Archive for the ‘Sem categoria’ Category
Semana para entrar na história!
E vamos combinar: 4 anos é muito tempo…
Torcida Tricolor,
Tem coisas que só o Fluminense é capaz de fazer. Nesta ultima semana, por exemplo, fomos do céu ao inferno e retornamos ao céu em menos de 24h! Depois de uma excelente vitória sobre as raposinhas mineiras, chegamos ao topo da tabela, lugar que deveríamos freqüentar mas que, de fato, não alcançávamos desde 2006. Na manhã seguinte, o Brasil acorda com a notícia que Muricy Ramalho, técnico com grande contribuição para chegarmos a esta colocação, está tomando café da manhã com “il capo” Ricardo Teixeira e que seria o próximo técnico da seleção brasileira. O desespero se espalha por toda a torcida tricolor. Horas de angústia se sucedem até que vem o comunicado oficial da diretoria: Muricy não foi liberado pelo clube e permanece técnico do tricolor. A angústia se transforma rapidamente em euforia e nossa torcida passa a acreditar no título brasileiro, na tríplice coroa nacional, tricampeonato da Libertadores, bi-campeonato mundial interclubes e por ai vai. Como este assunto esteve presente em todas as mesas de bar desde então, gostaria de fazer aqui algumas ponderações.
Em primeiro lugar, ficou clara a forma descortês e agressiva com a qual “Il capo” tratou o clube com o qual Muricy tem um contrato firmado. Mas a questão é: porque RT fez isso? Terá sido uma retaliação ao clube por seu voto na ultima eleição do Clube dos 13? Será que RT, tão acostumado a não ser contrariado, simplesmente achou que poderia fazer isso dessa forma? Ou será que na verdade foi mais uma jogada para jogar a imprensa (e, porque não, o Brasil) contra o Fluminense?
Explico: logo após o empate dos bambis contra os prudentes, saiu uma nota no Globoesportes.com que Adilson Batista havia recusado uma proposta para substituir o técnico Ricardo Gomes por já ter apalavrado com o Corintians uma possível substituição de Mano Menezes, caso este fosse convidado a ser técnico da seleção. E, com a recusa de Muricy, foi exatamente isso que aconteceu! Terá sido coincidência? Definitivamente, não acredito. O presidente do Corintians passou 40 dias com RT na África do Sul chefiando a delegação na Copa do Mundo. Acho pouquíssimo provável que não tenham conversado sobre técnico e Andres Sanchez já teria antecipado que toparia liberar o Mano. Isso para ser quase Poliana e imaginar que todos são corretos e honestos.
Pelos fatos que antecederam o convite e pela forma que foi feito, resta pouca duvida sobre uma real má intenção de RT nessa história. Talvez por que se sinta traído por Horcades, seu ex-cardiologista e amigo, alguém que ele ajudou a conseguir uma cadeira na FIFA e que se voltou contra ele na eleição do C13 exatamente por ter defendido os interesses do Fluminense.
Outro ponto a ser levado em conta é que Muricy sabe que quatro anos é muito tempo para um técnico sobreviver à frente da seleção. Jogando toda a responsabilidade para o Fluminense (claro que se ele realmente preferisse estar na seleção, ele conseguiria) nosso técnico encontrou uma saída honrosa para ficar mais 2 anos construindo o projeto de profissionalização do clube, recebendo mais do que a CBF havia proposto, conquistando mais alguns títulos e ficando à espera do desgaste natural que Mano sofrerá nesse período. Não que ele esteja torcendo pelo fracasso do Mano. Muricy é homem de grande caráter e não fará isso de jeito nenhum. Somente sabe que a possibilidade de Mano chegar à Copa como técnico da seleção é pequena.
No entanto, Muriciy e Fluminense terão que vencer muito mais do que as partidas de futebol, caso queiram realmente conquistar alguma coisa nesse campeonato brasileiro. As forças ocultas trabalharão em sentido contrário com todas as suas artimanhas.
