Archive for novembro, 2009
A um passo da eternidade
Agora é guerra!
Torcida Tricolor,
Normalmente escrevo minha coluna às segundas-feiras por dois motivos: como trabalho fora do Rio, normalmente viajo na noite de domingo, o que prejudica a calma e transpiração necessárias para escrever com qualidade. Além disso, escrevendo depois dos milhares de colunistas, blogueiros e torcedores que escrevem pelas comunidades e sites internet a fora, procuro evitar o lugar comum, a repetição. Tento trazer alguma nova contribuição para os debates mais interessantes surgidos após a semana de futebol.
No domingo a mulambada chegou no topo da tabela? Sim. A hegemonia paulista enfim pode ser interrompida? Enfim! O Flu saiu da zona da degola? Aleluia! Mas nada aconteceu no mundo do futebol mais interessante nessa semana que passou do que a reação da torcida tricolor após a derrota para a altitude. A recepção no Aeroporto Tom Jobim, onde os números de torcedores presentes variam de 200 a 500 (ficamos com a média de 350 então), depois daquela acachapante derrota, foi algo que “nunca antes na história desse país” havia acontecido.
Foi a manifestação de apoio mais inteligente, sincera e pertinente de uma torcida para com um time. É muito fácil receber um time vencedor com festa. Mas o que a torcida tricolor fez foi o reconhecimento ao esforço que aqueles jogadores estavam fazendo e que precisavam continuar a fazer. Essa mesma torcida, que no primeiro semestre protagonizou cenas de vandalismo na sede do clube que correram todos os noticiários do país, se redime de forma gloriosa e levou um time cansado e abatido por uma terrível derrota a resgatar as energias e transformá-la em uma bela vitória contra o Vitória e a conseqüente saída do “grupo da degola” pela primeira vez em 27 rodadas do campeonato.
Esse mesmo time e essa mesma torcida têm encontro marcado nesta quarta-feira, no Maracanã. Tudo está contra nós: o cansaço, a grande diferença de gols e, porque não, o bom time equatoriano. Como diriam os matemáticos, temos 98% de chances de não sermos campeões da Sulamericana. Mas o que este time tem protagonizado nos últimos dois meses nos permite, sim, manter a chama da esperança mais acesa do que nunca. O Maraca voltará 17 meses em sua história e estará tão lindo quanto estava em 02 de julho de 2008. E somente nós, torcedores e jogadores, poderemos fazer um final diferente daquele.
Yes, we can!
Em tempo: de forma nenhuma podemos minimizar a importância do jogo de domingo, contra os coxas brancas. Qualquer que seja o resultado nesta quarta-feira, o verdadeiro jogo do ano será em Curitiba. Mas acredito piamente que conseguiremos duas vagas na Sulamericana do ano que vem.
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
Dúvida cruel
Jogar perto do céu…
Torcida Tricolor,
Por 5 minutos, 5 míseros minutos, estivemos fora da zona de rebaixamento. Nossa atuação contra os gatinhos pernambucanos foi abaixo do vínhamos apresentando. Como atenuantes, temos os desfalques (e Diogo também se machucou), o calor e o estado deplorável do campo. Mas o fato é que em momento algum apresentamos aquela marcação aguerrida, marcando inclusive a saída de bola do adversário. No primeiro tempo, então, o Sport teve muita liberdade no meio de campo. Ficou evidente que Mauricio não tem a mesma eficiência nem na marcação nem na saída de bola que Diguinho. E Alan, conforme já sabíamos, não tem as mesmas características de Maicon (o que não quer dizer que seja pior, entenda-se bem). Mas tivemos um adversário medíocre e a dupla Fred e Conca (muito mais o segundo) mais uma vez desequilibraram e carimbaram nossa oitava vitória consecutiva!
Fim da partida, começa meu drama (e, acredito eu, de toda a comissão técnica e de boa parte da torcida tricolor): como tratar a primeira partida da final da Sulamericana, em Quito? Time titular, reserva ou misto? Teremos condições físicas de jogar a 2.850m na quarta e vencer o Vitória no domingo com o mesmo time? O que vale mais: o título da Sulamericana ou a permanência na série A? Querer as duas coisas pode ser considerado como excesso de otimismo? Como diria o lendário Januário de Oliveira, essa decisão é “cruel, muito cruel”!
