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Exigência premiada
Tudo bem, vencemos!
Torcida Tricolor,
Aparentemente, meu período de “exílio” na bucólica e paradisíaca Alfenas chegou ao fim. Tive a oportunidade de arrumar minhas malas ainda na quarta-feira e estar no Rio para assistir, depois de muitos meses, o jogo do Flusão com meus filhos do lado. Sim, assisti pela TV pois não me animei de ir ao Engenhão, de noite e debaixo de chuva (apesar da insistência de meu amigo Jofre). Mas a felicidade de estar em casa com a família foi muito grande, quase superou a tristeza pela perda de um contrato importante.
A vitória sobre o poderoso Tigres, no entanto, não me deixou muito feliz. Alias, para ser mais preciso, diria que me deixou bastante preocupado. O placar (3×0) não traduziu a atuação apática e sem brilho do time, principalmente no segundo tempo. Terminado o jogo, estava eu bastante preocupado com nosso futuro na Taça Rio e mesmo com o jogo pela Copa do Brasil.
Mas veio o domingo pós-dilúvio e, ao que tudo indica, nossos jogadores devem ter ficado debaixo daquela chuva torrencial que inundou o Rio e lavaram a alma. Pois só uma lavagem de alma “em regra” explica a bela atuação que tivemos contra a cachorrada. Não que considere o time deles bom (sempre disse que não era). Aliás, atribuo ao Joel o título da TG, pois conseguiu arrumar o time para jogar fechadinho e aproveitar os contra-ataques (tática padrão Joel de qualidade). Só que dessa vez não funcionou! Joel falou nas entrevistas pós-jogo que houve uma “pane geral” em seus jogadores. Discordo! Jogaram todos da mesma forma que jogaram contra mulambos e bacalhaus. Só que naqueles jogos, principalmente contra os mulambos, os adversários perderam dezenas de oportunidades. Dessa vez, o Flu também perdeu muitas (a primeira do Fred, então, foi inacreditável!) mas conseguiu fazer dois gols e saiu vitorioso. Para termos uma idéia, a estatística de chutes a gol foi 20×4 para o Flu, sendo que eles não chutaram nenhuma vez a nosso gol na segunda etapa. (fonte: Sportv)
Cabe ressaltar que no gol que sofremos (de pênalti) a jogada se inicia com impedimento de um zagueiro alvinegro, continua com uma falta de Herrera em Diguinho e termina com uma pixotada do Maicon (a segunda dele em lances semelhantes – a primeira foi ano passado). Como o garoto está realmente se transferindo para o CSKA, dou um desconto pois a cabeça deve estar aceleradíssima. Mas não fosse assim, eles não conseguiriam sequer acertar nosso gol!
Enfim, acredito que todos nós tricolores começamos a semana bem mais confiantes. Uma vitória convincente como esta deve gerar o entusiasmo necessário para passarmos pelo Confiança sem problemas. E nos prepararmos para enfrentarmos os reis do bacalhau. Mas não podemos esquecer que agora disputamos apenas vagas nas semi-finais. Ai sim vamos saber quem tem garrafa velha para vender.
Em tempo 1: Que golaço do Fred! Já vinha tentando acertar esse voleio há algum tempo. Demorou a acertar, mas ficou bonito!
Em tempo 2: A saída do Maicon é inevitável. E não adianta ficar chorando, reclamando que nossos jogadores saem muito cedo, etc etc. Que Wellington Silva (que ontem entrou muito bem mais uma vez) o substitua até o fim do ano, quando também sairá. Essa é a rotina de um clube mergulhado em dívidas. Agora, vai entender porque o Santos conseguiu segurar Robinho, Diego, Elano e agora, Neymar, Ganso e André e nós mal seguramos Wellington, Maicon e Alan…
Em tempo 3: Vale a pena uma olhada no post do excelente blog OCE que trata sobre a recente decisão da International Board (os chamados “velhinhos da FIFA”). Discussão prá lá de interessante (http://colunas.globoesporte.com/olharcronicoesportivo/2010/03/07/international-board-decide-o-fator-humano-continua/).
