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Podia ser trote
Mas não, é Tote mesmo!
Torcida Tricolor,
Quando saiu a noticia da demissão do Dr. Simoni e de todo departamento médico, escrevi em meu blog o quanto eu estava revoltado com os metodos (????) de gestão de nossa diretoria. Veio o jogo contra o Santos e mais uma atuação pífia de nosso time. Pensei com meus botões: Renato vai cair. E isso me revoltou mais ainda, pois novamente estamso contratando um monte de jogadores sem sermos capazes de construir uma “coluna vertebral” para o time. Erramos toneladas de passes todos os jogos e somos incapazes de chutar a gol. Isso é culpa do técnico?
Veio a segunda-feira e Renaite foi para Itu com o time. Tive esperança de que as coisas fossem acalmar. Qual nada! Chega a terça-feira e vem a noticia da demissão de Renato e a contratação de Cuca. Logo ele? Moral da história: pagamos dois dias de estadia de jogadores e comissão técnica em Itu para nada, pois o técnico só chegou lá na quarta-feira! O tal de Tote Menezes se apresentou como “homem forte”, prendeu e arrebentou! Que país é esse? E que clube é esse? Alias, quem é Tote Menezes?
Por fim, surgem boatos de um possível “golpe” sendo armado dentro do clube, capitaneado pelo vice-presidente geral, que se tornou inimigo político do presidente depois de ajuda-lo a ser reeleito. É a zona total! “Bateção de cabeça” maior impossível! Ridículo atroz!
Não há troca de jogadores, não há troca de técnicos, não há troca de comissão técnica…enfim, não há nada externo que possa nos salvar. Nossas soluções estão dentro de casa, em nossa cozinha, em nossos bares, em nossa piscina e salões. Sem uma trégua para esse inferno de bastidores, sem conseguirmos pagar os quase 3 meses de salários atrasados, sem uma definição de hierarquia, nossos jogadores continuarão a errar, errar, errar…
Em tempo: está tudo contra nós. Mas não podemos esquecer nunca que o Flu tem, por tradição, surpreender seus adversários. A esperança ainda existe e o jogo de domingo é fundamental para que este fio de esperança (salve Telê!) continue vivo.
Saudações Tricolores
E agora, José?
Vamos trocar novamente de técnico?
Torcida Tricolor,
Somente nesse ano estamos no terceiro técnico. Já fomos manchete de jornal por uma desastrada e agressiva manifestação de nossa torcida. Publicaram declarações de nosso presidente que envergonharam toda a nação tricolor. Sim, prezados, já sofremos muito nesse ano.
Mas quando achamos que o fundo do posso tinha sido alcançado, quando uma vitória por placar dilatado nos reascendeu a esperança, eis que encaramos a turma coxa branca e tomamos uma verdadeira aula de futebol em pleno Maracanã. Eu disse aula? Desculpem-me! Eles não nos ensinaram nada. Ao contrário, provavelmente eles aprenderam.
Aprenderam como escalar mal, muito mal um time.
Aprenderam como simplesmente ignorar a historica ineficiência de um goleiro e que mais uma vez demonstrou insegurança e instabilidade.
Aprenderam como permitir que um time, que deveria estar sedento por vitória, entrasse em campo completamente aparvalhado e torpe.
Aprenderam como uma diretoria dividida e desorientada afeta de forma mortal os resultados de um time dentro de campo.
Aprenderam que valores existem para serem preservados e respeitados e não esquecidos ou ignorados, principalmente pelos jogadores.
Aprenderam que uma torcida pode ser dividida, ou mesmo guerrear entre si, graças a todas essas lições.
E nós, tricolores, será que aprendemos alguma coisa?
Em tempo: para que uma cabeça tão grande se não serve para pensar?
Saudações Tricolores
A passo de cágado
A arte de jogar pontos fora
Torcida Tricolor,
A vitória sobre os rubro-negros pernambucanos renovou nossa esperança. Não que a atuação do time tenha sido fantástica. Na verdade, o adversário ajudou bastante. Mas sim porque, enfim, a bola entrou! Ao longo de nosso calvário recente, tivemos alguns jogos que empatamos, ou mesmo perdemos, onde simplesmente não conseguíamos marcar gols. E Roni, o eterno, voltou a seu clube de coração para ressurgir das cinzas e transformar Kieza na nova coqueluche tricolor.
Veio o domingo e o jogo contra os rubro-negros baianos esteve em nossas mãos. Alias, esteve nas mãos dele, o eterno “mão de maionese” que atende pela alcunha de FH. Que seus defensores se manifestem como quiserem. Mas, em minha humilde opinião, ele poderia ter defendido o cruzamento (alias, o chute errado) do gol de empate. Mas obviamente, um time que se encontra na posição da tabela de classificação que nos encontramos, não pode perder os gols que perdemos. Tivemos, pelo menos, três oportunidades absolutamente simples de serem convertidas. Mas Ed “mort” Carlos e Roni, o Fênix, se encarregaram de nos enlouquecer.