Todas essas perguntas estavam nas cabeças tricolores nos últimos dias mas chegou a hora da decisão. Muitos jornalistas que bradaram a todos os ventos que estávamos irremediavelmente rebaixados hoje se rendem à nossa reação exuberante e chegam (pasmem!) a se declarar torcedores do Flu neste fim de campeonato. E manifestam sua preocupação (alguns se dizem até “borrados” ) por colocarmos o time principal para jogar em Quito, correndo o risco do desgaste para o jogo decisivo contra o Vitória no domingo.
Não posso me dizer absolutamente tranqüilo sobre este ponto. Mas tenho a opinião firmada de que Cuca sabe o que faz, ele mais do que ninguém conhece esse grupo que conseguiu todos esses resultados. Se ele e os outros membros da comissão técnica acreditam que que os jogadores são capazes de suportar, quem sou eu para não acreditar!
Sim, corremos o risco de não conseguirmos nada, ou seja, nem a Sulamericana nem a permanência na Série A. Mas tenham certeza: a história do tricolor das Laranjeiras sempre foi feita de riscos, muitos riscos. O Fluminense não pode se apequenar. Se estivéssemos no G4, disputando ponto a ponto a participação na Libertadores ou mesmo o título, nossa decisão não poderia ser diferente. A dimensão é a mesma!
Um campeão se faz nas pequenas decisões tomadas diariamente, quando ele acorda, olha pela janela e conclui o quanto ele tem que se esforçar para alcançar seus objetivos. Prefiro correr o risco de nada alcançar mas morrer tentando do que o risco de não alcançar algum objetivo sem ter lutado por ele. Caso escalássemos o time reserva, nunca saberíamos se o resultado teria sido diferente.
Vamos a luta! Acreditar sempre! Afinal, graças a Deus eu nasci foi tricolor!
Em tempo: o filho do trabalho (Job son) teve atuação brilhante pela cachorrada contra os bambis e fez uma das maiores lambanças que eu já vi, ao tirar a camisa para comemorar o terceiro gol. Tomou o segundo cartão amarelo, portanto foi expulso, e com isso está fora do próximo jogo, que é tão importante quanto o jogo de domingo. Te juro que se eu fosse dirigente, multava esse maluco!
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
Vitória Mitológica
Como esses paraguaios são…paraguaios!
Torcida Tricolor,
Estive no Maraca no domingo, naquela vitória importantíssima sobre os patéticos. Sai em êxtase do estádio mas consciente que demonstramos sinais nítidos de cansaço, principalmente nos 15 minutos finais. O time não conseguiu manter a mesma pegada ao longo do jogo e os patéticos tiveram chances para empatar. No entanto, tudo que li quando em casa cheguei foram elogios e badalações pela seqüência invicta. Decidi não escrever nada e esperar o meio da semana.
Nossa primeira vitória sobre os paraguaios ridículos, debaixo de uma absurda e esdrúxula chuva de pedras, tinha sido fantástica e realmente emocionante. O time teve uma atuação impressionante, principalmente por estar jogando na casa do adversário. Com a vitória de domingo, a mesma mídia que ignorou nossa atuação contra os porcos, preferindo repercutir apenas um suposto e discutível erro da arbitragem, tentou se redimir e encheu todos os canais de TV, jornais impressos e digitais, blogs e afins, com louas à impressionante e inimaginável reação tricolor. Só o Cuca deu entrevistas para o SporTV, Globo Esporte e Globoesporte.com em apenas 2 dias! Achei oba-oba demais e temi pelo pior.
Tendo em vista o cansaço demonstrado pelo time no fim do jogo de domingo, cheguei a pensar em me juntar àqueles que pediam time misto ou mesmo de reservas contra os vendedores de whisky falsificado. Mas cheguei à conclusão que perdemos tempo demais ao longo do ano e que as oportunidades de “economia” tinham sido jogadas fora. Essa é a hora de separar os meninos dos homens. Cuca concordou comigo e botou nosso time de highlanders em campo.