Em tempo: lembram do Dunga? Agora a Globo está feliz! Foi exclusiva com RT, foi exclusiva com Mano…
Em tempo 2: jogamos mal contra a cachorrada, perdemos o Fred por contusão (de novo????), Belletti quase estreiou e Emerson jogou bola. Diguinho fez falta e o “Enchenão”, casa dos foguetes, tinha quase o dobro de tricolores. No mais, o empate foi bom (eles tiveram muito mais oportunidades de gol do que nós) e nos mantivemos no G4. Esse campeonato só vai ser decidido nas ultimas 3 ou 4 rodadas. Precisamos nos manter lá em cima para não perder contato com o grupo mais forte. Mas não em primeiro lugar.
Em tempo 3: Muricy, Deco, CT, reforma da sede social…último ano de mandato é tão bom que o clube deveria ter eleições todo ano!
Saudações Tricolores
Ultimo gol do Pelé
Depois de uma atuação absolutamente dentro do esperado da seleção do Dunga, segue uma belíssima homenagem ao atleta do século, feita pela Vivo:
Saudações Tricolores
Ação de marketing
Galera,
Achei esta ação da Heineken simplesmente sensacional!
Vejam o filme e, se gostarem, comentem.
Saudações Tricolores
Show do intervalo
Esta será a Copa mais longa da história
Torcida Tricolor,
Fechamos com chave de ouro esta primeira fase do Brasileirão! Quatro vitórias em seqüência, atuações sólidas e o terceiro lugar na tabela. Há muitos anos o Flu não ficava no G4 por mais de um mês. Agora, forçosamente, vai ficar…
A vitória sobre o Vitória, em meio a mais uma bela festa no Maraca (que não foi maior e mais bonita novamente devido à incompetência comercial de nosso clube), foi “pedra cantada” em nossa última coluna. E a noite de sábado nos reservava uma belíssima atuação contra o Avaí em seus domínios, onde não perdia há 25 jogos. Apresentamos a mesma atitude da “Grande Reação” de 2009, mas, principalmente, mostramos uma evolução tática importantíssima (o que valoriza o trabalho de Muricy). Lembro que, com esses mesmos jogadores (somente o lateral esquerdo Carlinhos é novidade) tivemos um inicio de ano no máximo mediano. O “encaixe” encontrado por Muricy permitiu a jogadores melhorarem muito seus desempenhos, casos de Leandro Eusébio, Diogo e Marquinhos.
Acredito que esta intertemporada causada pela Copa do Mundo transformará o campeonato. Os clubes de maior investimento irão se reforçar e terão tempo para treinar seus grupos. Muitos clubes que estão surpreendendo agora, casos de Ceará e Guarani, não terão tantas oportunidades de se reforçarem. Assim, acredito que teremos 31 rodadas equilibradíssimas, com 5 ou 6 equipes disputando o título a cada ponto. Destaque para São Paulo e Internacional que ainda jogarão 2 ou 4 jogos pela Libertadores e para os clubes que disputarão a Copa Sulamericana, estando mais expostos a desgastes físicos e emocionais.
Neste ambiente, onde cada ponto será muito suado para ser conquistado, a atuação nos bastidores será fundamental. Chama a atenção que os gambás paulistas já contabilizem erros decisivos de arbitragem a seu favor em quatro dos sete jogos realizados sem nenhum erro decisivo que os desfavorecessem. Chama ainda mais a atenção a reação do técnico deles que, só por ter ouvido falar que houve algum erro de arbitragem favorecendo o Flu no ultimo jogo, se apressou em “cutucar” nosso técnico. Como diria José Carlos Vilela, representante tricolor nas federações por muitos anos, “futebol é um esporte que se vence, inclusive, dentro de campo”.
