Archive for agosto, 2009
Demissão do Dr. Michel Simoni
Meu Deus, onde vamos parar? Cade o fundo desse poço que não chega nunca?
Tinhamos um bom Gerente de futebol, que errou em algumas coisas mas trouxe um artilheiro de nivel de seleção e conseguiu uma solução para sairmos do Laranjal – foi demitido.
Tinhamos um dos melhores técnicos do Brasil comandando uma grande reestruturação do futebol do clube – foi demitido.
Tinhamos um dos melhores departamentos medicos do futebol nacional, que conseguia operar verdadeiros milagres com uma estrutura um degrau acima do precário – foi todo demitido.
E que ficou? Tote Menezes? quem é essa figura? Qual seu currículo? Como esta anta pode ter tanto poder dentro do clube?
Revolta, revolta, revolta!!!!
Ainda temos técnico?
O time que se recusa a vencer.
Torcida Tricolor,
Como está sendo difícil escrever nesses dias sombrios e tumultuados… A atuação deste domingo contra o Barueri beirou o desastre! Tínhamos jogadores em campo que, somando seus salários, superáva tranquilamente o R$1,5 milhão em salários recebidos. Como um jogador de futebol profissional, que vive de jogar bola e, portanto, dos resultados alcançados (vitórias, títulos etc) pode errar tantos passes quanto os jogadores do Flu? Não há esquema tático, não há treinador, não há psicólogo, não há churrasqueiro que consiga organizar um time que erra tanto!
Possivelmente, enquanto você está lendo essas tristes linhas, nosso clube pode estar trocando, mais uma vez, o técnico de nosso time. No momento que escrevo a coluna, os rumores da saída de RG são fortíssimos. Sendo bastante sincero: defendi a permanência de Parreira e, por menos que goste de Renato como treinador, defendo sua permanência também. Já trocamos o treinador (duas vezes este ano!) e não adiantou. Contratamos um artilheiro sedento por voltar à seleção brasileira e não funcionou. Contratamos um dos melhores atacantes em ação no Brasil e não funcionou. Contratamos um dos três melhores laterais esquerdos do Brasil ano passado e não funcionou. No inicio do campeonato brasileiro, Parreira fez uma “limpa” no elenco mandando embora um monte de “chinelinhos” caros e improdutivos – não adiantou. O que falta então?
Na minha humilde opinião, falta “dar liga”. As peças não estão sendo encaixadas corretamente. Diretoria e patrocinador se estapeiam em praça pública, presidente e vice-presidente já há muito não se respeitam e a cada dia as declarações de um sobre o outro são mais impublicáveis. O presidente vem à imprensa acusar a oposição de querer “matá-lo” depois de surgirem noticias de um possível afastamento da presidência por conta de problemas de saúde. Enfim, como não tivemos o “Zorra Total” no sábado, o Flu encenou ela no domingo, dentro de campo.
Lembro do segundo semestre de 2005, quando o time dirigido por Abel conquistava resultados mágicos no final dos jogos. Abelão costumava dizer que aquele time se recusava a perder. Pois bem, quatro anos depois montamos um time que se recusa a vencer. Não protegemos nossa defesa de forma correta, nossos laterais não conseguem fazer uma jogada sequer de ultrapassagem, não concatenamos sequer uma tabelinha de três passes corretos e, principalmente, não chutamos a gol!
Sinceramente, não acredito que o motivo para esse verdadeiro FEBEAPÁ futibolístico seja o técnico (ou churrasqueiro, como queiram). Algo podre, muito podre mesmo, acontece no laranjal e repercute dentro de campo. Se não arrumarmos a cozinha, teremos móveis lindos na sala, mas o cheiro de comida estragada, a fumaça de fritura e as baratas do lixo estragarão tudo.
Em tempo: não sei ainda quem será o responsável pela escalação para o jogo de volta da Sulamericana. Mas que escale o time que considera titular. Uma classificação para a fase seguinte pode significar muito em orgulho para o elenco e para a torcida. Por outro lado, confesso que a desclassificação, mesmo para a mulambada, é esperada. Não consigo ser otimista hoje.
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
E agora, José?
Vamos trocar novamente de técnico?
Torcida Tricolor,
Somente nesse ano estamos no terceiro técnico. Já fomos manchete de jornal por uma desastrada e agressiva manifestação de nossa torcida. Publicaram declarações de nosso presidente que envergonharam toda a nação tricolor. Sim, prezados, já sofremos muito nesse ano.
Mas quando achamos que o fundo do posso tinha sido alcançado, quando uma vitória por placar dilatado nos reascendeu a esperança, eis que encaramos a turma coxa branca e tomamos uma verdadeira aula de futebol em pleno Maracanã. Eu disse aula? Desculpem-me! Eles não nos ensinaram nada. Ao contrário, provavelmente eles aprenderam.
Aprenderam como escalar mal, muito mal um time.
Aprenderam como simplesmente ignorar a historica ineficiência de um goleiro e que mais uma vez demonstrou insegurança e instabilidade.
Aprenderam como permitir que um time, que deveria estar sedento por vitória, entrasse em campo completamente aparvalhado e torpe.
Aprenderam como uma diretoria dividida e desorientada afeta de forma mortal os resultados de um time dentro de campo.
