Assuntos diversos

Muricy, Leandro Amaral e Marketing

Torcida Tricolor,

Vamos concordar: o inicio de trabalho do Muricy não vem sendo nada animador. Muitos haverão de questionar a qualidade do grupo que ele assumiu, principalmente com o desfalque de Fred e Alan. Mas Muricy sabe muito bem a expectativa que se cria em torno de sua contratação em qualquer time no Brasil e quão grande é a frustração quando os resultados são tão ruins quanto três derrotas em três jogos. Não só as derrotas chamam a atenção, mas principalmente as péssimas atuações da equipe como um todo. Jogamos mal os dois jogos contra o Grêmio e ontem, contra o Ceará, novamente decepcionamos em organização e atitude. Esta, a bem da verdade, melhorou um pouco no segundo tempo de ontem, mas nada que resultasse em, pelo menos, dois lances reais de perigo ao gol do adversário. E a discussão se foi pênalti ou não e se Cassio deveria ser expulso não tem cabimento. Mesmo com 10 tínhamos time para, no mínimo, empatar o jogo.

Muricy, inteligente que é, sabe que a pressão só irá aumentar, mas aposta nas possíveis contratações e no período da Copa para acertar o time. Até lá, precisamos ter muita paciência.
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Em recente entrevista ao site globoesporte.com ( http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1259800-7824-PROXIMO+DO+RETORNO+AOS+GRAMADOS+LEANDRO+AMARAL+SE+EMOCIONA+COM+O+GRANDE+DRAMA+DA+CARREIRA,00.html), Leandro Amaral ressurgiu das cinzas tal qual a Fênix e confirmou sua recuperação, seu retorno ao futebol em cerca de um mês e que mantém vínculo empregatício com o Flu. Pelo que mostrou a reportagem, seu problema foi realmente grave e “sui generis”. Não falou bem nem mal do clube (pelo menos na edição apresentada) se limitando a dizer que tinha fechado acordo com a instituição e com a patrocinadora e que agora estava na expectativa do que iria acontecer a partir de seu retorno. Fiquei com algumas curiosidades sobre o assunto e uma certeza. As curiosidades: se ele ainda tem vínculo empregatício com o clube, porque não tem sua recuperação acompanhada por nossos profissionais, trabalhando dentro de nossas instalações? Se isso esta acontecendo, porque nossa assessoria de imprensa não divulga isso, preservando a imagem do clube (enquanto instituição que preserva seus jogadores)? Porque LA é o segundo jogador do Flu em menos de um mês que aparece na Globo (o primeiro foi Fabio Santos), permitindo a formação de uma imagem ruim do clube? A certeza: além de todos os problemas administrativos que temos, também somos extremamente inábeis no lidar com a mídia e preservar nossa imagem.

Analisando o lado técnico, me agrada muito a hipótese de termos uma dupla de ataque Fred e Leandro Amaral, com este em plena forma física e técnica. Se LA realmente tem recuperação e tem contrato com o clube, dentro de limitação financeiras óbvias, vale a pena esperar. Além disso, com um bom retorno de LA, e sua conseqüente revalorização, o clube poderá recuperar o investimento feito. Aguardemos as cenas do próximos capítulos.
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Mais uma mancada de nosso marketing: na primeira entrevista que Muricy deu para o site oficial do clube, esta foi gravada na porta do salão principal para o estádio das Laranjeiras sem NENHUMA marca de nossos patrocinadores aparecendo. Nem boné da Unimed ele usava! Na camisa, só aparecia a logo da Adidas. Se nós somos incapazes de fazer o dever de casa, como reclamar daqueles “planos fechados no nariz do entrevistado” que a Globo usa para não mostrar patrocinadores de graça? Esse nosso marketing…
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Em tempo: com o iminente lançamento da nova “coleção” de camisas oficiais, a Adidas está despejando seu estoque de camisas da atual coleção nas lojas (pelo menos nas lojas do Rio). E a camisa tricolor está saindo por módicos R$79,90 e boa parte delas. Boa oportunidade para aqueles que não precisam (ou não conseguem) estar sempre na “ultima moda”.

Saudações Tricolores

Ôôô, vai pra cima deles Galô!!

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Torcida tricolor,

Atendendo a um convite de um amigo atleticano , fui ao Mineirão ver Atletico x Santos. Sendo mais sincero: eu me convidei! Além de quebrar a rotina entediante das noites mineiras no quarto de hotel, estaria observando dois possíveis adversários do tricolor na próxima fase. Além disso, teria a oportunidade de conhecer esse estádio clássico do futebol tupiniquim antes da onda de modernismo da Copa 2014.

BH é uma cidade grande, com urbanismo planejado mas com data de validade vencida. Mesmo assim, ela preserva seu charme de capital mundial do interior, sendo cosmopolita e provinciana simultaneamente.

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O Mineirão é reflexo perfeito da cidade. Estadio grande, de fácil acesso e confortável, mantém o hábito de barraquinhas em seu entorno vendendo tradicionais quitutes da culinária mineira. Ao contrário do Maracanã, a cerveja é vendida sem muita repressão fora do estádio, o que facilita o clima de integração. Claro que esse clima seria outro se o jogo fosse contra as raposinhas, mas isso não importa.

