Archive for maio, 2010

Efeito Muricy

Vitória realmente entusiasmante

Crédito: Paulo Roberto Granja

Crédito: Paulo Roberto Granja

Torcida Tricolor,

Duas vitórias maravilhosas em seqüência mudam o humor de qualquer torcedor, até mesmo o desse que aqui escreve. Em primeiro lugar, temos que admitir que Muricy Ramalho conquistou, semana passada, seu primeiro título com a camisa tricolor. Afinal, vencer a mulambada tem sabor de título sim! Principalmente porque fomos superiores técnica e taticamente por quase toda a partida. Os gritos da torcida ao final da partida – “Ah! Nós temos técnico!” – em direta alusão ao técnico eternamente “interino” dos mulambos, traduzia a felicidade e o respeito pelo comandante tricolor. Nossa atuação foi tão superior que sequer conseguimos dar oportunidade do juiz mulambo dar sua tradicional mãozinha (ou seria sopradinha) amiga.

Movidos por esta vitória, chegamos a BH para enfrentar o atual campeão mineiro. Cabe ressaltar que aqui chamam o torneio local de “campeonato rural”, dado à grande quantidade de times do interior do estado, quase todos eles maiores e melhores que os times do interior do RJ, diga-se de passagem. Mas o fato é que iríamos encarar o galo campeão, com o incensado Luxemburgo no banco e precisando de uma vitória, pois perdera para o Vitória na rodada anterior.

Como estamos na era do conteúdo (e não da informação), nossa imprensa se apressa a encontrar assunto (ou pauta) e alguém saca uma estatística que em 17 jogos entre times dirigidos pelos dois duelistas, nosso comandante havia vencido 10 e perdido apenas 4, com 3 empates registrados.Por outro lado, o Flu não depenava o galo no Mineirão havia 5 anos (lembrando que neste período o galo esteve um ano na Série B). Por fim, tínhamos Fred em campo, que sempre marca gols em jogos no Mineirão.

Bom, o resto é história. Com toda essa sopa estatística pronta, começamos o jogo tomando um gol logo aos 2 minutos mas reagimos de forma soberba, dominamos todas as ações e viramos o placar para 3 x1, registrando uma importantíssima vitória fora de casa. Após 3 boas partidas (contra Corinthians, Flamengo e Atlético) e duas vitórias, ficou nítida a subida de produção de diversos jogadores. Mas é necessário ressaltar que agora usamos as duas laterais do campo, já que Mariano (nosso lateral direito) agora tem Carlinhos (na lateral esquerda) alternando as jogadas com ele.

Muricy substituiu Cuca em meio à uma grande discussão, já que o segundo vinha fazendo um trabalho considerado como bom por boa parte dos torcedores, apesar de não ter conseguido chegar a nenhuma final de turno no campeonato carioca. Muricy, com um mês de trabalho e praticamente os mesmo jogadores (exceto Carlinhos e Rodriguinho que chegaram recentemente), já começa a mostrar a diferença que existe entre os técnicos. Não lembro de nosso time jogar pressionando o adversário no campo dele, estando no Maraca ou na casa do adversário, como tem feito esse time. Ponto pro técnico!

Cabe lembrar que muitos consideraram a vitória sobre o galo no Maraca ano passado como o marco inicial da impressionante recuperação que tivemos no Campeonato Brasileiro, evitando o rebaixamento. Podemos dizer que naquela noite se deu o nascimento do “time de guerreiros”. Obviamente todos os 11 jogos daquela recuperação foram fundamentais, mas outro jogo importantíssimo foi aquele contra o Vitória, também no Maraca, logo depois de sofrermos uma alucinante goleada da LDU, no primeiro jogo da final da Sulamericana. Mais de 500 torcedores, em cena memorável, receberam os jogadores no aeroporto, cantando e apoiando, dando toda a energia necessária para que vencêssemos o jogo contra os baianos. Quis o destino que este ano os jogos contra esses dois adversários se dessem em seqüência. E a torcida se prepara para (mais) uma linda festa no Maracanã, já que este deve ser o ultimo jogo do Flu antes de serem iniciadas as obras para a Copa do Mundo. Uma nova vitória seria, realmente, um excelente presságio…

Em tempo: Mano Menezes ouviu, de novo, que os juízes estão ajudando o Corinthians e disse para que os outros cuidassem de suas vidas. Mas em cinco partidas conquistar duas vitórias depois de erros da arbitragem é no mínimo curioso. Como também é curioso não ter sido registrado nenhum erro de arbitragem decisivo contra eles nas cinco partidas. Esse mundo da bola nunca será sério…

Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com

Será vingança?

