Archive for março, 2010
Caminho pavimentado
Mas Ambev é que movimentou a semana
Torcida Tricolor,
As vitórias sobre o Uberaba, garantindo a classificação antecipada para as oitavas de final da CB, e sobre o Resende, nos deixando em ótima posição na tabela de nosso grupo na Taça Rio, não encheram os olhos. De fato, não apresentamos, em nenhuma das duas oportunidades, um futebol convincente. Mas fomos extremamente eficientes e isso é o que importa. Poucos foram os times, na história, que foram campeões cariocas ou mesmo da CB jogando bem todos os jogos. São campeões aqueles que vencem mesmo jogando mal. E isso estamos conseguindo.
Como nota triste, a mais nova contusão de Fred ainda no primeiro tempo do jogo em Minas. No momento em que o “Império do Mal” e seu líder mostram sua face mais obscura, nosso artilheiro precisava estar retomando o caminho dos gols para colocar uma pulga atrás da orelha de Dunga. Talvez fosse sua ultima esperança de estar na Copa do Mundo. Mas definitivamente a sorte não está do lado do nosso artilheiro e uma estranhíssima contusão num músculo pra lá de escondido tira ele dos campos por mais duas semana pelo menos. Ô vida marvada!
Mas dois assuntos extra-campo agitaram o laranjal esta semana. O primeiro surgiu nas declarações de nosso técnico Cuca, supondo um possível movimento de favorecimento da mulambada no caso “ingressos do Maracanã”. Ele comentou que achava estranho nosso jogo contra o Resende ser transferido para Volta Redonda e que previa uma solução para o caso antes do próximo jogo do “império” de forma que eles poderiam jogar no Maraca na quarta-feira (o que aconteceu). Tudo normal, já estamos acostumados a essas suposições a trabalho nos bastidores. O que causa estranheza é que desta vez, quem levanto a lebre o Cuca, que estava lá, dirigindo o time do “IM” há cerca de um ano atrás e que deve saber exatamente como a coisa funciona. Yo no creo em brujas pero…
O segundo assunto, mais palpitante que o primeiro, foi o anuncio da parceria Ambev / Fluminense. Os valores não são significativos (R$3,75M ao longo de 5 anos de contrato) mas é bastante importante e emblemático. Afinal, é a primeira vez que uma outra marca que não seja a Unimed consegue se aproximar do tricolor. Lembramos, inclusive, que não conseguimos o ônibus ultramoderno da VW para transporte de nosso time porque nosso patrocinado máster exigiu que sua marca fosse estampada na carroceria do ônibus, imposição esta que o fabricante não acatou. Fica a prova que podemos encontrar alternativas de patrocínio, caso a parceria com a Unimed tenha que ser terminada por qualquer motivo que seja (não que eu queira que ela termine). E mais: o projeto proposto pela Ambev tem como foco principal a torcida, apoiando e promovendo as festas maravilhosas que temos montado no Maracanã.
A Ambev já desenvolve projetos semelhantes com outros 5 clubes no Brasil (salvo engano). Apresentou o projeto tricolor inicial para gerentes de alguns dos principais sites dedicados ao Flu e pediu suas contribuições para seu aprimoramento constante. Também já se reuniu com as lideranças de algumas torcidas para tratar do assunto. Ou seja, uma abordagem totalmente diferente de todos os projetos de marketing associados a futebol vistos até agora, propondo mais que uma aproximação, uma associação com seu público-alvo.
Apesar de sua enorme dívida, temos mais uma prova que o Fluminense é viável sim! Com responsabilidade e capacidade de gestão, é possível promover uma revolução administrativa no clube. Muitas matérias em veículos especializados têm mostrado como nosso mercado de futebol tem crescido junto com nossa economia e como alguns jogadores pensam em retornar ao país, principalmente com a crise financeira dos maiores clubes europeus. Essa é a hora da virada. Se continuarmos errando perderemos miseravelmente o bonde da história e outros clubes, hoje apenas regionais, tomarão nosso espaço de clube nacional, construído com tanto esforço e competência ao longo de nossos mais de 100 anos de história.