Em tempo: durante este período de Copa não serei tão regular com a publicação da coluna, mas se surgir algum assunto que seja realmente importante para a nação tricolor, ela se fará presente. Volto com o Brasileirão, dia 14/07. Em meu blog continuarei a postar sobre outros assuntos ou mesmo sobre a Copa.
Em tempo 2: Deco e Conca no meio de campo servindo Fred e mais um no ataque…será que é pedir demais papai do céu?
Em tempo 3: Parece que o CT da Barra melou mesmo. É o destino nos empurrando para Xerém, onde já devíamos estar há muito tempo!
Saudações Tricolores
Efeito Muricy
Vitória realmente entusiasmante

Crédito: Paulo Roberto Granja
Torcida Tricolor,
Duas vitórias maravilhosas em seqüência mudam o humor de qualquer torcedor, até mesmo o desse que aqui escreve. Em primeiro lugar, temos que admitir que Muricy Ramalho conquistou, semana passada, seu primeiro título com a camisa tricolor. Afinal, vencer a mulambada tem sabor de título sim! Principalmente porque fomos superiores técnica e taticamente por quase toda a partida. Os gritos da torcida ao final da partida – “Ah! Nós temos técnico!” – em direta alusão ao técnico eternamente “interino” dos mulambos, traduzia a felicidade e o respeito pelo comandante tricolor. Nossa atuação foi tão superior que sequer conseguimos dar oportunidade do juiz mulambo dar sua tradicional mãozinha (ou seria sopradinha) amiga.
Movidos por esta vitória, chegamos a BH para enfrentar o atual campeão mineiro. Cabe ressaltar que aqui chamam o torneio local de “campeonato rural”, dado à grande quantidade de times do interior do estado, quase todos eles maiores e melhores que os times do interior do RJ, diga-se de passagem. Mas o fato é que iríamos encarar o galo campeão, com o incensado Luxemburgo no banco e precisando de uma vitória, pois perdera para o Vitória na rodada anterior.
Como estamos na era do conteúdo (e não da informação), nossa imprensa se apressa a encontrar assunto (ou pauta) e alguém saca uma estatística que em 17 jogos entre times dirigidos pelos dois duelistas, nosso comandante havia vencido 10 e perdido apenas 4, com 3 empates registrados.Por outro lado, o Flu não depenava o galo no Mineirão havia 5 anos (lembrando que neste período o galo esteve um ano na Série B). Por fim, tínhamos Fred em campo, que sempre marca gols em jogos no Mineirão.
Bom, o resto é história. Com toda essa sopa estatística pronta, começamos o jogo tomando um gol logo aos 2 minutos mas reagimos de forma soberba, dominamos todas as ações e viramos o placar para 3 x1, registrando uma importantíssima vitória fora de casa. Após 3 boas partidas (contra Corinthians, Flamengo e Atlético) e duas vitórias, ficou nítida a subida de produção de diversos jogadores. Mas é necessário ressaltar que agora usamos as duas laterais do campo, já que Mariano (nosso lateral direito) agora tem Carlinhos (na lateral esquerda) alternando as jogadas com ele.
Muricy substituiu Cuca em meio à uma grande discussão, já que o segundo vinha fazendo um trabalho considerado como bom por boa parte dos torcedores, apesar de não ter conseguido chegar a nenhuma final de turno no campeonato carioca. Muricy, com um mês de trabalho e praticamente os mesmo jogadores (exceto Carlinhos e Rodriguinho que chegaram recentemente), já começa a mostrar a diferença que existe entre os técnicos. Não lembro de nosso time jogar pressionando o adversário no campo dele, estando no Maraca ou na casa do adversário, como tem feito esse time. Ponto pro técnico!