Mas outras supresas ainda me aguardavam dentro do estádio. Não havia jantado e chegamos com alguma antecedência (mais de 2h antes do inicio do jogo). Perguntei se pararíamos em algum lugar para comer e recebi a seguinte resposta: “vamos comer dentro do estádio!”. Pensei eu: “será que aqui tem cachorro quente Geneal?”. Qual nada! É tradição local comer um baita prato de feijão tropeiro durante o jogo!

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Sim, meus amigos…eu comi e sobrevivi! Claro que minimizei meu risco e passei adiante os pedaços de torresmo, mas encarei o prato com a maior disposição, já que a essa altura do campeonato a fome era gigantesca!

Sobre o jogo, vi um Galo extremamente dedicado à marcação (sempre impulsionado pelas quase 47mil pessoas que lotaram o estádio) enquanto teve pernas. O gás terminou aos 20min do 2º tempo. O jogo estava 3×1 e, por pura falta de pernas de alguns jogadores, o galo tentou administrar. E uma coisa que não se pode fazer jogando contra esse time do Santos é “administrar” o resultado. Eles fizeram o segundo e poderiam ter empatado. Aranha, gol keeper atleticano, teve mais uma boa atuação.

O resultado de 3×2 pode ser considerado por muitos como ruim para o Galo pois uma vitória simples do Santos no jogo de volta seria o bastante para o time paulista se classificar. Porém, não podemos esquecer que o galo venceu o time da moda, que vem encantando gregos e baianos. Venceu porque marcou muito bem durante 65 minutos e se defendeu suficientemente bem pelos outros 25 minutos.

Mas a torcida, se não tem o mesmo colorido e imaginação que a torcida tricolor tem, pelo menos, tanto entusiasmo quanto. Os dois tempos foram assistidos em pé por todo o estádio. Ninguém pedia para o da frente sentar. Fiquei imaginando o que serão os jogos do Brasil na Copa de 2014…Depois do segundo gol santista, houve um período de silêncio e insegurança, mas logo a torcida tornou a cantar e apoiar o time. Que saudade dos tempos de libertadores e dos jogos finais do Brasileirão do ano passado, quando nossa torcida deu verdadeiro show de apoio irrestrito e incondicional, enchendo o Maracanã com mais de 60mil pessoas por jogo. Se queremos vencer o Grêmio amanhã, precisamos recuperar essa vontade suprema de levar o time em nosso colo até a vitória. Tal qual a torcida atleticana fez hoje.

Um Técnico de primeira

E um time de primeiro…tempo!

Torcida Tricolor,

Aguardava quase ansioso a confirmação de Muricy Ramalho pois somente uma contratação dessas pode justificar a decisão tomada pela diretoria de demitir Cuca. E esta confirmação aconteceu na noite de domingo. Prefiro pensar que o vai-e-vem dos últimos dias não passou de um teatro preparado para não ferir os sentimentos do técnico que saiu. Mas a opção Muricy, dentro de um novo contexto de organização e estrutura (o Flu-Barra vai sair enfim!) me parece mais do que ótima.

Explico: ano passado, quando iniciamos o ano com Renê ”Super Mario” Simões no comando e o desempenho do time não era bom, escrevi uma coluna defendendo que sua substituição só deveria ser feita se fosse por um técnico “top five”. E o contratado foi Carlos Alberto Parreira que, em minha opinião, continua figurando nesta lista aqui no Brasil, junto a Muricy, Luxemburgo, Mano Menezes e Felipão. Todos sabemos que Parreira não funcionou, até porque sua proposta não trazia em seu bojo uma busca por títulos no curto prazo, coisa que nossa torcida (incluindo eu) não conseguimos digerir. Entramos numa crise gigantesca e Cuca, quando foi contratado, já o foi pensando em como organizar o time para a segundona, destino considerado como certo para muitos naquele momento, o que graças a Deus não aconteceu.

A situação atual é absolutamente semelhante. Cuca não conseguiu que o time reeditasse as atuações arrebatadoras das ultimas 10 ou 12 rodadas do Brasileirão, quando conseguimos uma salvação do rebaixamento considerada impossível pela maior parte do país. Os reforços contratados (supostamente indicados ou aprovados pelo técnico) não melhoraram o desempenho do time, ao contrário, prejudicaram. Apesar de atuações consideradas razoáveis contra times de menor investimento, os jogos decisivos do Carioca, os clássicos, foram quase todos perdidos.

Voltando algumas semanas no tempo, quando Muricy foi demitido do chiqueiro, rapidamente apareceu na mídia o interesse do Fluminense em sua contratação. Era um nome de peso e com currículo muito melhor que o de Cuca. Mas como este ainda estava prestigiado por conta do resultado obtido no Brasileiro, a negociação ficou em banho maria. Com a eliminação da Taça Rio, uma decisão precisava ser tomada: vamos com Cuca até o fim do ano ou vamos retomar a negociação com o Muricy?