Se a troca de técnico serviu para alguma coisa, foi para a escalação de Diogo em sua posição de origem. Com Fabio Santos entrando no lugar de WM, teremos uma boa dupla de volantes – já considerando que FS, por pior que jogue, jogará melhor que WM. Que, por sua vez, vem demonstrando uma dedicação exemplar, correndo muito e realmente se entregando. Mas erra muito!
Mesmo passando por uma situação ridícula de falta de títulos, surgem noticias que possivelmente jogaremos nossa primeira partida na Sulamericana com um time reserva! Poupar um ou outro jogador, que tenha sofrido algum desgaste maior ou que esteja jogando “no sacrificio” parece fazer sentido. Mas nada além disso! Temos que partir para cima da mulambada e nos classificarmos na Sula. É titulo sim, e vale bastante! Esses jogadores recebem o bastante para jogarem duas vezes por semana. Fizemos um esforço tremendo ano passado para nos classificarmos para este torneio para agora entrarmos com time meia-boca. Eu quero título!
Em tempo: todos os grandes executivos tem seus benefícios e regalias, normalmente chamados de “pacote de benefícios”. Então, os benefícios de Fred não causam estranheza. Porém, como todo grande executivo, os resultados precisam ser cobrados duramente. Não dá para ter “pacote” e ser expulso três vezes!
Saudações Tricolores
Pai, vamos trocar de time?
Carta a meus filhos
Vitor e Pedro,
Vitor, no fim do primeiro tempo, o sofrimento estava estampado em seus olhos. Seus pouco mais de 10 anos já te permitem entender quando alguma coisa vai bem ou vai mal. Sua paixão por futebol não permite derrotas, principalmente as em série. E os ultimos dois anos, quando seu poder de absorver informação e analisa-las deu um salto quantico, não tivemos muitas noticias boas sobre nosso tricolor.
Paixão futebolística é algo que se transmite de pai para filho. Acredito nisso do fundo de meu tricolor coração. Tenho investido muito nisso para fazer de você e seu irmão mais novo, Pedro, tricolores de boa estirpe, pessoas que se identificam com a historia do clube e transferem os valores que um dia forjaram este clube, como ética, respeito, espirito esportivo e fidalguia, para suas atitudes no cotidiano.
Não quero que vocês sejam tricolores somente porque sou tricolor, porque meu pai era tricolor ou porque meu avô (sim, seu biso) também era tricolor. Não quero que vocês sejam tricolores porque só assim vocês irão ao Maracanã comigo. Quero que vocês sejam tricolores para festejarmos juntos. Como eu festejei com meu pai e meu avô.
Quando olho para tras, principalmente nesses ultimos dois anos, vejo quão poucas oportunidades tivemos para comemorarmos juntos. Claro que a Copa do Brasil de 2007 ficará sempre em nossos corações. E as noites mágicas da campanha da Libertadores, definitivamente, são inesquecíveis. Mas quantas vergonhas e decepções se sobrepuseram a esses momentos… Já foram 3 pífios campeonatos cariocas, um campeonato brasileiro digno, outro ridículo e estamos caminhando neste campeonato para algo pior do que ridículo, o que imaginávamos impossível.
Portanto, meus filhos, sejam fortes. Não cedam à tentação de trocar o time do coração por um time que esteja melhor classificado no momento. Ou que tenha conquistado algum titulo mais recentemente. Acreditem que esta malta que hoje dirige nosso clube logo estará distante e iniciaremos um necessário processo de resgate de nossos valores fundamentais, aqueles com os quais me identifico e espero que vocês também. Mas, principalmente, retomaremos a felicidade de comemorarmos vitórias e títulos juntos.
Não pensem em mudar de clube. Pensem em mudar o clube.
Saudações Tricolores
Viagem ao centro da Terra
Escrever o que?
Torcida Tricolor,
Quando pensávamos que a demissão absurda e precipitada de Parreira era o ápice da incompetência e dos desmandos dessa desastrosa e desastrada administração do Fluminense, eis que vem a terivel derrota para os goianos e surgem as primeiras fortes especulações tratando da volta de Renato Gaucho para o clube. Quando achamos que estávamos no fundo do poço e que dali não passaríamos, esta diretoria nos surpreende com um projeto de chegar ao centro da Terra!
Quando Renato foi demitido ano passado, defendi aqui sua permanência. Afinal, se ele servia para ser vice-campeão da Libertadores, ele precisava servir para recuperar o time no campeonato brasileiro. Renato saiu debaixo de diversas criticas (algumas injustas) mas principalmente sob suspeita de ter sido um dos grandes articuladores do desmanche promovido na comissão técnica permanente que fora montada. Depois de sua saida, muitas especulações sobre sua suspeita relação com o presidente de nossa patrocinadora, onde interesses econômicos sobre jogadores se sobrepunham aos interesses técnicos.