Cabe lembrar que muitos consideraram a vitória sobre o galo no Maraca ano passado como o marco inicial da impressionante recuperação que tivemos no Campeonato Brasileiro, evitando o rebaixamento. Podemos dizer que naquela noite se deu o nascimento do “time de guerreiros”. Obviamente todos os 11 jogos daquela recuperação foram fundamentais, mas outro jogo importantíssimo foi aquele contra o Vitória, também no Maraca, logo depois de sofrermos uma alucinante goleada da LDU, no primeiro jogo da final da Sulamericana. Mais de 500 torcedores, em cena memorável, receberam os jogadores no aeroporto, cantando e apoiando, dando toda a energia necessária para que vencêssemos o jogo contra os baianos. Quis o destino que este ano os jogos contra esses dois adversários se dessem em seqüência. E a torcida se prepara para (mais) uma linda festa no Maracanã, já que este deve ser o ultimo jogo do Flu antes de serem iniciadas as obras para a Copa do Mundo. Uma nova vitória seria, realmente, um excelente presságio…
Em tempo: Mano Menezes ouviu, de novo, que os juízes estão ajudando o Corinthians e disse para que os outros cuidassem de suas vidas. Mas em cinco partidas conquistar duas vitórias depois de erros da arbitragem é no mínimo curioso. Como também é curioso não ter sido registrado nenhum erro de arbitragem decisivo contra eles nas cinco partidas. Esse mundo da bola nunca será sério…
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
Será vingança?
Ecos da eleição no clube dos 13
Torcida Tricolor,
Aqui estou eu, direto de BH, sentado à mesa do Eddie Fine Burgers, tomando um dos melhores milk shakes de chocolate de minha vida. Em primeiro lugar, às favas com o regime! Em segundo lugar, esse pequeno manjar da culinária estadunidense com tempero mineiro me fez lembrar o Mels Drive-in, de São Francisco, onde bebi outro espécime espetacular dessa linhagem de acepipes em 1989. Bateu a nostalgia…
Mesma nostalgia que bateu quando li a entrevista que Francisco Horta concedeu a João Marcelo Garcez em seu blog (http://colunas.globoesporte.com/joaomarcelo/). Horta foi odiado por meu avô, na época (triênio 1975-1977) membro do conselho deliberativo do clube, por ter acabado com as finanças tricolores. Um clube sempre tão cioso de suas responsabilidades sociais, sempre um exemplo de disciplina e organização, nunca teve um presidente que o deixasse em condições de endividamento como Horta. E meu saudoso avô não o perdoava por isso. Ressaltando que, nessa época, os membros do conselho de administração também participavam da administração do clube e se indignavam com as coisas erradas que viam.
Meu avô não o perdoava mesmo tendo se deliciado com partidas memoráveis protagonizadas pela “Máquina” montada pelo eterno presidente. Um time onde 9 dos 11 titulares ou serviam ou tinham servido à seleção brasileira. Craques de renome internacional orgulhosos por vestir o manto sagrado tricolor. Por mais que tenha derrubado dogmas e paradigmas da administração financeira tricolor, Horta sempre será lembrado por sua capacidade de montar um time digno das tradições de nosso clube. Um time conhecido e respeitado no mundo todo.
Um time que não se deixava roubar de forma clamorosa como hoje se deixa. Um clube que tinha uma diretoria que se dava e exigia respeito nos bastidores da bola. Nunca um clube administrado por Horta seria vergonhosamente prejudicado pelas arbitragens em duas partidas das três jogadas no campeonato brasileiro. Contra o Ceará, uma decisão de repetição do pênalti no mínimo discutível, tendo em vista a “paradona” feita pelo jogador cearense. Além disso, houve invasão por parte de um jogador do Ceará e o juiz e seu bandeirinha não foram tão rigorosos quanto com nosso goleiro.