E, mais uma vez, nosso time rodrigueano protagonizou uma vitória inesquecível, digna de ficar registrada nos anais do futebol. Nenhum time do Brasil tem tantas histórias de vitórias impossíveis quanto o Flu. Obviamente, todos os torcedores lembram de uma ou duas vitórias em viradas inesquecíveis de seus times. Alguns até se acham no direito de cantar que seus times são “os times da virada”. Mas nenhum time no Brasil tem tantas histórias quanto o tricolor.
Estamos na final da Copa Sulamericana, algo considerado pouquíssimo provável depois de uma classificação inicial eliminando os mulambos com dois empates. Definitivamente, o Flu de 2009 é o time dos contrastes, do impossível, do inusitado, do surpreendente. E digo mais, é o melhor time do Brasil nesse momento. Vem apresentando futebol melhor que qualquer outro time nacional. Se alguém imaginasse isso há dois meses atrás, provavelmente se calaria sob o risco de ser internado num manicômio. Mas este é o Fluminense.
Domingo, contra os gatinhos de Recife, teremos uma decisão de Libertadores. Os pernambucanos sofreram com um fenômeno semelhante ao que se sucedeu conosco ano passado. Vencedores da Copa do Brasil, campeões estaduais, boa participação na Libertadores, mas se perderam totalmente no Brasileirão e não conseguiram se recuperar a tempo de se salvarem. Para disfarçar esse fracasso, têm insistido num suposto favorecimento da arbitragem aos times cariocas. O Flu sendo favorecido? Só pode ser delírio mesmo! Mas o fato é que os pernambucanos vão entrar em campo com a faca nos dentes. Enquanto nós entraremos desfalcados de alguns jogadores suspensos e machucados. E a hora de vermos se temos 11 jogadores ou um grupo realmente comprometido com o objetivo de não sermos rebaixados.
Em tempo: me chamou a atenção a atuação de FH no jogo de hoje. Substituiu nosso preparador físico quando foi expulso na passagem de informações ao Cuca, ajudou no atendimento do Digão e ainda deu umas porradas nos vendedores de fita TDK. Já critiquei muito ele, mas tenho que reconhecer sua importantíssima participação no jogo de hoje. No banco ele foi espetacular!
Em tempo 2: se os bambis ganharem da cachorrada nos ajudam e prejudicam os mulambos. Para quem torcer nesse jogo, ó duvida cruel….
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
Mais 3 pontos
Estive no Maraca e presenciei mais uma linda festa de nossa torcida e mais uma boa atuação de nosso time. Mais de 55mil pessoas foram testemunhas do crescimento do garoto Maicon e de como Conca está jogando bola. Tomara que Maradona não esteja vendo…
Amanhã publico a coluna. Vou dormir muito feliz….
ST
Direto de Alfenas
Como alguns já sabem, passo meus dias uteis em Alfenas – sul de Minas. E dessa vez, decidi sair de meu casulo e fui assitir ao jogo no simpatico Bar do Ali. Estava eu acompanhado de um amigo, tricolor de berço mas que também torce pelo Cruzeiro (pobre coração dividido) e qual não foi minha surpresa ao encontrar 3 tricolores nascidos em Areal, simpatica cidade de 3mil habitantes, e que estudam medicina nessas plagas.
Atendidos pelo prestimoso Juarez, ficamso todos alucinados com a atuação tricolor. Dominio total e inequivoca demonstração que, dessa vez, nem Hector Baldassi será capaz de tirar esse título das Laranjeiras.
Agora é preparar o coração para domingo. Estamos bastante entusiasmados, bem sei, mas a vitória sobre os patéticos nunca foi tão importante.
ST
Essa nossa mídia…
Como os interesses envolvidos são difusos!