Em tempo: quem quiser saber mais sobre a parceria com a Ambev, leiam os comentários de Beto Meyer, meu companheiro de blog no TT, pelo link http://torcidatricolor.com.br/blogs/betomeyer/2010/03/21/a-ambev-e-o-fluminense/
Saudações Tricolores
O fim da história
Esta semana recebi (por mais duas vezes) um e-mail com aquela história de um professor americano que propõe uma experiência “comunista” em sua matéria, aplicando a média das notas nas provas da turma para todos os alunos. Para quem ainda não recebeu, segue abaixo o conteúdo do e-mail. Se você já leu, pode pular esta parte em itálico:
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha uma vez reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.
O professor então disse: “OK, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas em testes.”
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam “justas”. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém repetiria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um A… Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam Bs. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média dos testes foi D. Ninguém gostou. Depois do terceiro teste, a média geral foi um F. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.
A busca dos alunos por ‘justiça’ tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram…Para sua total surpresa.
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
Conclusão: “Quando a recompensa é grande”, disse ele, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros, sem seu consentimento, para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”
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“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.” (Adrian Rogers, 1931)
Este texto já circula ha algum tempo na internet e, por isso, já tive algum tempo para refletir sobre ele. Estou longe de defender o comunismo, como vocês bem sabem. Mas acho que vale a pena pensar em algumas coisas, antes de simplesmente achar esse exemplo “o máximo”:
1) A primeira e mais óbvia questão é que a decisão de dar notas se restringiu a apenas uma matéria. E se todos os professores, de todas as matérias, decidissem fazer o mesmo? Talvez aqueles alunos que são fracos ou não estudassem a matérias “X” fossem bons e estudiosos na matéria “Y” e vice-versa. Se isso ocorresse, a maior parte dos alunos não ficaria chateada entre si, pois haveria uma troca de capacitações, ou melhor dizendo, “uma mão lavaria a outra”. Gerando insatisfação, restariam apenas aqueles que não são bons em nada e aqueles que são bons em tudo. E em qualquer organização social, os realmente “piores em tudo” acabam sendo “excluídos” dos grupos. E os que são “melhores em tudo” são reconhecidos por seus colegas. Note bem que este reconhecimento será feito pelo grupo, pois os colegas “medianos” percebem a grande contribuição para suas notas conseguidas pelos “melhores”.
2) A proposta de comparação de “notas” com “receitas” é argumento típico capitalista e dentro de um modelo comunista ou socialista perde seu sentido. Somente no regime capitalista medimos o “valor” de uma pessoa por seu resultado financeiro. Ou seja, você é tão bom ou tão ruim quanto for sua remuneração, seu patrimônio acumulado. Valores morais e éticos valem muito pouco nessa estrutura. Assim, dedique-se àquilo que dará dinheiro. Madres Teresas e Zildas Arns serão poucas, muito poucas. E aqueles que pensarem em seguir seus passos serão sempre desincentivados, já que isso “não trás dinheiro”. Notas são avaliações de desempenho e não apenas de provas. Qualquer professor (que tenha bom senso) sabe que a nota final de um aluno reflete um conjunto de indicadores e não apenas o resultado da prova. De certa forma, sua remuneração também vai depender de uma série de indicadores, mas em sistemas sócio-econômicos diferentes, os indicadores também serão diferentes.
3) Propor que, graças ao regime de notas “comunista” implantado os melhores alunos não estudariam mais, levando a média da turma para F, é de uma falácia incrível. Quantos de nós tiveram experiências em trabalhos de grupo ou mesmo dentro de nossas atividades profissionais, onde o grupo “carregava” alguns componentes menos dedicados? Claro que muitas vezes ficamos muito chateados com esta situação. Mas fazemos o trabalho de qualquer maneira, pois o resultado é mais importante do que se fulano ou sicrano estão ajudando ou não! Propor que o regime comunista leva ao caos (discussões por toda a parte) e a ninguém fazer nada não é racional.