Confirmada a contratação de Muricy, devo concordar com a decisão da diretoria. Um time que se propõe a ser campeão precisa de um técnico com este espírito. Cuca é muito bom técnico mas ainda não conseguiu emplacar a fama de vencedor. Vínhamos de uma vitória fora de casa sobre a Lusinha e a classificação para a próxima fase na CB, se não era certa, era muito provável. A hora de abrir espaço para a substituição era essa!

Sobre o jogo, ficou mais uma vez evidente (publicado em todos os jornais) a queda de desempenho do time no segundo tempo. Isso aconteceu diversas vezes ao longo do campeonato carioca (incluindo aquele inesquecível Fla x Flu) e dessa vez quase colocamos uma classificação tranquila em risco. O novo técnico terá que abordar esta questão o mais rapidamente possível, pois os problemas táticos são bem menores.

Enfrentaremos agora o Grêmio, que está disputando uma decisão de estadual. Sem duvida, um time mais forte que a Lusa mas com um nível de desgaste maior também.Temos que aproveitar esse desgaste com inteligência no primeiro jogo. E espero que o novo técnico já esteja trabalhando nisso.

Em tempo: Muricy começou com o discurso certo: “Vi o jogo do Grêmio, que é nosso próximo adversário. Nesse priemiro momento só vou dar continuidade ao trabalho do Cuca. Mexer em alguma coisa somente depois da Copa”. Tomara que depois da Copa estejamos disputando a final da Copa do Brasil…

Saudações Tricolores

Política e Economia

O que está por trás da eleição do Clube dos 13

Torcida Tricolor,

Já há algum tempo procuro não ser mais um “Pollyanna” nem uma “Hiena Hardy”. Ou seja, nem faço o “jogo do contente” e me satisfaço com tudo que leio e escuto – simplesmente aceitando as coisas como elas são e procurando o lado positivo de tudo – nem fico sendo aquele pessimista chato, que acha que tudo está errado e que nunca nada vai ser bom.

Dito isso, gostaria de fazer uma análise sobre a recente reeleição de Fabio Koff para a presidência do Clube dos 13. Me apresso a dizer que não sou um insider, não tenho nenhum amigo influente em lugar nenhum que me dê alguma informação privilegiada sobre o assunto. Faço essa análise com base em tudo que li ao longo das ultimas semanas em jornais, blogs, comunidades e afins do cybermundo.

O que estava em jogo nesta eleição, como em quase todas as eleições para qualquer cargo, era dinheiro e poder. Em princípio, poderia ser questionada a candidatura da situação, tendo em vista que seria seu sexto mandato, quase se configurando uma ditadura. Porém, a opção da oposição, apresentando uma chapa com Kleber Leite era bastante emblemática.

Kléber tem sua origem profissional na mídia (era repórter esportivo de radio) e conhece muito bem os meandros desse mundo. Associou este conhecimento a um espírito empreendedor e a alguma falta de escrúpulos e se fez grande. Seus negócios envolvendo propaganda em estádios, negociação de jogadores e, principalmente, o ninho dos urubus, lhe permitiu “galgar parâmetros” e virar gente grande. Kleber aposta em um modelo para o futebol nacional com três ou quatro marcas nacionais (Fla, Coringas, Bambis e talvez Porcos) deixando os outros clubes apenas como marcas regionais.

Não se iludam: muita gente grande dentro da CBF e da Vênus Platinada concordam com essa tese. Segundo essas pessoas, trata-se de um movimento inexorável e que o futebol brasileiro tende ao modelo de organização europeu, onde cada país tem 2, 3 ou no máximo 4 grandes forças. Esses clubes tem fontes de financiamento na televisão, jornais e federações totalmente diferentes dos demais clubes.

Não que Fabio Koff seja um anjo, digno de processo de beatificação. Nem de longe. Mas seus 5 mandatos foram caracterizados pela defesa, dentro do possível, dos interesses dos demais times formadores do C13, procurando reduzir ao máximo as diferenças de remunerações, não permitindo que as diferenças ficarem maiores do que já são e emperrando o processo de implantação desse modelo.

As pressões para o estabelecimento do “modelo europeu” têm sido enormes e por isso causou estranheza a mudança de posição do Palmeiras e Flamengo, que aparentemente poderiam ser beneficiados. Não se entende o jogo daqueles outros 6 clubes que apoiaram a candidatura de oposição. Difícil saber o que foi oferecido a eles. Mas a CBF não teve o menor pudor em ressurgir com a velha pendenga da Taça das Bolinhas logo depois do resultado da eleição, somente para registrar que foi a atual administração mulamba que “perdeu a taça”, em represália ao apoio que Patricia Amorim, presidenta mulamba, deu a Fabio Koff.

Enfim, jogo muito pesado, duro e bastante desonesto. Para nosso bem, Horcades resistiu à tentação e votou com Koff, sendo, inclusive, acusado de traidor. Mas acho muito melhor ele ter traído os interesses de Kleber Leite e Ricardo Teixeira do que os interesses do Fluminense.