Saudações Tricolores
Tênue melhora
Empate com a cachorrada serviu pouco
Torcida Tricolor,
Precisávamos dos 3 pontos e só trouxemos 1. Em condições normais, empatar com o Botafogo, rival mais do que tradicional, seria considerado normal. Mas nas condições que nos encontramos, se realmente queremos nos safar da segundona, temos que almejar o anormal, o inimaginável. Não podemos nos contentar com o normal.
Verdade seja dita, tivemos um desempenho melhor contra os foguetes do que contra os pernambucanos, na semana passada. Podemos atribuir essa melhora à semana de treinos, à entrada de Equi Gonzáles no meio ou à cachorrada, que deu mais espaços para nosso time jogar. O fato é que conseguimos criar algumas situações de gol, coisa que já há muito não vinha acontecendo. Tenho a impressão que esse time, com a volta de Fred e a saída de Alan, terá um poder de fogo maior lá na frente. Com as entradas de Fabio Santos e Urrutia, teremos um meio de campo mais brigador e com uma saída de bola mais precisa, com mais qualidade de passe. Nas laterais continuaremos a ter problemas, mas Paulo Cesar, pela esquerda, já mostrou ter um passe melhor que qualquer um de seus antecessores. Já o Rui…
Cuca declarou sua confiança em uma possível vitória sobre o Grêmio, lá em POA. Sim, é possível. Aliás, no futebol, tudo é possível. Até nos safarmos da Série B é possível. Só acho pouco prováveis tanto a vitória sábado que vem quanto o escape. O que me resta de esperança tenta me fazer acreditar que nossos concorrentes diretos estão caindo de produtividade (se é que isso é possível) enquanto nós estamos subindo (pouco que seja mas subindo) e temos jogadores novos entrando, outros contundidos voltando. Some-se a isso as ultimas ações internas da diretoria, acertando alguns salários e mudando toda a direção do futebol e temos um novo panorama interno e externo.
Se isso é o bastante? Ainda acho que não. Como disse, resta-me um fio de esperança, tênue, esmaecido, pálido, quase sem vida. Mas ainda vivo e lutando por seu fortalecimento. Mesmo se perdermos para o Grêmio, ainda sim teremos chances matemáticas. Se empatarmos, poderemos considerar até como resultado razoável. Mas o fato é que precisamos de vitórias. Essas realmente estão nos fazendo falta.
Em tempo: fazer embaixadinha na bandeira de corner, perder o controle de bola e dar gratuitamente o corner para o adversário é coisa de cabeção vazião mesmo!!!
Saudações Tricolores
Mais do mesmo
Pior é não ver nenhuma melhora.
Torcida Tricolor,
Me faltam palavras. É uma coluna triste após a outra. Sempre os mesmos comentários: time erra muitos passes, não chuta a gol, a crise política atrapalha, tem jogador que recebe salário e tem jogador que não recebe, etc etc etc.
Presenciamos mais uma atuação pífia, esdrúxula, ridícula no Maraca. Mais uma vez, como tantas outras vezes, o time correu, se esforçou mas produziu muito pouco! Como, alias, vem produzindo desde o campeonato carioca. Me diga, amigo tricolor: que jogo você viu este ano o Flu ter uma boa atuação os dois tempos de jogo? Eu não vi nenhum! Às vezes, conseguíamos um tempo de jogo razoável para bom, principalmente na era Parreira. Mais nada.
As estatísticas estão contra nós, sem duvida. Matematicamente existe chance de nos salvarmos do rebaixamento e mesmo nos classificarmos novamente para a Sulamericana. Mas cada jogo que eu vejo nosso time errando mais de 40 passes, jogadores completamente amarelos em campo fazendo besteira atrás de besteira e, principalmente, uma atitude passiva de alguns poucos, confesso que qualquer esperança termina por se render à obviedade.
Neste jogo teve um lance, para mim, emblemático: aos 30 e poucos minutos do segundo tempo, uma bola sobra na entrada da área do Náutico nos pés de João Paulo, que estava sozinho porém de costas para o gol. O que o jovem e aposentado lateral esquerdo faz? Retarda a bola para nosso meio de campo!! Não matou a bola, não virou para alguma lateral, não tentou um chute, nada do que seria normal em um jogador determinado a fazer seu time ganhar. Ele queria, naquele lance, apenas não errar.