Ecos da eleição no clube dos 13

Torcida Tricolor,

Aqui estou eu, direto de BH, sentado à mesa do Eddie Fine Burgers, tomando um dos melhores milk shakes de chocolate de minha vida. Em primeiro lugar, às favas com o regime! Em segundo lugar, esse pequeno manjar da culinária estadunidense com tempero mineiro me fez lembrar o Mels Drive-in, de São Francisco, onde bebi outro espécime espetacular dessa linhagem de acepipes em 1989. Bateu a nostalgia…

Mesma nostalgia que bateu quando li a entrevista que Francisco Horta concedeu a João Marcelo Garcez em seu blog (http://colunas.globoesporte.com/joaomarcelo/). Horta foi odiado por meu avô, na época (triênio 1975-1977) membro do conselho deliberativo do clube, por ter acabado com as finanças tricolores. Um clube sempre tão cioso de suas responsabilidades sociais, sempre um exemplo de disciplina e organização, nunca teve um presidente que o deixasse em condições de endividamento como Horta. E meu saudoso avô não o perdoava por isso. Ressaltando que, nessa época, os membros do conselho de administração também participavam da administração do clube e se indignavam com as coisas erradas que viam.

Meu avô não o perdoava mesmo tendo se deliciado com partidas memoráveis protagonizadas pela “Máquina” montada pelo eterno presidente. Um time onde 9 dos 11 titulares ou serviam ou tinham servido à seleção brasileira. Craques de renome internacional orgulhosos por vestir o manto sagrado tricolor. Por mais que tenha derrubado dogmas e paradigmas da administração financeira tricolor, Horta sempre será lembrado por sua capacidade de montar um time digno das tradições de nosso clube. Um time conhecido e respeitado no mundo todo.

Um time que não se deixava roubar de forma clamorosa como hoje se deixa. Um clube que tinha uma diretoria que se dava e exigia respeito nos bastidores da bola. Nunca um clube administrado por Horta seria vergonhosamente prejudicado pelas arbitragens em duas partidas das três jogadas no campeonato brasileiro. Contra o Ceará, uma decisão de repetição do pênalti no mínimo discutível, tendo em vista a “paradona” feita pelo jogador cearense. Além disso, houve invasão por parte de um jogador do Ceará e o juiz e seu bandeirinha não foram tão rigorosos quanto com nosso goleiro.

E agora essa atuação vergonhosa dos bandeirinhas (eles não merecem ser chamados de auxiliares tendo em vista que somente atrapalham!) no jogo contra os coringuinhas de SP, somada à declaração de Fred ao fim do jogo (“se tiver um fio de cabelo contra o Flu eles marcam, se tiver uma peruca a favor eles não marcam”) nos permite imaginar se não há algum  movimento de vingança por parte da comissão de arbitragem da CBF por nosso clube ter votado contra o candidato preferido de seu presidente. Essa impressão ganha corpo se verificarmos a série de erros que tem prejudicado outros clubes que, como o Flu, votaram contra o caudilho do futebol tupiniquim. Para completar, esse escárnio que foi a indicação de Marcelo de Lima Henrique (sorteio a partir de uma lista triplice? onde?) para apitar o Fla x Flu. Este senhor apitou quatro dos últimos cinco Fla x Flus e em todos o Flu perdeu mas por pura coincidência, é claro. Alias, quase todos os jogos da mulambada que este senhor apitou teve resultado final amplamente positivo para eles. No mínimo, ele é muito pé quente.

Mas deixando conjecturas e conspirações de lado, o time dominou amplamente o jogo, principalmente no segundo tempo, quando erramos menos passes e apresentamos evidente evolução tática. O grupo todo se esforçou bastante, mas Diogo, Marquinhos e Diguinho se fartaram de errar passes, prejudicando bastante o time (não acredito que estejam na folha de pagamento da CBF…rsrsrs). Mas dá para acreditar em vitória no Fla x Flu nesta quarta. Vamos torcer, como sempre e como nunca!

Em tempo: Nos 25 anos como juiz, Cidinho – Alcebíades de Magalhães Dias – escapou de muitos linchamentos e ganhou o apelido de “Bola Nossa” devido ao seu amor pelo Atlético Mineiro. Ele mesmo conta esta história – “Atlético e Botafogo jogavam na inauguração do estádio do Cruzeiro em 1949. Afonso e Santo Cristo disputavam a bola para saber de quem era o lateral. Quando o beque do Atlético me perguntou de quem era a bola, deixei escapar uma frase que me acompanhou para o resto da vida – É nossa, Afonso, a bola é nossa”. Padrão Marcelo de Lima Henrique de qualidade… (crédito: http://www.museudosesportes.com.br/noticia.php?id=7823)

Saudações Tricolores

Toda maratona…

…começa com o primeiro passo!