Aprenderam que valores existem para serem preservados e respeitados e não esquecidos ou ignorados, principalmente pelos jogadores.
Aprenderam que uma torcida pode ser dividida, ou mesmo guerrear entre si, graças a todas essas lições.
E nós, tricolores, será que aprendemos alguma coisa?
Em tempo: para que uma cabeça tão grande se não serve para pensar?
Saudações Tricolores
A passo de cágado
A arte de jogar pontos fora
Torcida Tricolor,
A vitória sobre os rubro-negros pernambucanos renovou nossa esperança. Não que a atuação do time tenha sido fantástica. Na verdade, o adversário ajudou bastante. Mas sim porque, enfim, a bola entrou! Ao longo de nosso calvário recente, tivemos alguns jogos que empatamos, ou mesmo perdemos, onde simplesmente não conseguíamos marcar gols. E Roni, o eterno, voltou a seu clube de coração para ressurgir das cinzas e transformar Kieza na nova coqueluche tricolor.
Veio o domingo e o jogo contra os rubro-negros baianos esteve em nossas mãos. Alias, esteve nas mãos dele, o eterno “mão de maionese” que atende pela alcunha de FH. Que seus defensores se manifestem como quiserem. Mas, em minha humilde opinião, ele poderia ter defendido o cruzamento (alias, o chute errado) do gol de empate. Mas obviamente, um time que se encontra na posição da tabela de classificação que nos encontramos, não pode perder os gols que perdemos. Tivemos, pelo menos, três oportunidades absolutamente simples de serem convertidas. Mas Ed “mort” Carlos e Roni, o Fênix, se encarregaram de nos enlouquecer.
Se a troca de técnico serviu para alguma coisa, foi para a escalação de Diogo em sua posição de origem. Com Fabio Santos entrando no lugar de WM, teremos uma boa dupla de volantes – já considerando que FS, por pior que jogue, jogará melhor que WM. Que, por sua vez, vem demonstrando uma dedicação exemplar, correndo muito e realmente se entregando. Mas erra muito!
Mesmo passando por uma situação ridícula de falta de títulos, surgem noticias que possivelmente jogaremos nossa primeira partida na Sulamericana com um time reserva! Poupar um ou outro jogador, que tenha sofrido algum desgaste maior ou que esteja jogando “no sacrificio” parece fazer sentido. Mas nada além disso! Temos que partir para cima da mulambada e nos classificarmos na Sula. É titulo sim, e vale bastante! Esses jogadores recebem o bastante para jogarem duas vezes por semana. Fizemos um esforço tremendo ano passado para nos classificarmos para este torneio para agora entrarmos com time meia-boca. Eu quero título!
Em tempo: todos os grandes executivos tem seus benefícios e regalias, normalmente chamados de “pacote de benefícios”. Então, os benefícios de Fred não causam estranheza. Porém, como todo grande executivo, os resultados precisam ser cobrados duramente. Não dá para ter “pacote” e ser expulso três vezes!
Saudações Tricolores
Pai, vamos trocar de time?
Carta a meus filhos
Vitor e Pedro,
Vitor, no fim do primeiro tempo, o sofrimento estava estampado em seus olhos. Seus pouco mais de 10 anos já te permitem entender quando alguma coisa vai bem ou vai mal. Sua paixão por futebol não permite derrotas, principalmente as em série. E os ultimos dois anos, quando seu poder de absorver informação e analisa-las deu um salto quantico, não tivemos muitas noticias boas sobre nosso tricolor.
Paixão futebolística é algo que se transmite de pai para filho. Acredito nisso do fundo de meu tricolor coração. Tenho investido muito nisso para fazer de você e seu irmão mais novo, Pedro, tricolores de boa estirpe, pessoas que se identificam com a historia do clube e transferem os valores que um dia forjaram este clube, como ética, respeito, espirito esportivo e fidalguia, para suas atitudes no cotidiano.
Não quero que vocês sejam tricolores somente porque sou tricolor, porque meu pai era tricolor ou porque meu avô (sim, seu biso) também era tricolor. Não quero que vocês sejam tricolores porque só assim vocês irão ao Maracanã comigo. Quero que vocês sejam tricolores para festejarmos juntos. Como eu festejei com meu pai e meu avô.
Quando olho para tras, principalmente nesses ultimos dois anos, vejo quão poucas oportunidades tivemos para comemorarmos juntos. Claro que a Copa do Brasil de 2007 ficará sempre em nossos corações. E as noites mágicas da campanha da Libertadores, definitivamente, são inesquecíveis. Mas quantas vergonhas e decepções se sobrepuseram a esses momentos… Já foram 3 pífios campeonatos cariocas, um campeonato brasileiro digno, outro ridículo e estamos caminhando neste campeonato para algo pior do que ridículo, o que imaginávamos impossível.
Portanto, meus filhos, sejam fortes. Não cedam à tentação de trocar o time do coração por um time que esteja melhor classificado no momento. Ou que tenha conquistado algum titulo mais recentemente. Acreditem que esta malta que hoje dirige nosso clube logo estará distante e iniciaremos um necessário processo de resgate de nossos valores fundamentais, aqueles com os quais me identifico e espero que vocês também. Mas, principalmente, retomaremos a felicidade de comemorarmos vitórias e títulos juntos.
Não pensem em mudar de clube. Pensem em mudar o clube.
Saudações Tricolores