4) A alusão aos impostos e distribuição de renda na conclusão do texto é argumento utilizado pelo partido republicano nos EUA há quase dois séculos e não é possível que alguns não tenham percebido seu anacronismo. Em tempos de Obama e seu novo sistema de saúde, essa discussão parece mais viva do que nunca. O estado deve e precisa lutar por gerar condições dignas de vida para todos os seus habitantes. Quanto mais rica e generosa for a sociedade, melhores serão essas condições mínimas. Não se trata aqui de defender o “bolsa família” que tem vícios eleitoreiros insuportáveis. Mas não podemos conviver com miséria, analfabetismo e problemas de saúde por todo lado. E já percebemos que o “mercado livre” é absolutamente incompetente para resolver esta questão. A “mão invisível” da Adam Smith nunca funcionou e é tão utópica quanto a sociedade perfeita de Carl Marx.
Por fim, a citação de Adrian Rogers é o “tiro no pé” final. Trata-se de uma pastor conservador batista, nascido em 1931 e morto por câncer e outras complicações em 2005 (fonte: Wikipédia). Esse trecho foi retirado de um sermão realizado em 1984 (e depois publicado em um de seus livros em 1996). Portanto, quem intencionalmente divulgou como sendo um texto de 1931 no intuito de mostrar o quão antiga era esta visão, estava simplesmente tentando enganar seus leitores. Além disso, Rogers representava o que mais de conservador tem a sociedade norte-americana, o que enfraquece qualquer defesa de seus argumentos. Por ultimo, “é impossível multiplicar riqueza dividindo-a” é argumento de impacto mas completamente insólito. Basta ver os casos dos tigres asiáticos, que multiplicaram riquezas depois de investirem em educação e saúde públicas.
Não acredito no comunismo como sistema de organização socio-econômica. Mas acredito num mundo muito mais solidário do que os conservadores americanos propõe. E decidi por escrever esse longo post por acreditar que não podemos nos render a esse discurso sem pararmos para refletir. Além disso, precisamos ter muito cuidado sobre as coisas que recebemos em nossa caixa de e-mail e simplesmente repassamos…
Nítida falta de peças
Ontem faltou elenco
Torcida Tricolor,
A vitória sobre o Confiança, no meio da semana, carimbou nosso passaporte para a próxima fase da CB, mas nem de longe nos deixou tranqüilos. Demoramos muito para encontrar nossos dois gols, isso enfrentando um adversário não mais do que organizado. Isso, por si só, já deixou a toda a torcida algo apreensiva com relação ao jogo de sábado, contra o time do “peixe” Romário, o valoroso Mequinha.
Entramos em campo, no sábado, com muitos e importantes desfalques. Conca (expulso na partida anterior), Diguinho (problemas particulares) e Julio César (contundido) não jogaram. Equi Gonzáles, que seria o substituto natural de Conca, está retornando de uma artroscopia no joelho. Maicon foi vendido e Wellington teve problemas estomacais antes do jogo. Dieguinho, reserva natural do JC tinha jogado na quinta-feira pelos juniores e por isso Cuca achou melhor começar com o improvisado Tiaguinho. Para completar o quadro, o mais uma vez ruim Luis Antonio da Silva (vulgo “indio”) terminou de estragar tudo ao expulsar de forma muito exagerada o que restava de nosso meio de campo titular (Everton) e outro jogador do América. Ou seja, ficamos sem uma lateral esquerda produtiva, tínhamos um meio de campo acéfalo (Marquinhos foi somente esforçado) e um ataque prejudicado.