Logo depois, Diguinho se machucou em troca de cabeçadas com outro jogador adversário. O que eu ou você, tricolor desesperado, faríamos no lugar dele? Sairíamos nos arrastando até a lateral do campo, de forma a não atrapalhar o andamento da partida, é claro! Mas Diguinho, o homem dos mil passes errados, ficou lá estendido no chão, comendo minutos preciosos de nosso tempo. E nenhum jogador do time chegou junto dele e pediu para ele sair. Ficaram todos lá, passivamente, observando a cena e aguardando o atendimento. Definitivamente, podem até estar correndo. Mas falta sangue tricolor nas veias.
Se Urrutia, Fred e Equi Gonzáles vão dar jeito nisso? Acho pouco provável. Eles não terão tempo nem a companhia necessária para isso. A troca de diretores e as contratações de reforços foram feitas tardiamente. A pacificação interna do clube, necessária para um bom funcionamento do time, também só está sendo procurada de forma efetiva e humilde, quando estamos na bacia das almas. Horcades, que se pretendia o melhor presidente da história do clube, caminha para ser o mais desastrado e vacilante.
Necessário registrar a presença em excelente numero de nossa torcida no Maraca, cantando e apoiando enquanto possível, insistindo em torcer. Assim são os torcedores em geral, mas a torcida tricolor se mostra cada vez mais unida e convencida de que, sem uma união total de todos, o buraco será mais do que certo.
Em tempo: O pulso ainda pulsa.
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
Podia ser trote
Mas não, é Tote mesmo!
Torcida Tricolor,
Quando saiu a noticia da demissão do Dr. Simoni e de todo departamento médico, escrevi em meu blog o quanto eu estava revoltado com os metodos (????) de gestão de nossa diretoria. Veio o jogo contra o Santos e mais uma atuação pífia de nosso time. Pensei com meus botões: Renato vai cair. E isso me revoltou mais ainda, pois novamente estamso contratando um monte de jogadores sem sermos capazes de construir uma “coluna vertebral” para o time. Erramos toneladas de passes todos os jogos e somos incapazes de chutar a gol. Isso é culpa do técnico?
Veio a segunda-feira e Renaite foi para Itu com o time. Tive esperança de que as coisas fossem acalmar. Qual nada! Chega a terça-feira e vem a noticia da demissão de Renato e a contratação de Cuca. Logo ele? Moral da história: pagamos dois dias de estadia de jogadores e comissão técnica em Itu para nada, pois o técnico só chegou lá na quarta-feira! O tal de Tote Menezes se apresentou como “homem forte”, prendeu e arrebentou! Que país é esse? E que clube é esse? Alias, quem é Tote Menezes?
Por fim, surgem boatos de um possível “golpe” sendo armado dentro do clube, capitaneado pelo vice-presidente geral, que se tornou inimigo político do presidente depois de ajuda-lo a ser reeleito. É a zona total! “Bateção de cabeça” maior impossível! Ridículo atroz!
Não há troca de jogadores, não há troca de técnicos, não há troca de comissão técnica…enfim, não há nada externo que possa nos salvar. Nossas soluções estão dentro de casa, em nossa cozinha, em nossos bares, em nossa piscina e salões. Sem uma trégua para esse inferno de bastidores, sem conseguirmos pagar os quase 3 meses de salários atrasados, sem uma definição de hierarquia, nossos jogadores continuarão a errar, errar, errar…
Em tempo: está tudo contra nós. Mas não podemos esquecer nunca que o Flu tem, por tradição, surpreender seus adversários. A esperança ainda existe e o jogo de domingo é fundamental para que este fio de esperança (salve Telê!) continue vivo.
Saudações Tricolores
Ainda temos técnico?
O time que se recusa a vencer.
Torcida Tricolor,
Como está sendo difícil escrever nesses dias sombrios e tumultuados… A atuação deste domingo contra o Barueri beirou o desastre! Tínhamos jogadores em campo que, somando seus salários, superáva tranquilamente o R$1,5 milhão em salários recebidos. Como um jogador de futebol profissional, que vive de jogar bola e, portanto, dos resultados alcançados (vitórias, títulos etc) pode errar tantos passes quanto os jogadores do Flu? Não há esquema tático, não há treinador, não há psicólogo, não há churrasqueiro que consiga organizar um time que erra tanto!
