor: uma bola rebatida pela defesa foi dominada pelo meio avaiano, que meteu nas costas de nosso lateralzinho esquerdo (não foi boa a estréia de Augusto) para Marquinhos. O jogador rival cruzou, a bola desviou em Marquinho (do Flu), pegou um efeito e foi cortada de maneira perigosa (tirando da cabeça do jogador do Avaí) por Diogo (que quase fez contra). O desastre do primeiro tempo, enfim, terminou, e Parreira teria muito trabalho no vestiário.

Estava claro que o problema crônico do meio-campo continuava. Diguinho não fazia boa partida, e Marquinho foi simplesmente inútil. A fraca defesa jogava desprotegida, expondo seu leque de erros e lentidão. Foi triste o primeiro tempo do trio Wellington Monteiro, Edcarlos e Luiz Alberto, que até podem funcionar, mas só se tiverem um meio-campo muito forte na marcação e dois laterais muito eficientes. Da maneira que está, em pouco tempo seremos uma das defesas mais vazadas do campeonato. E o “grupo da frente”, composto por Conca, Thiago Neves e Fred, pena para tentar jogar: quando a bola chega redonda no pé deles até que as jogadas saem, mas é difícil demais atuar bem nessa confusão tática que é o Fluminense atual.

Parreira mexeu no time, colocando Leandro Amaral no lugar de Marquinho, e Mariano no lugar de Diogo. Eu teria feito diferente. Teria sacado o lento Wellington Monteiro para a entrada de Mariano, trazendo Diogo para sua posição de origem, que é como primeiro homem de meio campo. Teríamos um jogador mais novo e mais forte na marcação (o diferencial de Wellington Monteiro que, aparentemente, o Parreira enxerga nele, que é o passe, eu, sinceramente, ainda não consegui ver…).

De qualquer maneira, o time foi outro, e veio com outra cara. Porém, nos três minutos iniciais, o Avaí teve duas grandes chances: em uma enfiada de Uendel, Muriqui chutou para defesa de Berna; e em contra-ataque rápido, Luis Ricardo recebeu nas costas de toda a defesa, pelo lado direito, tocando para o chute de Lima, a direita de Berna. O Fluminense corria riscos. Necessários, pois sim…

Logo depois, Thiago Neves perderia mais um gol da lista de gols imperdíveis, caso ele estivesse com sua cabeça de vento voltada exclusivamente para o time que tem contrato (e não para o próximo time que virá). Conca meteu uma bola sensacional, um lançamento de uns 30 metros de curva, no peito de Thiago Neves, que dominou e chutou mal, a esquerda de Eduardo Martini, cara a cara com o goleiro rival.

E aos 11 minutos, veio o gol do Fluminense. Mariano foi a linha de fundo, cortou pra dentro o marcador e cruzou de canhota. A bola veio ao encontro de Fred, quicando, e o nosso atacante dominou já batendo de “puxeta”. Ferdinando, do Avaí, se precipitou e colocou a mão na bola ao pular para tentar o corte (não sei ao certo se ela entraria). Penalti, convertido por Fred, com duas paradinhas. 2×1 Avaí.

Aí o Fluminense cresceu em campo e o Avaí sentiu o peso de jogar uma Série A (e a sensação de deja vù da entregada contra o Atlético-MG, na primeira rodada do campeonato). E o gol de empate foi lindo. Aos 15 minutos, Thiago Neves meteu uma bola sensacional para Mariano, que foi a linha de fundo e cruzou. Leandro Amaral escorou para o meio da área e Fred pegou de primeira, de canhota, acertando no canto de Eduardo Martini. Avaí 2 x 2 Fluminense. Da mesma maneira que o Avaí foi fulminante no primeiro tempo, o Fluminense não perdoou no segundo. E aquela velha pergunta se consolidou na cabeça do torcedor tricolor: por que não jogaram assim desde o começo?

Logo depois do empate, o Avaí teve uma boa chance: em assistência de Ferdinando, mais uma vez, em cima do lento Luiz Alberto, Muriqui passou de passagem e chutou forte, para defesa de Berna. O jogo entrou em um ritmo menos corrido, e as substituições começaram: Parreira colocou o medíocre Maurício no lugar de Augusto (não entendi até agora esta substituição, pois colocou um jogador limitadíssimo improvisado em uma posição que já é deficiente – se achava que Augusto não conseguiria agüentar os 90 minutos, que não tirasse o Marquinho ou levasse João Paulo para o banco). O Avaí foi para cima com três substituições ofensivas: a entrada dos atacantes William (que foi Campeão Brasileiro pelo Santos em 2004), Cristian (que há anos atrás teve uma excelente temporada pelo Paraná, mas não foi bem no Palmeiras) e Caio (que jogou no Flamengo após boa temporada pelo Paraná).

E aos 35 minutos, mais uma defesa espetacular de Berna: William foi lançado e ganhou na corrida dos lentos zagueiros do Fluminense, batendo na saída de Ricardo Berna, que fez uma defesa espetacular, espalmando para escanteio.