Tivemos um primeiro tempo ruim e um segundo tempo menos ruim. As substituições de Cuca no intervalo surtiram pouco efeito para o desempenho do time. No final das contas, o empate saiu barato! Além disso, para o campeonato o prejuízo é muito pequeno, pois dificilmente não nos classificaremos para as semifinais, que é quando esse campeonato realmente começa. De importante mesmo fica a conclusão que nosso elenco é bastante limitado. Se minimamente conseguimos resolver a questão de reserva para o Fred com a contratação do André Lima, ficou a certeza que ainda não temos (pelo menos não disponível no momento) alguém que substitua Conca e Maicon. Basta dizer que contra o Confiança Fred teve umas 6 oportunidades de gol (converteu apenas duas – média baixa para um artilheiro do calibre dele) enquanto contra o Mequinha, teve apenas duas e não converteu nenhuma. Se nosso artilheiro aproveitasse mais as oportunidades e com essa “fase” do “império da bandidagem”, as chances de ir à Copa talvez aumetassem…
Vamos para a segunda fase da CB com alguma insegurança. O “time de guerreiros” ainda não voltou por completo das férias (teve alguns poucos espasmos). Só perdemos uma partida esse ano, mas a maior parte dos adversários não deveria entrar em nenhuma estatística. Por isso, Cuca terá muito trabalho no vestiário para resgatar o espírito vencedor.
Em tempo 1: essa história de “império mulambo do amor” tinha uma conotação meio marqueteira. Mas depois da bitoca do Willians no Philipe Coutinho, a coisa descambou definitivamente para a homosexualidade.
Em tempo 2: Excelente o video de Thiago Brito e Edu Rocha, feito em inglês para explicar para o mundo o que é a torcida tricolor – http://www.youtube.com/watch?v=9veU9AvMx_o
Saudações Tricolores
Jeitinho Carioca
Choveu muito no rio na ultima noite de sábado. Segundo a meteorologia, chuveu numa só noite toda a água esperada para o mês de março inteiro! Mas ai em baixo fica o registro do jeitinho carioca de enfrentar as adversidades.
Exigência premiada
Tudo bem, vencemos!
Torcida Tricolor,
Aparentemente, meu período de “exílio” na bucólica e paradisíaca Alfenas chegou ao fim. Tive a oportunidade de arrumar minhas malas ainda na quarta-feira e estar no Rio para assistir, depois de muitos meses, o jogo do Flusão com meus filhos do lado. Sim, assisti pela TV pois não me animei de ir ao Engenhão, de noite e debaixo de chuva (apesar da insistência de meu amigo Jofre). Mas a felicidade de estar em casa com a família foi muito grande, quase superou a tristeza pela perda de um contrato importante.
A vitória sobre o poderoso Tigres, no entanto, não me deixou muito feliz. Alias, para ser mais preciso, diria que me deixou bastante preocupado. O placar (3×0) não traduziu a atuação apática e sem brilho do time, principalmente no segundo tempo. Terminado o jogo, estava eu bastante preocupado com nosso futuro na Taça Rio e mesmo com o jogo pela Copa do Brasil.
Mas veio o domingo pós-dilúvio e, ao que tudo indica, nossos jogadores devem ter ficado debaixo daquela chuva torrencial que inundou o Rio e lavaram a alma. Pois só uma lavagem de alma “em regra” explica a bela atuação que tivemos contra a cachorrada. Não que considere o time deles bom (sempre disse que não era). Aliás, atribuo ao Joel o título da TG, pois conseguiu arrumar o time para jogar fechadinho e aproveitar os contra-ataques (tática padrão Joel de qualidade). Só que dessa vez não funcionou! Joel falou nas entrevistas pós-jogo que houve uma “pane geral” em seus jogadores. Discordo! Jogaram todos da mesma forma que jogaram contra mulambos e bacalhaus. Só que naqueles jogos, principalmente contra os mulambos, os adversários perderam dezenas de oportunidades. Dessa vez, o Flu também perdeu muitas (a primeira do Fred, então, foi inacreditável!) mas conseguiu fazer dois gols e saiu vitorioso. Para termos uma idéia, a estatística de chutes a gol foi 20×4 para o Flu, sendo que eles não chutaram nenhuma vez a nosso gol na segunda etapa. (fonte: Sportv)
Cabe ressaltar que no gol que sofremos (de pênalti) a jogada se inicia com impedimento de um zagueiro alvinegro, continua com uma falta de Herrera em Diguinho e termina com uma pixotada do Maicon (a segunda dele em lances semelhantes – a primeira foi ano passado). Como o garoto está realmente se transferindo para o CSKA, dou um desconto pois a cabeça deve estar aceleradíssima. Mas não fosse assim, eles não conseguiriam sequer acertar nosso gol!