Nesses quase 12 meses, Renato não dirigiu nenhum outro time de futebol. Não soubemos se fez algum curso de especialização ou algo parecido. Alias, só tinhamos noticias dele quando algum resultado ruim do tricolor acontecia (e foram muitas as vezes) e seu nome era especulado para substituir o técnico do momento. Quase esqueço, ouvimos seu nome quando a imprensa noticiou que pediu uma verdadeira fortuna para ser técnico do Sport Recife.
Agora, a força com que esta especulação surge nos permite supor que ele esteve o tempo todo esperando sua vaguinha de volta. Podemos especular, inclusive, que um diálogo semelhante pode ter acontecido no lranjal:
Assim não dá! Ao invés de propaganda positiva, estamos tendo propaganda negativa. Temos que mudar!
Como assim mudar? De novo não dá. já mandei o mestre embora, já desmontei todo o planejamento que fizemos no incio do ano! Mudar agora seria muito ruim. Deixa o novato mostrar serviço.
Não dá! Se continuar essa CT, suspendemos todos os benefícios extras. Só ficará no orçamento o que está previsto em contrato, nem um tostão a mais! Mas se quiser contratar uns dois ou três, tem que por o churrasqueiro de volta! Só nos entendemos com ele!
Que assim seja!
Em tempo: me associei ao clube esta semana. Fui sócio-atleta em minha juventude (joguei tenis alguns poucos meses lá) mas decidi trocar meu titulo de sócio-torcedor pelo de sócio-contribuinte. Quero votar nas próximas eleições. Pelo menos não terei essa terrível sensação de ser omisso que sinto hoje por não ter votado nas ultimas eleições.
Saudações Tricolores
O triste futebol tupiniquim
Sai Parreira e vem quem?
Torcida Tricolor,
Acordamos hoje com a noticia da demissão de Carlos Alberto Parreira como técnico do Flu. Em principio seu assistente, Vinicius Eutrópio, assume a direção técnica do time. Fala-se em Muricy Ramalho, mas eu duvido muito que ele venha. Na verdade, confesso que estou cansado dessa dita “cultura” do futebol brasileiro.
Parreira negociou sua volta ao futebol e ao Fluminense com um projeto de médio/longo prazo. Todos do clube sabiam que os resultados não seriam rápidos. Reformulou todo o elenco, estava contratando jogadores, promovendo uma garotada do Juniores, preparando um CT, enfim, existia um projeto. Mas ai, como os resultados não aparecem (como previsto), aqueles de dentro do clube a quem este projeto não interessava começam a se mexer. Do mesmo modo, uma parte impaciente dos torcedores começa também a se manifestar de forma mais veemente. Resultado: trocamos de técnico quando não deveríamos trocar de novo.
Ou se tem um projeto e se acredita nele ou não se projeta porcaria nenhuma e vamos fazendo as coisas conforme o vento. Para um barco sem destino definido qualquer vento serve!
Não estava satisfeito com as atuações do time como toda a torcida. E, principalmente, não fiquei nada satisfeito com o resultado de ontem. Mas vamos entender uma coisa: o gol contra do WM foi uma fatalidade que deixou o time mais nervoso do que já estava quando entrou em campo. Muitos acusam Parreira de ultrapassado, obsoleto e afins. Discordo totalmente dessa linha de argumentação. Pouquíssimos são os técnicos no Brasil tão capacitados e atualizados quanto ele. E ele só aceitou retornar ao Fluminense porque era seu clube de coração e porque tinha um projeto para retomar o caminho de conquistas.
O Fluminense, que já foi vanguarda de administração esportiva mundial, se une à vala comum dos clubes de administração medíocre desse país. Uma pena pois vejo como mais uma oportunidade perdida por esta diretoria bem intencionada mas fraca política e economicamente, refém de acordos espúrios com facções mal-intencionadas do interior do clube e do domínio economico que o patrocinador exerce.
Na saida de Renê “Master Mind” Simões eu disse que só valeria a pena essa troca se fosse para trazer um dos treinadores “big five” (Parreira, Luxa, Muricy, Autuori ou Felipão). Quando Parreira foi anunciado, acreditei que enfim teríamos um projeto vencedor no clube. O sonho durou pouco. E tão cedo não teremos outro treinador desse porte no clube, pois nenhum grande técnico irá se expor dessa forma, sem alguma garantia de continuidade do trabalho. Ou vocês acham que o Grêmio, por exemplo, esperou o Autuori tanto tempo para demiti-lo porque não venceu na Libertadores?
Enquanto a direção de nosso clube insistir em decisões como essa, viveremos esse período de trevas. O Fluminense precisa de uma Revolução Iluminista já!
Em tempo: não é que a mulambada consegue ser beneficiada até contra os bambis! Tremenda guerra de gigantes dos bastidores…
Saudações Tricolores