Torcida Tricolor,

Vitória magra mas importante. Não há nenhuma glória em vencermos o Atlético Goianiense (AG) em pleno Maracanã, principalmente quando este joga com alguns reservas, poupando titulares para o jogo da Copa do Brasil. A primeira reação poderia ser de crítica contundente, principalmente no que se refere à quantidade absurda de passes errados ao longo de toda a partida. Mas dentro do espírito “vamos apoiar o Muricy”, decidi por procurar e destacar os aspectos positivos.

Em primeiro lugar, vamos às atenuantes: Rodriguinho estreava no ataque, jogamos somente com dois zagueiros por pura falta de jogadores para a posição (contusões e suspensões), Conca jogou de tornozelo inchado e continuamos sem nossos atacantes titulares (Fred e Alan). Ou seja, se o AG poupou alguns titulares, nós simplesmente não os tínhamos para escalar.

Isto posto, ficou clara a evolução do time do primeiro para o segundo tempo, curiosamente diferente do que vinha acontecendo na era Cuca, quando invariavelmente nosso rendimento caia na segunda etapa. Dessa vez, erramos um pouco menos, marcamos mais no campo do adversário, perdemos menos bolas no meio de campo, conseguimos puxar alguns contra-ataques (não tivemos nenhum no primeiro tempo!) e Marquinhos marcou o gol, já que os atacantes não estavam em noite inspirada (será que André Lima tem alguma tarde ou noite inspirada?). Mas quero falar de dois “Judas” tricolores, malhados insistentemente por nossa torcida: Julio Cesar e Marquinhos.

Sobre Julio Cesar, se continuarmos a vaiá-lo insistentemente como fazemos atualmente, perderemos o jogador. Vamos confiar no “efeito Mariano”, que começou também muito mal no Flu depois de brilhante temporada no Galo mineiro, fazendo uma péssima primeira temporada no clube e perseguido pela torcida mas que depois se firmou e hoje mantém uma regularidade impressionante. Tenho certeza que algo bastante semelhante poderá acontecer com o JC. Claro que enquanto o cara não desencanta, temos que ter alternativas e a chegada de Carlinhos, que fez um ótimo campeonato paulista pelo Santo André, dá mais opções para o técnico. Mas JC ainda nos trará muitas alegrias.

Sobre Marquinhos, ele me lembra muito o Cícero, logo que chegou de Floripa. Ele veio quase como um contrapeso do Soares, atacante que fizera uma temporada fantástica mas que no Flu nada fez. Cícero, no início, alternava partidas razoáveis com péssimas. Mas com o tempo foi ganhando confiança, se firmou e enfim caiu no gosto da torcida. Marquinhos é muito esforçado, se entrega ao time, é versátil, chuta bem e é novo. Ainda erra muito, mas jogando na posição de sua preferência (como meia) teve sua “menos pior” atuação pelo Flu. Ao contrário de alguns torcedores, eu ainda aposto nele.

É interessante analisar esse processo de troca de técnico. Nosso time teve atuações boas durante o Cariocão mas perdeu oportunidades de vencer os clássicos, gerando uma certa irritação e insegurança na torcida (isso durante a era Cuca). Quando Muricy assumiu como técnico, esperava-se que aquela organização já existente se mantivesse. Qual nada! A impressão que dá é que o novo técnico está montando um novo time mas com os mesmos jogadores. Claro que Fred faz falta demais, mas me causa estranheza essa desarrumação toda que o time apresentou nos três jogos anteriores. Temos que melhorar já para não termos muitos pontos a recuperar depois da parada da Copa.

Em tempo: achei o jogo do Flu contra o Ceará horrível. Mas pelo que vi do jogo dos bacalhaus contra os porcos, percebe-se claramente porque nada é tão ruim que não possa piorar. Que coisa pavorosa!

Em tempo 2: galera entusiasmada demais com as “possíveis” contratações para o segundo semestre. Tem gente delirando, falando que Kaká e Ronaldinho Gaúcho são possibilidades. Menos galera, bem menos. Deco já está certo e isso vai transformar nosso meio de campo. Se Lugano e Edinho confirmarem suas vindas pro Flu, já vai estar de muito bom tamanho. Jorge Henrique também é uma hipótese real e cairia muito bem no ataque com Fred. Outra contratação que parece que realmente vai sair é o CT da Barra da Tijuca. Time bom com estrutura de treino é tudo que o Muricy precisa para nos colocar no G4.