Possivelmente, enquanto você está lendo essas tristes linhas, nosso clube pode estar trocando, mais uma vez, o técnico de nosso time. No momento que escrevo a coluna, os rumores da saída de RG são fortíssimos. Sendo bastante sincero: defendi a permanência de Parreira e, por menos que goste de Renato como treinador, defendo sua permanência também. Já trocamos o treinador (duas vezes este ano!) e não adiantou. Contratamos um artilheiro sedento por voltar à seleção brasileira e não funcionou. Contratamos um dos melhores atacantes em ação no Brasil e não funcionou. Contratamos um dos três melhores laterais esquerdos do Brasil ano passado e não funcionou. No inicio do campeonato brasileiro, Parreira fez uma “limpa” no elenco mandando embora um monte de “chinelinhos” caros e improdutivos – não adiantou. O que falta então?
Na minha humilde opinião, falta “dar liga”. As peças não estão sendo encaixadas corretamente. Diretoria e patrocinador se estapeiam em praça pública, presidente e vice-presidente já há muito não se respeitam e a cada dia as declarações de um sobre o outro são mais impublicáveis. O presidente vem à imprensa acusar a oposição de querer “matá-lo” depois de surgirem noticias de um possível afastamento da presidência por conta de problemas de saúde. Enfim, como não tivemos o “Zorra Total” no sábado, o Flu encenou ela no domingo, dentro de campo.
Lembro do segundo semestre de 2005, quando o time dirigido por Abel conquistava resultados mágicos no final dos jogos. Abelão costumava dizer que aquele time se recusava a perder. Pois bem, quatro anos depois montamos um time que se recusa a vencer. Não protegemos nossa defesa de forma correta, nossos laterais não conseguem fazer uma jogada sequer de ultrapassagem, não concatenamos sequer uma tabelinha de três passes corretos e, principalmente, não chutamos a gol!
Sinceramente, não acredito que o motivo para esse verdadeiro FEBEAPÁ futibolístico seja o técnico (ou churrasqueiro, como queiram). Algo podre, muito podre mesmo, acontece no laranjal e repercute dentro de campo. Se não arrumarmos a cozinha, teremos móveis lindos na sala, mas o cheiro de comida estragada, a fumaça de fritura e as baratas do lixo estragarão tudo.
Em tempo: não sei ainda quem será o responsável pela escalação para o jogo de volta da Sulamericana. Mas que escale o time que considera titular. Uma classificação para a fase seguinte pode significar muito em orgulho para o elenco e para a torcida. Por outro lado, confesso que a desclassificação, mesmo para a mulambada, é esperada. Não consigo ser otimista hoje.
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
A passo de cágado
A arte de jogar pontos fora
Torcida Tricolor,
A vitória sobre os rubro-negros pernambucanos renovou nossa esperança. Não que a atuação do time tenha sido fantástica. Na verdade, o adversário ajudou bastante. Mas sim porque, enfim, a bola entrou! Ao longo de nosso calvário recente, tivemos alguns jogos que empatamos, ou mesmo perdemos, onde simplesmente não conseguíamos marcar gols. E Roni, o eterno, voltou a seu clube de coração para ressurgir das cinzas e transformar Kieza na nova coqueluche tricolor.
Veio o domingo e o jogo contra os rubro-negros baianos esteve em nossas mãos. Alias, esteve nas mãos dele, o eterno “mão de maionese” que atende pela alcunha de FH. Que seus defensores se manifestem como quiserem. Mas, em minha humilde opinião, ele poderia ter defendido o cruzamento (alias, o chute errado) do gol de empate. Mas obviamente, um time que se encontra na posição da tabela de classificação que nos encontramos, não pode perder os gols que perdemos. Tivemos, pelo menos, três oportunidades absolutamente simples de serem convertidas. Mas Ed “mort” Carlos e Roni, o Fênix, se encarregaram de nos enlouquecer.