Que fique claro o quão importante é nosso movimento interno de modernização e organização profissional do futebol. Existe uma guerra importantíssima sendo travada no Brasil e estamos no segundo time, onde nunca deveria ser nosso lugar.

Em tempo: Importantíssima vitória sobre a Lusinha. Mas é muito óbvio que ainda não encontramos um parceiro para Fred. Alan ainda alterna demais e não prepara o jogo para o artilheiro. Essa é nossa prioridade máxima para o brasileiro.

Em tempo 2: Tenho até vergonha de comentar o caso Dalton. Recentemente um jovem talento dos Bambis, o Oscar, tentou fazer algo semelhante e teve que voltar com o rabinho entre as pernas para o clube. Aqui não importa amor à camisa ou quetais. Aqui é dinheiro! Imagina algum clube, mais sério e estruturado do que o nosso, chegando no empresário do Dalton e dizendo: “pago um terço do valor da rescisão de contrato dele para você se conseguir tirar ele do Flu a custo zero. E mais: triplico o salário do garoto!”. Amor à camisa? Basta o clube ser competente e profissional que ele voltaria com o rabinho entre as pernas.

Em tempo 3: Só o tricolor é tetra!

Saudações Tricolores

A dureza da realidade

Foi tudo um sonho, eu acordei…

Torcida Tricolor,

Encontrei meu primo botafoguense no domingo. Ele, muito respeitoso que é, disse que naquele dia estava proibido de falar sobre futebol. Aparentemente, estava demonstrando a educação que caracteriza nossa família. Mas o risinho sarcástico que se seguiu à frase denunciava seu deleite em proferir aquelas palavras.

Comecei com meu discurso tradicional de justificativas tolas e idiotas para derrotas de meu time de coração. Discorri sobre a paixão que o futebol desperta nas massas exatamente por ser o único esporte profissional onde o time mais fraco realmente pode vencer o time mais forte. Chamei a atenção para o fato de ser o torcedor de futebol o único torcedor que imagina que poderia fazer alguma coisa melhor do que algum daqueles profissionais que estão em campo. Ou mesmo que algum parente seu poderia fazer melhor, certeza essa estampada em frases do tipo “até minha mãe fazia”!

Encerrei dizendo que a cachorrada agora corre o risco de serem campeões com uma de seus piores times dos últimos anos. E confesso que estou torcendo para isso. Prefiro os foguetes campeões depois de 3 derrotas seguidas em finais do que o “Império do Mal” justificando sua existência e alcançando um imponderável e insuportável tetra-campeonato.

É fato que o juiz errou. Mas é fato também que alguns jogadores tricolores têm oscilado demais. No jogo de sábado, Gum não saiu com o resto da defesa (formando assim a famosa “linha burra”) e permitiu a Abreu abrir o placar. Julio César ainda não veio de Goiás. Decidiu vir de charrete. O que está em campo é a sombra dele, que veio de avião. Conca se escondeu em mais um clássico. Alan e Wellington não perdem uma oportunidade sequer de mostrar o quanto são jovens e instáveis. Mas a pior oscilação, sem duvida, foi a de Rafael. Teve tudo para sair consagrado do jogo. Mas as três bolas que os foguetes acertaram no gol, entraram! Nosso keeper não tem sido feliz.

Cuca tem sua parcela de culpa. Afinal, precisa perder a segunda semifinal para botar o Julio César no banco? Precisa perder a semifinal para voltar com a zaga que terminou o ano passado com alto desempenho? Teve a semana inteira para treinar o time e erramos uma linha de impedimento com 4 minutos de jogo!

Claro que temos que pensar agora no jogo contra a lusinha paulista. Afinal, é o que nos resta. Mas confesso que com as atuações decepcionantes que o time vem tendo, principalmente em jogos decisivos, meu entusiasmo tricolor esta bastante baixo. Eu e toda a torcida tricolor, queremos muito torcer pelo e vibrar com o time. Mas a fagulha precisa vir deles. Somente eles podem gerar na torcida um mínimo de confiança na recuperação da garra contagiante da reação do ano passado.

Em tempo: Os foguetes choram (característica secular deles) há quase 40 anos um título supostamente conquistado pelo Flu em cima deles com gol roubado (o lendário empurrão de Marco Antônio, em 71). Portanto, estamos quites. E não se fala mais nisso.

Saudações Tricolores

Conspiração tricolor

That’s all true…

Torcida Tricolor,

Não postei minha tradicional coluna semana passada. Estava possuído de raiva pela derrota para a turma do bacalhau. Fiquei irritado com o erro de substituição de Cuca (a terceira) e a infantilidade da falta feita por nosso zagueiro que já tinha um cartão amarelo logo depois dessa substituição, sendo expulso e nos deixando com somente um zagueiro disponível. Achei tudo idiota demais para ser verdade. Além disso, tivemos a posse da bola por muito mais tempo que os adversários mas não criamos nada. Conca pareceu não ter entrado em campo, Diguinho errou passes de meio metro e Alan perdeu as raríssimas oportunidades criadas. Enfim, uma lástima.