Em tempo 3: para quem se interessa por política tricolor, vale a pena ler a entrevista de Mario Bittencourt, advogado trabalhista do Flu no blog da Flusócio (http://flusocio.com.br/blog/). Ele trata com aparente sinceridade de diversos assuntos polêmicos e recentes, inclusive dobre Leandro Amaral (do qual tratamos na coluna anterior).

Saudações Tricolores

Não se Pode ter tudo na vida

Aconteceu com uma professora que dava aula a seus alunos sobre as diferenças entre os ricos e os pobres.

Júlia levanta o dedo:
- Senhora, meu pai tem tudo: TV, telescópio, DVD, Mercedes, . . .
- Tudo bem, diz a professora, mas será que tem uma lancha?

Júlia reflete e diz:
- Bem, não . . .

A professora disse:
- Viu, não podemos ter tudo.
- Professora, disse Artur, meu pai tem tudo: TV, telescópio, DVD, Mercedes, Lancha,…
- Sim, responde a professora, mas será que tem um avião particular?

Depois de refletir, Artur responde:
- Bem, não . . .
- Está vendo que não se pode ter tudo na vida. Disse a professora.

Joãozinho levanta o dedo e diz:
- Professora, meu pai, agora tem tudo.
- Será? diz a professora.
- Certeza, pois sábado passado, quando minha irmã apresentou seu novo namorado, flamenguista, tatuado, de bonézinho virado, cueca aparecendo, camisa de hip hop…. o papai disse:
- PQP! ERA SÓ O QUE ME FALTAVA!

Uma cidade bi-polar

Prezados,

Essa experiência em Belô tem sido riquíssima em matéria de aprendizado sobre as relações da sociedade com o futebol. Esta semana, tive a oportunidade de observar mais uma experiência que vale registro.

Cabe ressaltar que esta experiência só é interessante por minha origem ser de uma cidade onde existem 3 ou quatro grande torcidas. Não vamos discutir aqui se existem rivalidades maiores ou menores, torcidas maiores ou menores. O fato é que, contra toda a vontade de Klebers e Euricos, o Rio continua dividido por quatro. Mas BH não. BH é realmente dividida por dois (partes também não necessariamente iguais, mas isso importa menos).

Cheguei na segunda-feira, dia 03 de maio, e encontrei a cidade infestada de camisas preto e brancas do Galo. Afinal, no domingo anterior, a vitória sobre o Ipatinga havia garantido o título estadual depois de quatro anos afastado das decisões. Pelo que percebo, a ultima década do Atlético, com direito a rebaixamento para a série B e muito pouca presença nas finais estaduais e sem nenhum resultado expressivo nas Copas do Brasil, em muito se assemelha à “década perdida” do Tricolor. E, com a contratação de Vanderley Luxemburgo e a formação de um bom elenco, o título estadual representou a recuperação da confiança de que dias melhores estão por vir. E a torcida atleticana fez absoluta questão de demonstrar isso publicamente.

Mas como “o mundo gira e a Lusitana roda”, na quarta-feira, apenas três dias depois do título, o Atlético perdeu o jogo de volta contra o Santos, pela Copa do Brasil, enquanto o arqui rival Cruzeiro vencia o Nacional do Uruguai em Montevideo, garantindo sua classificação para as quarta de final da Libertadores. Durante os jogos, que aconteceram no mesmo horário, era impressionante o silêncio e tranqüilidade das ruas da cidade, somente rompido pelas manifestações de gol. Terminados os jogos e sacramentados os resultados, o que se assistiu foi uma verdadeira “explosão azul” nas ruas. E os torcedores da raposa não tinham o menor pudor de mostrar que sua felicidade era muito maior pela eliminação do adversário do que pela classificação de seu time. Andando de taxi nessa noite, passei por duas confusões entre torcedores nas ruas da cidade, já com a presença de veículos da polícia. Na quinta-feira, ao longo de todo o dia, ouviam-se buzinaços e gritos de torcedores cruzeirenses pelas ruas, sempre provocando a torcida adversária.