Se a troca de técnico serviu para alguma coisa, foi para a escalação de Diogo em sua posição de origem. Com Fabio Santos entrando no lugar de WM, teremos uma boa dupla de volantes – já considerando que FS, por pior que jogue, jogará melhor que WM. Que, por sua vez, vem demonstrando uma dedicação exemplar, correndo muito e realmente se entregando. Mas erra muito!
Mesmo passando por uma situação ridícula de falta de títulos, surgem noticias que possivelmente jogaremos nossa primeira partida na Sulamericana com um time reserva! Poupar um ou outro jogador, que tenha sofrido algum desgaste maior ou que esteja jogando “no sacrificio” parece fazer sentido. Mas nada além disso! Temos que partir para cima da mulambada e nos classificarmos na Sula. É titulo sim, e vale bastante! Esses jogadores recebem o bastante para jogarem duas vezes por semana. Fizemos um esforço tremendo ano passado para nos classificarmos para este torneio para agora entrarmos com time meia-boca. Eu quero título!
Em tempo: todos os grandes executivos tem seus benefícios e regalias, normalmente chamados de “pacote de benefícios”. Então, os benefícios de Fred não causam estranheza. Porém, como todo grande executivo, os resultados precisam ser cobrados duramente. Não dá para ter “pacote” e ser expulso três vezes!
Saudações Tricolores
O triste futebol tupiniquim
Sai Parreira e vem quem?
Torcida Tricolor,
Acordamos hoje com a noticia da demissão de Carlos Alberto Parreira como técnico do Flu. Em principio seu assistente, Vinicius Eutrópio, assume a direção técnica do time. Fala-se em Muricy Ramalho, mas eu duvido muito que ele venha. Na verdade, confesso que estou cansado dessa dita “cultura” do futebol brasileiro.
Parreira negociou sua volta ao futebol e ao Fluminense com um projeto de médio/longo prazo. Todos do clube sabiam que os resultados não seriam rápidos. Reformulou todo o elenco, estava contratando jogadores, promovendo uma garotada do Juniores, preparando um CT, enfim, existia um projeto. Mas ai, como os resultados não aparecem (como previsto), aqueles de dentro do clube a quem este projeto não interessava começam a se mexer. Do mesmo modo, uma parte impaciente dos torcedores começa também a se manifestar de forma mais veemente. Resultado: trocamos de técnico quando não deveríamos trocar de novo.
Ou se tem um projeto e se acredita nele ou não se projeta porcaria nenhuma e vamos fazendo as coisas conforme o vento. Para um barco sem destino definido qualquer vento serve!
Não estava satisfeito com as atuações do time como toda a torcida. E, principalmente, não fiquei nada satisfeito com o resultado de ontem. Mas vamos entender uma coisa: o gol contra do WM foi uma fatalidade que deixou o time mais nervoso do que já estava quando entrou em campo. Muitos acusam Parreira de ultrapassado, obsoleto e afins. Discordo totalmente dessa linha de argumentação. Pouquíssimos são os técnicos no Brasil tão capacitados e atualizados quanto ele. E ele só aceitou retornar ao Fluminense porque era seu clube de coração e porque tinha um projeto para retomar o caminho de conquistas.
O Fluminense, que já foi vanguarda de administração esportiva mundial, se une à vala comum dos clubes de administração medíocre desse país. Uma pena pois vejo como mais uma oportunidade perdida por esta diretoria bem intencionada mas fraca política e economicamente, refém de acordos espúrios com facções mal-intencionadas do interior do clube e do domínio economico que o patrocinador exerce.
Na saida de Renê “Master Mind” Simões eu disse que só valeria a pena essa troca se fosse para trazer um dos treinadores “big five” (Parreira, Luxa, Muricy, Autuori ou Felipão). Quando Parreira foi anunciado, acreditei que enfim teríamos um projeto vencedor no clube. O sonho durou pouco. E tão cedo não teremos outro treinador desse porte no clube, pois nenhum grande técnico irá se expor dessa forma, sem alguma garantia de continuidade do trabalho. Ou vocês acham que o Grêmio, por exemplo, esperou o Autuori tanto tempo para demiti-lo porque não venceu na Libertadores?