Porém, lendo os comentários em alguns post de comunidades do Orkut, um “louco” cogitou a hipótese da derrota ter sido proposital, já que interessaria ao Flu que o “império do Mal” enfrentasse ao Vasco e não ao América nas semifinais. Achei a teoria tão doida quanto às vistas nos melhores filmes holiudianos, tipo Conspiração Tequila ou Teoria da Conspiração. Mas tal qual um roteirista de cinema, me pus a pensar nessa hipótese. E convido você a entrar em minha viagem.

Cena um: madrugada do dia 17 para dia 18 de abril. O Fluminense retorna de Uberaba, depois de vencer o time local e garantir sua classificação antecipada para as oitavas de final da CB. Dentro do ônibus, o general Cuca, exímio estrategista, conversa com o presidente Horcades:
- Presidente, tudo indica que meus antigos patrões irão fazer de tudo para conseguirem o título carioca. É fundamental para as finanças deles garantir esse caneco. Mas temos uma chance de complicar a vida deles: é garantirmos nossa segunda colocação no grupo, de forma a enfrentarmos a cachorrada, que já está na final e, portanto, menos motivada. Além disso, a vitória sobre eles foi nossa única vitória em clássicos esse ano. Para isso, precisamos monitorar cada passo deles e jogar com o regulamento debaixo do braço. Concorda?
- Hummmm

Cena dois: Fluminense enfrenta o Resende e os mulambos enfrentam a cachorrada no dia 21. Com nossa vitória, ficaríamos 1 ponto na frente deles mas não poderíamos perder pois vínhamos de uma empate com o América. Assim, uma vitória pela diferença mínima era o mais prudente. Fizemos dois gols, mesmo o time apresentando uma certa apatia. Cuca pede para o time tocar a bola e deixar o tempo passar. A torcida pedia uma atuação “padrão Santos de qualidade”, com muitos gols e dancinhas. Nosso general está focado no título. O adversário marca um gol e quase nosso general grita de alegria. E fala no vestiário em alto e bom som, para quem quiser ouvir:
- Dança melhor quem dança por ultimo. O “Imperio” está sendo ajudado por essa estranha confusão dos ingressos do Maracanã. Mas tudo bem, queremos ser segundos do grupo. Vamos reclamar mas nada de atrapalhar os caras.

Cena três: Nosso “General Patton” do futebol percebe a crise nos bacalhaus após uma inacreditável derrota para o Olaria. Ele trava o seguinte diálogo com nosso presidente:
- Presidente, de nada irá adiantar nossos esforços se o Mequinha tomar a vaga do Vasco. Eles nunca conseguirão derrotar o “Império” nas semifinais. Precisamos ajudar o Vasco a garantir essa segunda colocação. Demos “mole” quando empatamos com o Mequinha e esse ponto tá fazendo diferença para eles agora. É nossa responsabilidade ajudar a turma da colina. Vamos ficar atentos à rodada do meio da semana para ver como fica.

Cena quatro: depois da derrota inusitada e desastrosa dentro de São Januário para o quase rebaixado Americano, os bacalhaus demitem seu técnico. Fizemos nossa parte e vencemos o Madureira pelo mesmo placar que os mulambos venceram o Tigres. Assim, continuávamos na segunda colocação do grupo por apenas um gol de diferença no saldo. O “Senhor dos Anéis” futibolístico conversava com seu habitual interlocutor, ainda no vestiário:
- Essa derrota dos bacalhaus não estava em nossos planos, senhor presidente. Fazer o Vasco chegar em segundo agora será muito mais difícil do que imaginávamos. Não nos resta outra alternativa: vamos perder o clássico. Sei o quanto nossa torcida gostaria de uma vitória, mas nosso objetivo para as semifinais precisa ser alcançado. Não agüento mais pedir para o time tirar o pé do acelerador no segundo tempo. Tá dando muito na pinta!Vou escalar uma zaga lenta, ótima para o Phillipe Coutinho deitar e rolar e vou pedir pro Conca lembrar de todos os bons momentos que ele passou na colina. Assim ele fica nostálgico, vai ficar pensando em algum tango o jogo inteiro e não vai jogar nada. Acho que essa vitória poderá levantar o moral deles para o ultimo jogo. O que lhe parece?
- Hummmm

Cena cinco: depois da vergonhosa derrota por 3 x 0, que só saiu depois que o “Rommel” tricolor substituiu o zagueiro mais rápido, deixando o zagueiro mais lento e já com um cartão em campo, pronto para ser expulso (e realmente o foi), ele chega na coletiva e afirma:
- Seremos campeões.