E agora essa atuação vergonhosa dos bandeirinhas (eles não merecem ser chamados de auxiliares tendo em vista que somente atrapalham!) no jogo contra os coringuinhas de SP, somada à declaração de Fred ao fim do jogo (“se tiver um fio de cabelo contra o Flu eles marcam, se tiver uma peruca a favor eles não marcam”) nos permite imaginar se não há algum movimento de vingança por parte da comissão de arbitragem da CBF por nosso clube ter votado contra o candidato preferido de seu presidente. Essa impressão ganha corpo se verificarmos a série de erros que tem prejudicado outros clubes que, como o Flu, votaram contra o caudilho do futebol tupiniquim. Para completar, esse escárnio que foi a indicação de Marcelo de Lima Henrique (sorteio a partir de uma lista triplice? onde?) para apitar o Fla x Flu. Este senhor apitou quatro dos últimos cinco Fla x Flus e em todos o Flu perdeu mas por pura coincidência, é claro. Alias, quase todos os jogos da mulambada que este senhor apitou teve resultado final amplamente positivo para eles. No mínimo, ele é muito pé quente.
Mas deixando conjecturas e conspirações de lado, o time dominou amplamente o jogo, principalmente no segundo tempo, quando erramos menos passes e apresentamos evidente evolução tática. O grupo todo se esforçou bastante, mas Diogo, Marquinhos e Diguinho se fartaram de errar passes, prejudicando bastante o time (não acredito que estejam na folha de pagamento da CBF…rsrsrs). Mas dá para acreditar em vitória no Fla x Flu nesta quarta. Vamos torcer, como sempre e como nunca!
Em tempo: Nos 25 anos como juiz, Cidinho – Alcebíades de Magalhães Dias – escapou de muitos linchamentos e ganhou o apelido de “Bola Nossa” devido ao seu amor pelo Atlético Mineiro. Ele mesmo conta esta história – “Atlético e Botafogo jogavam na inauguração do estádio do Cruzeiro em 1949. Afonso e Santo Cristo disputavam a bola para saber de quem era o lateral. Quando o beque do Atlético me perguntou de quem era a bola, deixei escapar uma frase que me acompanhou para o resto da vida – É nossa, Afonso, a bola é nossa”. Padrão Marcelo de Lima Henrique de qualidade… (crédito: http://www.museudosesportes.com.br/noticia.php?id=7823)
Saudações Tricolores
Não se Pode ter tudo na vida
Aconteceu com uma professora que dava aula a seus alunos sobre as diferenças entre os ricos e os pobres.
Júlia levanta o dedo:
- Senhora, meu pai tem tudo: TV, telescópio, DVD, Mercedes, . . .
- Tudo bem, diz a professora, mas será que tem uma lancha?
Júlia reflete e diz:
- Bem, não . . .
A professora disse:
- Viu, não podemos ter tudo.
- Professora, disse Artur, meu pai tem tudo: TV, telescópio, DVD, Mercedes, Lancha,…
- Sim, responde a professora, mas será que tem um avião particular?
Depois de refletir, Artur responde:
- Bem, não . . .
- Está vendo que não se pode ter tudo na vida. Disse a professora.
Joãozinho levanta o dedo e diz:
- Professora, meu pai, agora tem tudo.
- Será? diz a professora.
- Certeza, pois sábado passado, quando minha irmã apresentou seu novo namorado, flamenguista, tatuado, de bonézinho virado, cueca aparecendo, camisa de hip hop…. o papai disse:
- PQP! ERA SÓ O QUE ME FALTAVA!
Ôôô, vai pra cima deles Galô!!

Torcida tricolor,
Atendendo a um convite de um amigo atleticano , fui ao Mineirão ver Atletico x Santos. Sendo mais sincero: eu me convidei! Além de quebrar a rotina entediante das noites mineiras no quarto de hotel, estaria observando dois possíveis adversários do tricolor na próxima fase. Além disso, teria a oportunidade de conhecer esse estádio clássico do futebol tupiniquim antes da onda de modernismo da Copa 2014.
BH é uma cidade grande, com urbanismo planejado mas com data de validade vencida. Mesmo assim, ela preserva seu charme de capital mundial do interior, sendo cosmopolita e provinciana simultaneamente.