Enquanto a direção de nosso clube insistir em decisões como essa, viveremos esse período de trevas. O Fluminense precisa de uma Revolução Iluminista já!
Em tempo: não é que a mulambada consegue ser beneficiada até contra os bambis! Tremenda guerra de gigantes dos bastidores…
Saudações Tricolores
A dureza da comparação
Porque uns valem mais do que outros
Torcida Tricolor,
Voltemos a janeiro. Começam a circular noticias que Fred poderia estar se transferindo para o Flu. O mercado futibolístico tupiniquim entra em alvoroço. A Flapress enlouquece. A paulicéia desvairada não se conforma. Logo surgem “noticias quentes” informando que o destino de Frederico seria o time dos porcos. Declarações as mais estapafúrdias foram “plantadas” visando desestabilizar a negociação que prosseguia nos bastidores. Em fevereiro, Fred vestia pela primeira vez o manto tricolor, confiando que um time dirigido por Parreira seria capaz de fazê-lo retornar à seleção brasileira para disputar a Copa de 2010. Para os tricolores, ficava a certeza que depois de alguns anos tínhamos realmente um craque, no auge de sua forma física e técnica, pronto para levar o time aos títulos com os quais sonhamos.
Poucos dias depois da apresentação de Fred, vem a bomba de São Paulo: Ronaldo Fenômeno, ou Ronalducho para os íntimos, assina com o time do Parque São Jorge. A imprensa paulista (e boa parte da carioca) enaltece o esforço para nosso craque retornar a jogar futebol em alto nível aqui mesmo em nosso país. A Rede Globo investe minutos e mais minutos de jornal Nacional cobrindo o retorno de Ronaldo ao futebol nacional. A mulambada fica alucinada com a traição. Rasga camisas, queima fotos, enfim, não se conforma. A raiva foi tanta que decidiram por repatriar Adriano a qualquer custo. Em nossa torcida surgem as primeiras discussões: afinal, não seria a contratação de Fred mais importante e correta do que a contratação de um jogador sem joelho?
Passaram-se quatro meses. Ronaldo fora de peso, fora de rítimo, fora do futebol há mais de um ano, já conquistou dois títulos com o time dos coringas. Mais que isso, já deu algumas demonstrações de sua classe e categoria, marcando alguns belos gols. Obviamente, não é o Ronaldo do Barcelona, do Real Madrid, de sua primeira passagem pela Inter de Milão ou mesmo da Seleção de 2002. Mas está sobrando no futebol brasileiro, sem duvida.
No jogo de ontem, marcou três gols sendo o último digno de se tirar o chapéu. A bola cai no pé de quem sabe e quem sabe mostra que sabe mesmo. Enquanto do outro lado, Fred, no alto de seu desespero por desempenhos medianos tanto dele quanto do time em que joga, xinga o juiz por mais uma falta nele não marcada e é expulso. Neste ato de xingar, manifesta toda sua raiva e angustia (que é compartilhada por toda a torcida tricolor) por ver seu time ser mais uma vez prejudicado pela anulação de um gol (dele, Fred) aparentemente legal quando o jogo ainda estava empatado. Nervosismo por ver uma defesa entregar o jogo em dez minutos muito mal jogados (Ed Carlos falhou nos dois gols de Ronaldo e Cassio falhou no segundo). Desespero por ver sua esperança de ter alguém do seu lado produzindo jogadas de ataque indo por água abaixo na triste atuação de Leandro Amaral.
Continuo confiando em Parreira e não vejo nossa situação como desesperadora ainda. Mas os resultados positivos começam a ser urgentes. O jogo com o Santo André tomou uma dimensão enorme tanto por ser contra um time que está a nossa frente na tabela, como por ser contra uma equipe de menor investimento e, principalmente, no Engenhão (que definitivamente não pode ser considerado como vantagem).
Mas ontem tive a certeza que quem comparou as duas contratações não atentou para um detalhe: ninguém recebe a alcunha de Fenômeno à toa.
Em tempo: compromissos profissionais têm atrapalhado a publicação de nossa coluna. Prometo me esforçar para reorganizar minha vida e retomar a freqüência semanal de sempre.
Saudações Tricolores