Muitos pensaram ser bravata, mas a “raposa do deserto” sabia o que estava fazendo. Deu novo ânimo aos esfacelados bacalhaus e ainda salvou a terceira camisa deles do estigma de ser perdedora. Seu plano seguia de vento em popa. E nosso presidente refletia sobre o assunto, assim se manifestava:
- Hummmm

Cena seis: vencemos o Macaé com alguma tranqüilidade, os mulambos, com o time reserva venceram o pessoal de Friburgo e nosso grupo estava resolvido como planejado. Já no grupo de lá o Mequinha insistia em tentar atrapalhar tudo e venceu seu jogo. Aos bacalhaus só restava a vitória para se classificar. Fizeram de tudo para se enrolar com o Duque de Caxias mas a incompetência do pessoal da baixada, que está brigando contra o rebaixamento no campeonato carioca (isso é o fundo do poço!) foi maior e tomaram um gol nos últimos minutos de jogo, o que garantiu o cruzamento planejado por nosso “guru da estratégia”. No Maracanã, dentro do vestiário, ouvimos os seguinte diálogo:
- É chefe, conseguimos! Ficamos em segundo lugar com alguma facilidade e vamos enfrentar a cachorrada, já com Fred de volta e sem nenhum desfalque por cartão. Já o “IM” vai enfrentar o Vasco, e jogo de muito maior pressão para eles do que seria se fosse o Mequinha. Com um pouco de sorte, os bacalhaus vencem e poderemos fazer com eles a mesma coisa que a cachorrada fez (perdeu de goleada a primeira partida e venceu a partida final do título da TG). Continuo dizendo que seremos campeões, certo?
- Hummmmm

Cenas dos próximos capítulos no dia 10/04, às 18:30h, no Maracanã.

Em tempo: É claro que isso tudo é fruto de minha imaginação. Qualquer relação com a realidade é mera coincidência.

Saudações Tricolores

Caminho pavimentado

Mas Ambev é que movimentou a semana

Torcida Tricolor,

As vitórias sobre o Uberaba, garantindo a classificação antecipada para as oitavas de final da CB, e sobre o Resende, nos deixando em ótima posição na tabela de nosso grupo na Taça Rio, não encheram os olhos. De fato, não apresentamos, em nenhuma das duas oportunidades, um futebol convincente. Mas fomos extremamente eficientes e isso é o que importa. Poucos foram os times, na história, que foram campeões cariocas ou mesmo da CB jogando bem todos os jogos. São campeões aqueles que vencem mesmo jogando mal. E isso estamos conseguindo.

Como nota triste, a mais nova contusão de Fred ainda no primeiro tempo do jogo em Minas. No momento em que o “Império do Mal” e seu líder mostram sua face mais obscura, nosso artilheiro precisava estar retomando o caminho dos gols para colocar uma pulga atrás da orelha de Dunga. Talvez fosse sua ultima esperança de estar na Copa do Mundo. Mas definitivamente a sorte não está do lado do nosso artilheiro e uma estranhíssima contusão num músculo pra lá de escondido tira ele dos campos por mais duas semana pelo menos. Ô vida marvada!

Mas dois assuntos extra-campo agitaram o laranjal esta semana. O primeiro surgiu nas declarações de nosso técnico Cuca, supondo um possível movimento de favorecimento da mulambada no caso “ingressos do Maracanã”. Ele comentou que achava estranho nosso jogo contra o Resende ser transferido para Volta Redonda e que previa uma solução para o caso antes do próximo jogo do “império” de forma que eles poderiam jogar no Maraca na quarta-feira (o que aconteceu). Tudo normal, já estamos acostumados a essas suposições a trabalho nos bastidores. O que causa estranheza é que desta vez, quem levanto a lebre o Cuca, que estava lá, dirigindo o time do “IM” há cerca de um ano atrás e que deve saber exatamente como a coisa funciona. Yo no creo em brujas pero…

O segundo assunto, mais palpitante que o primeiro, foi o anuncio da parceria Ambev / Fluminense. Os valores não são significativos (R$3,75M ao longo de 5 anos de contrato) mas é bastante importante e emblemático. Afinal, é a primeira vez que uma outra marca que não seja a Unimed consegue se aproximar do tricolor. Lembramos, inclusive, que não conseguimos o ônibus ultramoderno da VW para transporte de nosso time porque nosso patrocinado máster exigiu que sua marca fosse estampada na carroceria do ônibus, imposição esta que o fabricante não acatou. Fica a prova que podemos encontrar alternativas de patrocínio, caso a parceria com a Unimed tenha que ser terminada por qualquer motivo que seja (não que eu queira que ela termine). E mais: o projeto proposto pela Ambev tem como foco principal a torcida, apoiando e promovendo as festas maravilhosas que temos montado no Maracanã.

A Ambev já desenvolve projetos semelhantes com outros 5 clubes no Brasil (salvo engano). Apresentou o projeto tricolor inicial para gerentes de alguns dos principais sites dedicados ao Flu e pediu suas contribuições para seu aprimoramento constante. Também já se reuniu com as lideranças de algumas torcidas para tratar do assunto. Ou seja, uma abordagem totalmente diferente de todos os projetos de marketing associados a futebol vistos até agora, propondo mais que uma aproximação, uma associação com seu público-alvo.