O Mineirão é reflexo perfeito da cidade. Estadio grande, de fácil acesso e confortável, mantém o hábito de barraquinhas em seu entorno vendendo tradicionais quitutes da culinária mineira. Ao contrário do Maracanã, a cerveja é vendida sem muita repressão fora do estádio, o que facilita o clima de integração. Claro que esse clima seria outro se o jogo fosse contra as raposinhas, mas isso não importa.
Mas outras supresas ainda me aguardavam dentro do estádio. Não havia jantado e chegamos com alguma antecedência (mais de 2h antes do inicio do jogo). Perguntei se pararíamos em algum lugar para comer e recebi a seguinte resposta: “vamos comer dentro do estádio!”. Pensei eu: “será que aqui tem cachorro quente Geneal?”. Qual nada! É tradição local comer um baita prato de feijão tropeiro durante o jogo!

Sim, meus amigos…eu comi e sobrevivi! Claro que minimizei meu risco e passei adiante os pedaços de torresmo, mas encarei o prato com a maior disposição, já que a essa altura do campeonato a fome era gigantesca!
Sobre o jogo, vi um Galo extremamente dedicado à marcação (sempre impulsionado pelas quase 47mil pessoas que lotaram o estádio) enquanto teve pernas. O gás terminou aos 20min do 2º tempo. O jogo estava 3×1 e, por pura falta de pernas de alguns jogadores, o galo tentou administrar. E uma coisa que não se pode fazer jogando contra esse time do Santos é “administrar” o resultado. Eles fizeram o segundo e poderiam ter empatado. Aranha, gol keeper atleticano, teve mais uma boa atuação.
O resultado de 3×2 pode ser considerado por muitos como ruim para o Galo pois uma vitória simples do Santos no jogo de volta seria o bastante para o time paulista se classificar. Porém, não podemos esquecer que o galo venceu o time da moda, que vem encantando gregos e baianos. Venceu porque marcou muito bem durante 65 minutos e se defendeu suficientemente bem pelos outros 25 minutos.
Mas a torcida, se não tem o mesmo colorido e imaginação que a torcida tricolor tem, pelo menos, tanto entusiasmo quanto. Os dois tempos foram assistidos em pé por todo o estádio. Ninguém pedia para o da frente sentar. Fiquei imaginando o que serão os jogos do Brasil na Copa de 2014…Depois do segundo gol santista, houve um período de silêncio e insegurança, mas logo a torcida tornou a cantar e apoiar o time. Que saudade dos tempos de libertadores e dos jogos finais do Brasileirão do ano passado, quando nossa torcida deu verdadeiro show de apoio irrestrito e incondicional, enchendo o Maracanã com mais de 60mil pessoas por jogo. Se queremos vencer o Grêmio amanhã, precisamos recuperar essa vontade suprema de levar o time em nosso colo até a vitória. Tal qual a torcida atleticana fez hoje.
Um Técnico de primeira
E um time de primeiro…tempo!
Torcida Tricolor,
Aguardava quase ansioso a confirmação de Muricy Ramalho pois somente uma contratação dessas pode justificar a decisão tomada pela diretoria de demitir Cuca. E esta confirmação aconteceu na noite de domingo. Prefiro pensar que o vai-e-vem dos últimos dias não passou de um teatro preparado para não ferir os sentimentos do técnico que saiu. Mas a opção Muricy, dentro de um novo contexto de organização e estrutura (o Flu-Barra vai sair enfim!) me parece mais do que ótima.