Nisso, Maurício resolveu que deveria ser um protagonista, e turbinou seu nível de mediocridade: primeiro, deu uma entrada desclassificante no jogador do Avaí em uma bola perdida, já na linha lateral, e levou um cartão amarelo (que deveria ter sido um vermelho direto). Depois, em um lance controverso, o qual eu acho que foi tocado pelo jogador do Avaí, caiu colocando a mão em cima da bola. Ora… as arbitragens costumam ser severas com o Fluminense. E com Paulo Cesar de Oliveira nunca foi diferente. Associado a falta de malandragem (ou excesso?) do jogador do Fluminense, quando Maurício colocou a mão na bola, o árbitro além de ter dado a falta contra o Flu, deu o segundo amarelo a Maurício, expulsando-o.

Este tipo de expulsão esquisita não é a primeira só neste campeonato: Dieguinho foi expulso por Leandro Vuaden, sem sequer ter cartão amarelo, em um lance onde nem fez falta em Madson, do Santos; e Luiz Alberto se estapeou com Derley do Náutico, em situação de no máximo um cartão amarelo para os dois atletas, mas foi expulso com rigor por Wilson Seneme (já que o jogador pernambucano já tinha o cartão amarelo, e seria expulso). Parafraseando Washington, após aquele absurdo das duas expulsões no Brasileiro do ano passado na derrota por 3×1 para a Portuguesa, no Canindé: “Está muito fácil expulsar jogador do Fluminense”.

Com um a menos, o time se assustou e recuou muito. Thiago Neves, inclusive, chegou a fazer as vezes de lateral-esquerdo. Com Diguinho morto, o meio-campo do Fluminense foi presa fácil ao domínio do Avaí, que se empolgou, e veio para cima.

Quando o jogo se encaminhava para um empate, até certo ponto bom para o Fluminense, dadas as conseqüências. Aos 47 minutos do segundo tempo, a bola era nossa. Conca recebeu na lateral-esquerda e, ao invés de fazer o que sabe, que é “esconder a bola” e gastar o tempo, deu um tijolo para Diguinho, acossado por dois jogadores do Avaí, dominar. Diguinho, ao invés de isolar a bola, forçou um passe em Leandro Amaral e errou, devolvendo a bola ao Avaí. Caio recebeu e tocou para Léo Gago, sem marcação. Ele recebeu um pouquinho depois do círculo central e veio carregando. Parou, pensou, olhou, mediu e, como ninguém chegou bloqueando, resolveu arriscar. Um chute de uns 40 metros de distância, daqueles que se acerta uma vez na vida, colocou a bola exatamente na furquilha, “onde a coruja dorme”. A bola ainda se chocou contra a trave, mas entrou forte, estufando a rede de Ricardo Berna. 3×2 Avaí, mais um jogo que perdemos pontos preciosos no final da partida…

É frustrante se perder um jogo nas condições desta partida. Começar perdendo por 2×0, conseguir o empate, e levar um gol nos descontos, em um chute espírita, é realmente desanimador. Mais uma vez, não jogamos bem, o time começou o jogo muito mal e gastou boa parte do jogo correndo atrás do resultado, desgastando-se fisicamente e psicologicamente. Um time que almeja uma colocação entre os quatro melhores, para a disputa da Copa Libertadores de 2010, precisa de muito mais do que vem apresentando. Enfrentamos dois times recém subidos para a Série A fora de casa, partidas as quais poderíamos ter saído com 4 pontos, ao invés de 1 ponto (empate com Barueri). E enfrentamos times que lutarão lá em cima, como Santos e Grêmio, em casa, onde em 6 pontos possíveis, também só conseguimos 1 ponto. O ataque é o menos positivo do campeonato, com 6 gols, e ainda não tivemos uma atuação sequer (o próximo de uma boa atuação foi a partida contra o São Paulo) que possa nos dar um alento.

Agora é Fla-Flu. Perdemos a semi-final da Taça Rio de maneira bisonha, ridícula, vergonhosa, e a torcida exige uma resposta. Vencer o clássico é primordial. Queremos resultados. E se eles não vierem, volta a pressão e a ameaça a Comissão Técnica (principalmente via Celso Barros).

Saudações Tricolores.

Muito prazer!

Torcida Tricolor,

É com muita satisfação que inicio, de certa forma, meu espaço dentro desse maravilhoso site Torcida Tricolor.

Digo que inicio de certa forma pois algumas colunas eram publicadas aqui, porém, quase a totalidade, acabou saindo nos DVD’s da revista digital, e acabávamos perdendo a agilidade e interatividade de se comentar uma partida do Fluminense dentro do “timing” necessário e adequado.

Com a home page revigorada, terei o compromisso e a responsabilidade grande de tentar criar este histórico. Ficarão registradas as lembranças daquela vitória maravilhosa sobre o maior rival, ou a raiva da derrota no último minuto.

Para todo jogo do Fluminense, haverá uma coluna que, definitivamente, não terá a arrogância de se achar dona da verdade e pedirá a troca de informações e opiniões de todos os colaboradores que quiserem participar deste espaço.

Aqui haverá parcialidade às coisas do Fluminense. Mas não haverá irracionalidade. Tentarei, eventualmente, discutir outros assuntos, que não os comentários das partidas (já que para todo o relacionamento, o ideal é que não se tenha aquela perigosa rotina…).

Enfim, espero que todos gostem e participem. Reestreamos em véspera de Fla-Flu. Vamos ver se o espaço é pé quente…

Saudações Tricolores!

Grande abraço,

Maurício Fernandes.

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