Torcida Tricolor,
Mais uma semana de vitórias heróicas e atuações entusiasmadoras de nosso time. Definitivamente, o time encaixou a marcação, que desde o inicio do ano era o grande “calcanhar de Aquiles” do time. Diogo, se por um lado erra muitos passes, por outro é incansável na marcação e tem um poder de recuperação impressionante. Diguinho ainda erra muitos passes também (mas em menor quantidade que Diogo) mas tornou a ser roubador de bola que sempre foi sua marca registrada. Além disso, é o carimbador de nosso meio de campo, já que quase todas as bolas passam por seus pés. A subida de produção desses dois jogadores me parece ser reflexo da subida de produção da zaga. Cuca se rendeu à juventude de Digão, Dalton e Gun, que se antecipam a todas as jogadas, não permitindo que os atacantes tenham paz para matar nenhuma bola, além de cobrirem um aos outros com dedicação impressionante. Essa dedicação na cobertura permitiu a nossos laterais terem mais liberdade para subir ao ataque. Mariano vem se tornando figura das mais importantes na saída de bola, enquanto Dieguinho cresce de produção mas ainda está amadurecendo. Rafael, com isso, tem sido pouco exigido nas ultimas partidas. Mas quando é, mostra uma segurança que há muito pedíamos de nosso goleiro.
Mas tudo isso só valoriza as atuações que Conca, Maicon e Fred vêm tendo. Conca arruma o meio de campo como poucos jogadores no Brasil atualmente. Maicon tem demosntrado uma raça, disposição e velocidade incomuns e Fred…bem, enfim Fred fez sua estréia no Brasil. Em nada se parece com o jogador irritadiço e disperso do inicio do ano. Absolutamente consciente de sua responsabilidade, vem demonstrando uma vontade gigantesca de superar tudo e tirar o time dessa situação no campeonato brasileiro e talvez até conquistar a Sulamericana. Se conseguir alcançar os dois objetivos, compra passagem sem escalas para o time de ídolos tricolores.
Foi isso que vimos no meio da semana, jogando no Chile (aliás, como bateram os chilenos e como foi conivente o juizinho!) e vimos mais ainda no Maracanã no domingo. O time teve uma atuação irretocável, mesmo jogando contra o então líder do campeonato, debaixo de um sol de 40 graus e cansado da viagem. Mas, nesse momento, precisamos ressaltar a atuação da torcida tricolor. Uma torcida que passou o ano inteiro sem saber qual era o comportamento mais adequado: apoiar e torcer ou protestar e vaiar? Foram meses e meses de discussões incansáveis nas ruas, escritórios e internet. Mas foi só o time dar uma pequena esperança, alguns tênues sinais de reação, que a torcida entendeu seu papel e vem apoiando de forma linda e decisiva ao time.
Pois bem, tantas coisas bonitas a serem faladas do Flu e o que toma conta das resenhas de domingo e das manchetes de segunda-feira? O suposto erro de Simon ao anular o gol de Obina. Ora, ora, dona imprensa. Você poderia ser mais discreta ao defender seus interesses cada vez menos escusos. Primeiro não foi erro: Obina impede Maicon de tomar sua frente usando o braço. Isso já era possível de se ver no vídeo da Globo no domingo à noite. Isso em uma cobrança de escanteio que não aconteceu, pois o próprio Obina havia cabeceado para fora. Depois, mesmo que ele tivesse errado neste lance, Simon cometeu diversos outros erros ao longo do jogo, inclusive não expulsando o Vagner Love no fim da partida, em falta por trás na saída de nosso contra-ataque, quando já tinha o cartão amarelo. Por fim, o Palmeiras não fez mais nada além dessa cabeçada. Foi amplamente dominado nos dois tempos de jogo e a vitória tricolor, com ou sem erro, foi mais do que merecida. Mas os meios de comunicação, movidos pela grana paulista, não poderiam aceitar todas essas constatações, porque, afinal, o Fluminense era o time grande escolhido para promover a série B ano que vem. Era, mas pode não ser mais.
A missão ainda é dificílima. Nada foi conquistado – nem permanência na série A nem título da Sulamericana. Mas a diferença agora é que temos um time para torcer. Agora nos é permitido sonhar, coisa que não fazíamos desde a estréia de Fred. Time e torcida têm agora a responsabilidade de não deixar essa peteca cair. Yes, we can!