Não estou dizendo que no Rio (ou em outras cidades) não exista confusões entre torcidas ou rivalidades mais exacerbadas. Mas a mudança de “colorido” da cidade bi-polar realmente me impressionou, como também impressionou a paixão local que o futebol desperta. Fiquei imaginando como será a experiência de uma Copa do Mundo nesse país, principalmente se tivermos um Brasil x Argentina ou Brasil x França (nossas grande rivalidades). A FIFA querendo que fiquem todos sentados em seus lugares marcados enquanto a torcida fica o tempo inteiro em pé. Sim, bem sei que não torcemos pela seleção como torcemos por nossos times, mas essa paixão contagiante será diferente de tudo que os turistas do futebol já terão visto em qualquer outro lugar do mundo.

Assuntos diversos

Muricy, Leandro Amaral e Marketing

Torcida Tricolor,

Vamos concordar: o inicio de trabalho do Muricy não vem sendo nada animador. Muitos haverão de questionar a qualidade do grupo que ele assumiu, principalmente com o desfalque de Fred e Alan. Mas Muricy sabe muito bem a expectativa que se cria em torno de sua contratação em qualquer time no Brasil e quão grande é a frustração quando os resultados são tão ruins quanto três derrotas em três jogos. Não só as derrotas chamam a atenção, mas principalmente as péssimas atuações da equipe como um todo. Jogamos mal os dois jogos contra o Grêmio e ontem, contra o Ceará, novamente decepcionamos em organização e atitude. Esta, a bem da verdade, melhorou um pouco no segundo tempo de ontem, mas nada que resultasse em, pelo menos, dois lances reais de perigo ao gol do adversário. E a discussão se foi pênalti ou não e se Cassio deveria ser expulso não tem cabimento. Mesmo com 10 tínhamos time para, no mínimo, empatar o jogo.

Muricy, inteligente que é, sabe que a pressão só irá aumentar, mas aposta nas possíveis contratações e no período da Copa para acertar o time. Até lá, precisamos ter muita paciência.
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Em recente entrevista ao site globoesporte.com ( http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1259800-7824-PROXIMO+DO+RETORNO+AOS+GRAMADOS+LEANDRO+AMARAL+SE+EMOCIONA+COM+O+GRANDE+DRAMA+DA+CARREIRA,00.html), Leandro Amaral ressurgiu das cinzas tal qual a Fênix e confirmou sua recuperação, seu retorno ao futebol em cerca de um mês e que mantém vínculo empregatício com o Flu. Pelo que mostrou a reportagem, seu problema foi realmente grave e “sui generis”. Não falou bem nem mal do clube (pelo menos na edição apresentada) se limitando a dizer que tinha fechado acordo com a instituição e com a patrocinadora e que agora estava na expectativa do que iria acontecer a partir de seu retorno. Fiquei com algumas curiosidades sobre o assunto e uma certeza. As curiosidades: se ele ainda tem vínculo empregatício com o clube, porque não tem sua recuperação acompanhada por nossos profissionais, trabalhando dentro de nossas instalações? Se isso esta acontecendo, porque nossa assessoria de imprensa não divulga isso, preservando a imagem do clube (enquanto instituição que preserva seus jogadores)? Porque LA é o segundo jogador do Flu em menos de um mês que aparece na Globo (o primeiro foi Fabio Santos), permitindo a formação de uma imagem ruim do clube? A certeza: além de todos os problemas administrativos que temos, também somos extremamente inábeis no lidar com a mídia e preservar nossa imagem.

Analisando o lado técnico, me agrada muito a hipótese de termos uma dupla de ataque Fred e Leandro Amaral, com este em plena forma física e técnica. Se LA realmente tem recuperação e tem contrato com o clube, dentro de limitação financeiras óbvias, vale a pena esperar. Além disso, com um bom retorno de LA, e sua conseqüente revalorização, o clube poderá recuperar o investimento feito. Aguardemos as cenas do próximos capítulos.
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Mais uma mancada de nosso marketing: na primeira entrevista que Muricy deu para o site oficial do clube, esta foi gravada na porta do salão principal para o estádio das Laranjeiras sem NENHUMA marca de nossos patrocinadores aparecendo. Nem boné da Unimed ele usava! Na camisa, só aparecia a logo da Adidas. Se nós somos incapazes de fazer o dever de casa, como reclamar daqueles “planos fechados no nariz do entrevistado” que a Globo usa para não mostrar patrocinadores de graça? Esse nosso marketing…
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Em tempo: com o iminente lançamento da nova “coleção” de camisas oficiais, a Adidas está despejando seu estoque de camisas da atual coleção nas lojas (pelo menos nas lojas do Rio). E a camisa tricolor está saindo por módicos R$79,90 e boa parte delas. Boa oportunidade para aqueles que não precisam (ou não conseguem) estar sempre na “ultima moda”.

Saudações Tricolores