Apesar de sua enorme dívida, temos mais uma prova que o Fluminense é viável sim! Com responsabilidade e capacidade de gestão, é possível promover uma revolução administrativa no clube. Muitas matérias em veículos especializados têm mostrado como nosso mercado de futebol tem crescido junto com nossa economia e como alguns jogadores pensam em retornar ao país, principalmente com a crise financeira dos maiores clubes europeus. Essa é a hora da virada. Se continuarmos errando perderemos miseravelmente o bonde da história e outros clubes, hoje apenas regionais, tomarão nosso espaço de clube nacional, construído com tanto esforço e competência ao longo de nossos mais de 100 anos de história.

Em tempo: quem quiser saber mais sobre a parceria com a Ambev, leiam os comentários de Beto Meyer, meu companheiro de blog no TT, pelo link http://torcidatricolor.com.br/blogs/betomeyer/2010/03/21/a-ambev-e-o-fluminense/

Saudações Tricolores

O fim da história

Esta semana recebi (por mais duas vezes) um e-mail com aquela história de um professor americano que propõe uma experiência “comunista” em sua matéria, aplicando a média das notas nas provas da turma para todos os alunos. Para quem ainda não recebeu, segue abaixo o conteúdo do e-mail. Se você já leu, pode pular esta parte em itálico:

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha uma vez reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.


O professor então disse: “OK, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas em testes.”


Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam “justas”. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém repetiria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um A… Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam Bs. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.


Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média dos testes foi D. Ninguém gostou. Depois do terceiro teste, a média geral foi um F. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.


A busca dos alunos por ‘justiça’ tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram…Para sua total surpresa.


O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
Conclusão: “Quando a recompensa é grande”, disse ele, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros, sem seu consentimento, para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

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“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.” (Adrian Rogers, 1931)

Este texto já circula ha algum tempo na internet e, por isso, já tive algum tempo para refletir sobre ele. Estou longe de defender o comunismo, como vocês bem sabem. Mas acho que vale a pena pensar em algumas coisas, antes de simplesmente achar esse exemplo “o máximo”:

1) A primeira e mais óbvia questão é que a decisão de dar notas se restringiu a apenas uma matéria. E se todos os professores, de todas as matérias, decidissem fazer o mesmo? Talvez aqueles alunos que são fracos ou não estudassem a matérias “X” fossem bons e estudiosos na matéria “Y” e vice-versa. Se isso ocorresse, a maior parte dos alunos não ficaria chateada entre si, pois haveria uma troca de capacitações, ou melhor dizendo, “uma mão lavaria a outra”. Gerando insatisfação, restariam apenas aqueles que não são bons em nada e aqueles que são bons em tudo. E em qualquer organização social, os realmente “piores em tudo” acabam sendo “excluídos” dos grupos. E os que são “melhores em tudo” são reconhecidos por seus colegas. Note bem que este reconhecimento será feito pelo grupo, pois os colegas “medianos” percebem a grande contribuição para suas notas conseguidas pelos “melhores”.

2) A proposta de comparação de “notas” com “receitas” é argumento típico capitalista e dentro de um modelo comunista ou socialista perde seu sentido. Somente no regime capitalista medimos o “valor” de uma pessoa por seu resultado financeiro. Ou seja, você é tão bom ou tão ruim quanto for sua remuneração, seu patrimônio acumulado. Valores morais e éticos valem muito pouco nessa estrutura. Assim, dedique-se àquilo que dará dinheiro. Madres Teresas e Zildas Arns serão poucas, muito poucas. E aqueles que pensarem em seguir seus passos serão sempre desincentivados, já que isso “não trás dinheiro”. Notas são avaliações de desempenho e não apenas de provas. Qualquer professor (que tenha bom senso) sabe que a nota final de um aluno reflete um conjunto de indicadores e não apenas o resultado da prova. De certa forma, sua remuneração também vai depender de uma série de indicadores, mas em sistemas sócio-econômicos diferentes, os indicadores também serão diferentes.

3) Propor que, graças ao regime de notas “comunista” implantado os melhores alunos não estudariam mais, levando a média da turma para F, é de uma falácia incrível. Quantos de nós tiveram experiências em trabalhos de grupo ou mesmo dentro de nossas atividades profissionais, onde o grupo “carregava” alguns componentes menos dedicados? Claro que muitas vezes ficamos muito chateados com esta situação. Mas fazemos o trabalho de qualquer maneira, pois o resultado é mais importante do que se fulano ou sicrano estão ajudando ou não! Propor que o regime comunista leva ao caos (discussões por toda a parte) e a ninguém fazer nada não é racional.

4) A alusão aos impostos e distribuição de renda na conclusão do texto é argumento utilizado pelo partido republicano nos EUA há quase dois séculos e não é possível que alguns não tenham percebido seu anacronismo. Em tempos de Obama e seu novo sistema de saúde, essa discussão parece mais viva do que nunca. O estado deve e precisa lutar por gerar condições dignas de vida para todos os seus habitantes. Quanto mais rica e generosa for a sociedade, melhores serão essas condições mínimas. Não se trata aqui de defender o “bolsa família” que tem vícios eleitoreiros insuportáveis. Mas não podemos conviver com miséria, analfabetismo e problemas de saúde por todo lado. E já percebemos que o “mercado livre” é absolutamente incompetente para resolver esta questão. A “mão invisível” da Adam Smith nunca funcionou e é tão utópica quanto a sociedade perfeita de Carl Marx.