Explico: ano passado, quando iniciamos o ano com Renê ”Super Mario” Simões no comando e o desempenho do time não era bom, escrevi uma coluna defendendo que sua substituição só deveria ser feita se fosse por um técnico “top five”. E o contratado foi Carlos Alberto Parreira que, em minha opinião, continua figurando nesta lista aqui no Brasil, junto a Muricy, Luxemburgo, Mano Menezes e Felipão. Todos sabemos que Parreira não funcionou, até porque sua proposta não trazia em seu bojo uma busca por títulos no curto prazo, coisa que nossa torcida (incluindo eu) não conseguimos digerir. Entramos numa crise gigantesca e Cuca, quando foi contratado, já o foi pensando em como organizar o time para a segundona, destino considerado como certo para muitos naquele momento, o que graças a Deus não aconteceu.
A situação atual é absolutamente semelhante. Cuca não conseguiu que o time reeditasse as atuações arrebatadoras das ultimas 10 ou 12 rodadas do Brasileirão, quando conseguimos uma salvação do rebaixamento considerada impossível pela maior parte do país. Os reforços contratados (supostamente indicados ou aprovados pelo técnico) não melhoraram o desempenho do time, ao contrário, prejudicaram. Apesar de atuações consideradas razoáveis contra times de menor investimento, os jogos decisivos do Carioca, os clássicos, foram quase todos perdidos.
Voltando algumas semanas no tempo, quando Muricy foi demitido do chiqueiro, rapidamente apareceu na mídia o interesse do Fluminense em sua contratação. Era um nome de peso e com currículo muito melhor que o de Cuca. Mas como este ainda estava prestigiado por conta do resultado obtido no Brasileiro, a negociação ficou em banho maria. Com a eliminação da Taça Rio, uma decisão precisava ser tomada: vamos com Cuca até o fim do ano ou vamos retomar a negociação com o Muricy?
Confirmada a contratação de Muricy, devo concordar com a decisão da diretoria. Um time que se propõe a ser campeão precisa de um técnico com este espírito. Cuca é muito bom técnico mas ainda não conseguiu emplacar a fama de vencedor. Vínhamos de uma vitória fora de casa sobre a Lusinha e a classificação para a próxima fase na CB, se não era certa, era muito provável. A hora de abrir espaço para a substituição era essa!
Sobre o jogo, ficou mais uma vez evidente (publicado em todos os jornais) a queda de desempenho do time no segundo tempo. Isso aconteceu diversas vezes ao longo do campeonato carioca (incluindo aquele inesquecível Fla x Flu) e dessa vez quase colocamos uma classificação tranquila em risco. O novo técnico terá que abordar esta questão o mais rapidamente possível, pois os problemas táticos são bem menores.
Enfrentaremos agora o Grêmio, que está disputando uma decisão de estadual. Sem duvida, um time mais forte que a Lusa mas com um nível de desgaste maior também.Temos que aproveitar esse desgaste com inteligência no primeiro jogo. E espero que o novo técnico já esteja trabalhando nisso.
Em tempo: Muricy começou com o discurso certo: “Vi o jogo do Grêmio, que é nosso próximo adversário. Nesse priemiro momento só vou dar continuidade ao trabalho do Cuca. Mexer em alguma coisa somente depois da Copa”. Tomara que depois da Copa estejamos disputando a final da Copa do Brasil…
Saudações Tricolores
Política e Economia
O que está por trás da eleição do Clube dos 13
Torcida Tricolor,
Já há algum tempo procuro não ser mais um “Pollyanna” nem uma “Hiena Hardy”. Ou seja, nem faço o “jogo do contente” e me satisfaço com tudo que leio e escuto – simplesmente aceitando as coisas como elas são e procurando o lado positivo de tudo – nem fico sendo aquele pessimista chato, que acha que tudo está errado e que nunca nada vai ser bom.
Dito isso, gostaria de fazer uma análise sobre a recente reeleição de Fabio Koff para a presidência do Clube dos 13. Me apresso a dizer que não sou um insider, não tenho nenhum amigo influente em lugar nenhum que me dê alguma informação privilegiada sobre o assunto. Faço essa análise com base em tudo que li ao longo das ultimas semanas em jornais, blogs, comunidades e afins do cybermundo.