Enfim, acredito que todos nós tricolores começamos a semana bem mais confiantes. Uma vitória convincente como esta deve gerar o entusiasmo necessário para passarmos pelo Confiança sem problemas. E nos prepararmos para enfrentarmos os reis do bacalhau. Mas não podemos esquecer que agora disputamos apenas vagas nas semi-finais. Ai sim vamos saber quem tem garrafa velha para vender.
Em tempo 1: Que golaço do Fred! Já vinha tentando acertar esse voleio há algum tempo. Demorou a acertar, mas ficou bonito!
Em tempo 2: A saída do Maicon é inevitável. E não adianta ficar chorando, reclamando que nossos jogadores saem muito cedo, etc etc. Que Wellington Silva (que ontem entrou muito bem mais uma vez) o substitua até o fim do ano, quando também sairá. Essa é a rotina de um clube mergulhado em dívidas. Agora, vai entender porque o Santos conseguiu segurar Robinho, Diego, Elano e agora, Neymar, Ganso e André e nós mal seguramos Wellington, Maicon e Alan…
Em tempo 3: Vale a pena uma olhada no post do excelente blog OCE que trata sobre a recente decisão da International Board (os chamados “velhinhos da FIFA”). Discussão prá lá de interessante (http://colunas.globoesporte.com/olharcronicoesportivo/2010/03/07/international-board-decide-o-fator-humano-continua/).
Saudações Tricolores
Ficando mais exigente
Tudo bem, vencemos. Mas…
Torcida Tricolor,
Vencemos o poderoso “Frizão” com placar elástico e gols de todos os estreantes. Nossos laterais participaram ativamente do jogo, principalmente na parte ofensiva. Conca voltou a mandar no meio de campo. Fred voltou a marcar gol de pênalti. Wellington prodígio fez sua estréia tão sonhada no Maracanã com o manto sagrado. Enfim, poderíamos chamar de uma tarde tricolor perfeita.
Mas confesso que estou ficando mais critico e exigente. Alias, ficando não, mas resgatando um espírito crítico que ficou adormecido pelo pânico do rebaixamento e pela reação fantástica do final de 2009. Espírito crítico que renasceu graças à derrota ridícula contra a mulambada, a desclassificação para a final contra o Vasco e, cereja do sundae, o tenebroso empate contra o Confiança.
Na verdade, o que vimos ontem no Maraca foi um time muito superior ao outro e com muita vontade de vencer e convencer. Mas nada mais do que isso. O Friburguense, antigo Fluminense de Nova Friburgo, não ofereceu nenhuma resistência. Marcação frouxa e muito pouco talento entre seus jogadores. Resumindo, um Confiança com menos vontade de jogar. Fizemos o que temos que fazer sempre que tivermos essa possibilidade. Vencer com convicção. Afinal, quando poderemos ver novamente em campo nosso time armado com Fred, André Lima e Maicon (terminamos assim o jogo)? Acredito eu que em muito poucos jogos, sempre contra Friburguenses, Confianças e afins.
Espero, agora, por uma vitória consistente, uma atuação firme e decidida, contra um time grande. Teremos Vasco e Botafogo pela frente. Se queremos realmente ser campeões, temos que vencê-los e entrar nas semi-finais como favoritos. E, claro, confirmar nosso favoritismo. Time grande é isso! Nosso meio de campo tem que ter alternativas para uma marcação mais firme em Conca, nosso ataque tem que fazer gols quando poucas forem as chances, nossa defesa não pode deitar em berço esplêndido achando-se inexpugnável. Vamos enfrentar o Tigres e depois a cachorrada. Ai sim poderemos avaliar se o time se firmou e resgatou a atitude do fim do ano passado ou não.
Em tempo: Tinga tem sido um nome muito badalado no laranjal ao longo dos últimos dois anos mas especialmente nos últimos dias. Considero um bom nome mas não me parece uma posição que estejamos carentes. E a estréia de Wellington provou que tínhamos uma excelente opção para Maicon dentro de casa. Vai entender porque não a utilizávamos…
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com