Archive for janeiro, 2010

Vida mansa no Maraca

Afinal, quem tem padrinho…

Torcida Tricolor,

Estava eu passando calmamente minhas 37h regulares de fim de semana carioca. As crianças viajando me permitiram um dia de sábado tranqüilo, com direito a compras para o jardim e febras portuguesas na CADEG na companhia da primeira-dama. Coisa de primeiro mundo! Eis então que recebo um telefonema de meu queridíssimo padrinho de casamento oferecendo convites para um camarote no jogo de domingo, contra o Volta Redonda. Já tinha decidido ver o jogo pela TV pois o horário ficaria muito apertado para ir ao Maraca e pegar o ônibus noturno para Minas. Mas os convites me seduziram. Afinal, seria uma oportunidade única para levar os filhotes em alto estilo para ver um jogo do Fluzão. Aceitei!

No domingo as crianças chegaram, almoçamos juntos, vestimos nossas camisas tricolores e lá fomos nós para a mordomia. A mordomia só não foi maior porque os convites não davam direito a estacionamento dentro do estádio. Mas enfim, nem tudo é perfeito…

Estivemos em um dos melhores camarotes do Maraca e acabamos assistindo ao jogo quase que nas cadeiras especiais, mas com sanduichinhos e canapés bem servidos, refrigerantes gelados e a companhia de PC Caju, uma das estrelas daquela constelação chamada “Maquina Tricolor”. Fim do jogo, saímos correndo (ou melhor, andando o mais rápido que as perninhas do Pedro deixavam), pegamos o carro e rumamos para casa para uma ducha rápida e saída estratégica pelo lado direito, direto para a Rodoviária. De volta a Alfenas!

Do jogo em si, não muito a comentar. Jogo com ingresso a R$40, com transmissão em TV aberta e sem Fred em campo é para ter pouca gente mesmo no Maracanã. E o time jogou futebol diretamente proporcional ao tamanho da torcida. Deu pro gasto, marcamos três importantíssimos pontos mas perdemos muitos gols e acabamos tomando um ou dois sustos absolutamente desnecessários. Achei o juiz algo perdido em suas marcações, parando muito o jogo e ajudando o placar a ser magro (de certa forma, favoreceu ao Voltaço com isso). Tivemos um belo gol de Leandro Eusébio, mostramos que esse time realmente sabe sair com a bola (se não me engano Rafael só deu dois chutões em tiros de meta) e que Alan continua jogando mais quando entra no meio do jogo do que quando começa como titular. O garoto tem futuro mais ainda não está no ponto. Precisamos de um atacante com estilo mais parecido com o do Fred. Especula-se Kleber Pereira. Pode ser uma boa se ele vier com espírito de grupo, topando ficar no banco. Se não, vamos arrumar sarna para nos coçar.

Temos um jogo contra o Duque de Caxias no meio da semana e o Fla x Flu no domingo (que não poderei assistir nem com mordomia por conta do horário). Tudo indica que este jogo decidirá quem será o primeiro e o segundo do grupo, em um campeonato carioca onde os times pequenos nunca foram tão pequenos. Esta é a chance do Fred avançar na sua meta de 60 gols no ano. Enfrentar o Flamengo com Love e Adriano será um ótimo teste para esse time renovado de guerreiros.

Em tempo: o que falar da chinelada tomada pela cachorrada? Mas demitir o técnico por causa dessa derrota é mais ridículo ainda! A saída de Ricardo Tenório da vice-presidência de futebol do Flu também foi muito mal explicada. Será que algum dia nossos dirigentes serão decentes e profissionais?

Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com

Estamos de volta!

Governança tricolor?

Tricolores do mundo

Demorei a retornar ao nosso convívio mais do que imaginava. Uma deliciosa e saudosa temporada de veraneio carioca associada a um período de mudanças profissionais me levou a retardar a publicação de nossa coluna. Mas aqui estamos firmes e fortes, acompanhando os bons ventos que sopram no laranjal.

Aparentemente, tudo que se pedia em matéria de organização do elenco para a temporada de 2010 foi alcançado pela diretoria tricolor. Mantivemos nossos melhores jogadores, inclusive as jovens promessas que despontaram (e que normalmente são os mais assediados pelo mercado europeu). Conseguimos resolver as rescisões de quase todos os jogadores apontados como “pesos” dentro da equipe. Exceção para o caso de Leandro Amaral que, sem duvida, é o mais complicado de todos. Mantivemos também a boa comissão técnica que foi montada no “susto” no fim do ano passado e que conseguiu que o time alcançasse um nível de desempenho que encantou o Brasil. Contratamos jogadores jovens e promissores, todos com desempenho acima da média no campeonato brasileiro. As contratações foram “cirúrgicas”, todas voltadas para as posições consideradas carentes não só pela comissão técnica mas também pela maior parte dos torcedores. Para completar, a renovação do contrato de patrocínio com a Unimed que se não é o melhor em termos financeiros do mercado brasileiro, é o bastante para mantermos um elenco de bom nível e jogadores de destaque como Fred e Conca. Enfim, dever de casa absolutamente bem feito.

O que me incomoda é constatar que nosso clube não consegue seguir uma suposta cartilha de “governança futibolística” em seu inteiro teor. Acertamos, aparentemente, em muitos quesitos nesse inicio de temporada. Mas continuamos sem uma solução definitiva de CT (treinamos na Portuguesa esperando nosso bom e velho campo das Laranjeiras ficar pronto), não temos uma comissão técnica considerada como permanente, desde a demissão de Branco não temos um gerente de futebol e a ausência dessa figura já está criando algum atrito da CT e elenco com Ricardo Tenório, vice-presidente de futebol, que não deveria estar tão exposto quanto está.

Espero, sinceramente, que os pontos positivos superem os negativos e que esta temporada nos traga um ou mais títulos, de preferência um que nos leve de volta à Libertadores que é nosso lugar. E que consigamos corrigir nossas deficiências de forma a resgatar nossas raízes de referência mundial em organização desportiva.

Em tempo: que nosso futebol carece de uma profissionalização em todos os aspectos, isso não se discute. Mas essa iniciativa estabanada e precipitada da SUDERJ de proibir a venda de ingressos no dia do jogo, sem aviso prévio e sem um planejamento para superar essa dificuldade foi uma pisada de bola monumental. Se quiseram mostrar organização, conseguiram mostrar uma total falta de capacidade de planejamento e negociação!

Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com