O que estava em jogo nesta eleição, como em quase todas as eleições para qualquer cargo, era dinheiro e poder. Em princípio, poderia ser questionada a candidatura da situação, tendo em vista que seria seu sexto mandato, quase se configurando uma ditadura. Porém, a opção da oposição, apresentando uma chapa com Kleber Leite era bastante emblemática.
Kléber tem sua origem profissional na mídia (era repórter esportivo de radio) e conhece muito bem os meandros desse mundo. Associou este conhecimento a um espírito empreendedor e a alguma falta de escrúpulos e se fez grande. Seus negócios envolvendo propaganda em estádios, negociação de jogadores e, principalmente, o ninho dos urubus, lhe permitiu “galgar parâmetros” e virar gente grande. Kleber aposta em um modelo para o futebol nacional com três ou quatro marcas nacionais (Fla, Coringas, Bambis e talvez Porcos) deixando os outros clubes apenas como marcas regionais.
Não se iludam: muita gente grande dentro da CBF e da Vênus Platinada concordam com essa tese. Segundo essas pessoas, trata-se de um movimento inexorável e que o futebol brasileiro tende ao modelo de organização europeu, onde cada país tem 2, 3 ou no máximo 4 grandes forças. Esses clubes tem fontes de financiamento na televisão, jornais e federações totalmente diferentes dos demais clubes.
Não que Fabio Koff seja um anjo, digno de processo de beatificação. Nem de longe. Mas seus 5 mandatos foram caracterizados pela defesa, dentro do possível, dos interesses dos demais times formadores do C13, procurando reduzir ao máximo as diferenças de remunerações, não permitindo que as diferenças ficarem maiores do que já são e emperrando o processo de implantação desse modelo.
As pressões para o estabelecimento do “modelo europeu” têm sido enormes e por isso causou estranheza a mudança de posição do Palmeiras e Flamengo, que aparentemente poderiam ser beneficiados. Não se entende o jogo daqueles outros 6 clubes que apoiaram a candidatura de oposição. Difícil saber o que foi oferecido a eles. Mas a CBF não teve o menor pudor em ressurgir com a velha pendenga da Taça das Bolinhas logo depois do resultado da eleição, somente para registrar que foi a atual administração mulamba que “perdeu a taça”, em represália ao apoio que Patricia Amorim, presidenta mulamba, deu a Fabio Koff.
Enfim, jogo muito pesado, duro e bastante desonesto. Para nosso bem, Horcades resistiu à tentação e votou com Koff, sendo, inclusive, acusado de traidor. Mas acho muito melhor ele ter traído os interesses de Kleber Leite e Ricardo Teixeira do que os interesses do Fluminense.
Que fique claro o quão importante é nosso movimento interno de modernização e organização profissional do futebol. Existe uma guerra importantíssima sendo travada no Brasil e estamos no segundo time, onde nunca deveria ser nosso lugar.
Em tempo: Importantíssima vitória sobre a Lusinha. Mas é muito óbvio que ainda não encontramos um parceiro para Fred. Alan ainda alterna demais e não prepara o jogo para o artilheiro. Essa é nossa prioridade máxima para o brasileiro.
Em tempo 2: Tenho até vergonha de comentar o caso Dalton. Recentemente um jovem talento dos Bambis, o Oscar, tentou fazer algo semelhante e teve que voltar com o rabinho entre as pernas para o clube. Aqui não importa amor à camisa ou quetais. Aqui é dinheiro! Imagina algum clube, mais sério e estruturado do que o nosso, chegando no empresário do Dalton e dizendo: “pago um terço do valor da rescisão de contrato dele para você se conseguir tirar ele do Flu a custo zero. E mais: triplico o salário do garoto!”. Amor à camisa? Basta o clube ser competente e profissional que ele voltaria com o rabinho entre as pernas.
Em tempo 3: Só o tricolor é tetra!
Saudações Tricolores