Em tempo: entramos no Maraca eu e meu filho de 10 anos no exato momento que a torcida montou o mosaico. Ficamos maravilhados com a cena e com a riqueza de detalhes, num esplêndido trabalho de algumas dezenas de tricolores dedicados e a participação especial de milhares de tricolores embaixo de cada papelão colorido. Nesse momento, meu filho comenta:”olha lá pai, nossa torcida fez uma faixa branca em curva, enquanto a mulambada colocou o numero ao contrário!”. Ser tricolor é ter senso crítico apurado desde pequeno…
Em tempo 2: que manc(h)ada da torcida do chiqueiro! Levou bisnagas coloridas com as cores do tricolor para dentro do Maraca. OK, alguns podem dizer que em nossas cores temos o grená e não o vermelho, mas aqueles balõezinhos pegaram muito bem…para nós!
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
Nunca é tarde demais!
A fronteira entre o sofrimento e o delírio
Torcida Tricolor,
O empate contra os goianos no domingo passado, depois de um inicio terrível e com direito a uma bela reação, principalmente no segundo tempo, se não foi um ótimo resultado para a tabela de classificação, pelo menos trouxe uma emoção, um entusiasmo, uma vontade de não perder que há muito se cobrava do time.
O jogo do meio da semana, contra o galo mineiro, time entre os melhores classificados do campeonato, com o artilheiro da competição e lutando pela liderança da tabela, era considerado por muitos jornalistas especializados (e muitos tricolores também) como o canto do cisne tricolor. Um novo empate seria terrível. Uma derrota – resultado considerado pela grande maioria como o mais provável – seria o ultimo desastre. Porém nosso time, na primeira atuação segura em um primeiro tempo desde o jogo contra os mulambos, segurou o ímpeto atleticano, marcou seu gol e iniciou o segundo tempo no mesmo ritmo, marcando logo o segundo. Demos mais espaços para os mineiros mas se eles tiveram chances de empatar, nós também tivemos chances de aumentar o placar. Resultado absolutamente justo e a presença de 13 mil tricolores naquela noite chuvosa de quinta-feira, cantando e apoiando o time sem parar, foi registrada em diversos veículos de mídia.
Fechando nossa semana mineira, enfrentamos o todo poderoso Cruzeiro, melhor campanha do segundo turno, invencibilidade de 7 jogos, com 5 vitórias consecutivas, tendo entre elas uma virada épica em cima do Santo André. Enfim, novamente nossa capacidade de vencer a partida foi duramente questionada pelos especialistas. E quase demos motivos a eles. Nosso primeiro tempo começou bem mas terminou de forma terrível. Fica óbvio que o time se desestrutura quando tom um gol e fica atrás da torcida. Mas João de Deus intercedeu e soprou o pênalti batido pelo W. Paulista para fora. Alias, registre-se o quão mal pulou FHC. Mas tudo certo, acabou fazendo boas e importantes defesas depois. Quando todos começavam a se desesperar, até porque os outros resultados da jogada em nada ajudaram, Cuca acertou nas alterações (vendo o banco do Flu, acertar as alterações é quase uma loteria) que fez e o time começou muito bem o segundo tempo, marcando dois gols logo no inicio e atordoando as raposinhas. Quando o juiz apitou o fim da partida, incrédulos tricolores entraram em delírio.A virada na frente de 50 mil frustradíssimos cruzeirenses teve gosto de título, gosto esse que não podemos perder nunca no Flu.
Agora é Chile na quinta e depois os porcos no Maracanã. Sempre defendi que tínhamos que usar o time titular em todos os jogos da Sulamericana, pois trata-se de um título internacional e que vem ganhando importância a cada dia. Porém, devo confessar, que da forma que as coisas andam, talvez trocasse alguns jogadores que estajam mais desgastados, para economizá-los minimamente para o jogo contra o Palmeiras. Sem duvida, estamos disputando dois títulos, mas confesso que por mais que eu queira o Flu campeão de tudo o que disputar, ficar na primeira divisão tupiniquim me parece muito mais importante do que a Sulamericana.
Em tempo: dar mais valor para a não-comemoração do Fred do que para nossa exuberante vitória é de uma má Fé evidente demais. Deixa o cara manifestar seu carinho do jeito que ele quiser. Ele tem é que marcar gols e correr. E isso ele ta fazendo a cada jogo melhor. Fred, como você fez falta ali no meio do campeonato!
Saudações Tricolores