Por fim, a citação de Adrian Rogers é o “tiro no pé” final. Trata-se de uma pastor conservador batista, nascido em 1931 e morto por câncer e outras complicações em 2005 (fonte: Wikipédia). Esse trecho foi retirado de um sermão realizado em 1984 (e depois publicado em um de seus livros em 1996). Portanto, quem intencionalmente divulgou como sendo um texto de 1931 no intuito de mostrar o quão antiga era esta visão, estava simplesmente tentando enganar seus leitores. Além disso, Rogers representava o que mais de conservador tem a sociedade norte-americana, o que enfraquece qualquer defesa de seus argumentos. Por ultimo, “é impossível multiplicar riqueza dividindo-a” é argumento de impacto mas completamente insólito. Basta ver os casos dos tigres asiáticos, que multiplicaram riquezas depois de investirem em educação e saúde públicas.

Não acredito no comunismo como sistema de organização socio-econômica. Mas acredito num mundo muito mais solidário do que os conservadores americanos propõe. E decidi por escrever esse longo post por acreditar que não podemos nos render a esse discurso sem pararmos para refletir. Além disso, precisamos ter muito cuidado sobre as coisas que recebemos em nossa caixa de e-mail e simplesmente repassamos…

Nítida falta de peças

Ontem faltou elenco

Torcida Tricolor,

A vitória sobre o Confiança, no meio da semana, carimbou nosso passaporte para a próxima fase da CB, mas nem de longe nos deixou tranqüilos. Demoramos muito para encontrar nossos dois gols, isso enfrentando um adversário não mais do que organizado. Isso, por si só, já deixou a toda a torcida algo apreensiva com relação ao jogo de sábado, contra o time do “peixe” Romário, o valoroso Mequinha.

Entramos em campo, no sábado, com muitos e importantes desfalques. Conca (expulso na partida anterior), Diguinho (problemas particulares) e Julio César (contundido) não jogaram. Equi Gonzáles, que seria o substituto natural de Conca, está retornando de uma artroscopia no joelho. Maicon foi vendido e Wellington teve problemas estomacais antes do jogo. Dieguinho, reserva natural do JC tinha jogado na quinta-feira pelos juniores e por isso Cuca achou melhor começar com o improvisado Tiaguinho. Para completar o quadro, o mais uma vez ruim Luis Antonio da Silva (vulgo “indio”) terminou de estragar tudo ao expulsar de forma muito exagerada o que restava de nosso meio de campo titular (Everton) e outro jogador do América. Ou seja, ficamos sem uma lateral esquerda produtiva, tínhamos um meio de campo acéfalo (Marquinhos foi somente esforçado) e um ataque prejudicado.

Tivemos um primeiro tempo ruim e um segundo tempo menos ruim. As substituições de Cuca no intervalo surtiram pouco efeito para o desempenho do time. No final das contas, o empate saiu barato! Além disso, para o campeonato o prejuízo é muito pequeno, pois dificilmente não nos classificaremos para as semifinais, que é quando esse campeonato realmente começa. De importante mesmo fica a conclusão que nosso elenco é bastante limitado. Se minimamente conseguimos resolver a questão de reserva para o Fred com a contratação do André Lima, ficou a certeza que ainda não temos (pelo menos não disponível no momento) alguém que substitua Conca e Maicon. Basta dizer que contra o Confiança Fred teve umas 6 oportunidades de gol (converteu apenas duas – média baixa para um artilheiro do calibre dele) enquanto contra o Mequinha, teve apenas duas e não converteu nenhuma. Se nosso artilheiro aproveitasse mais as oportunidades e com essa “fase” do “império da bandidagem”, as chances de ir à Copa talvez aumetassem…

Vamos para a segunda fase da CB com alguma insegurança. O “time de guerreiros” ainda não voltou por completo das férias (teve alguns poucos espasmos). Só perdemos uma partida esse ano, mas a maior parte dos adversários não deveria entrar em nenhuma estatística. Por isso, Cuca terá muito trabalho no vestiário para resgatar o espírito vencedor.

Em tempo 1: essa história de “império mulambo do amor” tinha uma conotação meio marqueteira. Mas depois da bitoca do Willians no Philipe Coutinho, a coisa descambou definitivamente para a homosexualidade.

Em tempo 2: Excelente o video de Thiago Brito e Edu Rocha, feito em inglês para explicar para o mundo o que é a torcida tricolor – http://www.youtube.com/watch?v=9veU9AvMx_o

Saudações Tricolores

Jeitinho Carioca

Choveu muito no rio na ultima noite de sábado. Segundo a meteorologia, chuveu numa só noite toda a água esperada para o mês de março inteiro! Mas ai em baixo fica o registro do jeitinho carioca de enfrentar as adversidades.

Baixo Gáve Debaixo D\'água